domingo, 6 de novembro de 2011

Investigando o processo de adoção no Brasil e o perfil dos adotantes

Estudo interessante que tem como objetivo investigar o processo de adoção no Brasil e o perfil dos adotantes. Trabalho realizado por Luana Andrade Silva, Danielisson Paulo de Mesquita e Beatriz Girão Enes Carvalho - Universidade de Uberaba.

Adoção tardia: desafios e muito amor

Adoção tardia: desafios e muito amor

Especialista em casos de crianças que são adotadas mais velhas, a psicóloga diz aqui os principais tópicos para serem levados em conta nesse tipo de situação

Aline Moraes


A psicóloga Marlizete Maldonado Vargas, professora da Universidade Tiradentes, em Alagoas, não tem filhos adotivos, mas acompanha de perto, desde a década de 90, a situação de crianças em abrigos. É autora de Adoção tardia - da família sonhada à família possível e, nesse ano [2010], publicará um novo livro, sobre a experiência de acompanhar, durante 16 anos, quatro jovens que viviam em abrigos. "Hoje, a maioria está integrada e nem lembra que foi adotada aos três ou quatro anos de idade. São filhos. Ponto". Marlizete falou à CRESCER sobre o processo de adoção tardia.


CRESCER: Como a família pode se preparar para uma adoção tardia?
Marlizete Vargas: Informando-se através de sites, participando de grupos de discussão em vários blogs que possibilitam a troca de experiências. Mas, antes das informações, o mais importante é a disponibilidade para estar com a criança e possibilitar a troca afetiva, para uma relação profunda, verdadeira e amorosa.

C: Como conquistar o amor de uma criança que já passou por outra família ou pelo abrigo?
MV: A confiança da criança de que não será abandonada ou machucada a novamente parece ser o ponto crucial para o processo de vinculação. Ela necessita de segurança e suporte para perceber que não está só no mundo. Essa segurança é passada através do amor incondicional, dos limites, do estímulo para que a criança expresse o que está sentindo e da ajuda para que ela compreenda as primeiras fases do processo de adaptação à nova família.

C: E a questão do passado da criança, como lidar com ela?
MV: Como parte importante da vida da criança, que deve ser preservada enquanto história que todos temos. Não use o "passado" de abandono, de institucionalização do filho adotivo para justificar problemas no presente, mas como informações importantes que embasem melhores estratégias para mudar seu futuro.

C: Quais desafios os pais devem esperar quando o filho adotivo chega à adolescência?
MV: A adolescência pode representar, sim, uma fase de turbulências, de questionamentos, de vir à tona vivências infantis e, junto com elas, as histórias que continuaram confusas, obscuras. No resgate da história do adolescente adotivo, existem as perdas das figuras familiares anteriores, a angústia ante o desconhecido que se perdeu lá atrás, a necessidade de falar sobre suas origens - "conhecer quem eu sou para saber para onde vou". Mas isso apenas se intensifica na adolescência. Minha experiência tem demonstrado que o pior inimigo do jovem em conflito na família é o silêncio, o não poder falar de algo que todos sabem mas fazem de conta que é segredo - os tabus familiares, e a adoção costumava se um desses tabus.

C: Onde a família pode encontrar grupos de apoio à adoção no Brasil? MV: No portal da ANGAAD, Associação Nacional dos Grupos de apoio à adoção (www.angaad.org.br), encontram-se cadastrados 56 grupos de apoio à adoção espalhados pelo país, a maioria com páginas de conteúdo informativo, de notícias e eventos, ou com uma série de endereços para contatos com os membros dos grupos.

Adoção por casais gays aumenta à medida que caem restrições legais nos Estados Unidos

Família americana
Adoção por casais gays aumenta à medida que caem restrições legais nos Estados Unidos
Publicada em 05/11/2011 às 19h10m
Fernanda Godoy (fgodoy@oglobo.com.br)
Correspondente

NOVA YORK - Há dois domingos, Farid Ali Lancheros e George Constantinou reuniram 164 parentes e amigos em Nova York para o chá de bebê de seus filhos gêmeos que nascerão de uma barriga de aluguel nos próximos dias. Gustavo e Milena, os bebês gerados por inseminação artificial, vão participar do fenômeno de transformação da família americana, com crescente número de adoções e gestações de crianças que vão viver em famílias nas quais os pais são homossexuais. Na festa, Constantinou disse que eles são a verdadeira família moderna, brincando com o nome do seriado "Modern family", um hit da TV, no qual um casal gay adota uma menina. Nos Estados Unidos, estima-se que 1,2 milhão de crianças vivam em famílias com pai ou mãe homossexual.
- Sei que estamos rompendo barreiras, mas todo o amor e o apoio que estamos recebendo são medidas da aceitação social que uma família gay pode receber. Nossos pais estão eufóricos, minha mãe virá da Colômbia passar o primeiro mês dos bebês com a gente - disse Farid Ali.
Juntos há dez anos, Farid, de 47 anos, e George, de 35, são sócios no restaurante Bogotá Bistro, no Brooklyn, e começaram a planejar uma família há dois anos. A opção inicial foi pela adoção, mas os dois se sentiram inseguros com a falta de informações sobre a saúde da criança e de sua família biológica.
- Era uma aposta muito alta. Fiquei nervoso com a ideia de não saber o histórico dessa criança, da possibilidade de ela ter sofrido, de não ter sido bem alimentada durante a gravidez, um monte de problemas. Aí surgiu a ideia da barriga de aluguel - conta Farid Ali.
Sei que estamos rompendo barreiras, mas todo o amor e o apoio que estamos recebendo são medidas da aceitação social que uma família gay pode receber
O casal procurou uma agência especializada em Boston e levou adiante o projeto, que custou US$ 160 mil, entre o valor pago à gestante e à doadora dos óvulos (uma mulher latina), mapeamento genético, plano de saúde, despesas de viagem, pagamento de advogados.
"Você realmente se sente no fim da fila"
O processo enfrentado por Farid e George foi curto, se comparado aos sete anos que Jeff Friedman e Andrew Zwerin esperaram para adotar Joshua, hoje com 8. Friedman, advogado, e Zwerin, gerente de firma de computação, são casados no papel e moram juntos há 26 anos em Long Island, Nova York. Apesar da estabilidade, viveram a experiência de muitos casais gays, que se sentem preteridos por agências de adoção.
- Você realmente se sente no fim da fila. Como gay, você se acostuma a atravessar a vida com uma dose de vergonha, com a sensação de ser um cidadão de segunda classe - disse Friedman, de 43 anos.
O caso de Joshua confirma uma das principais conclusões do estudo mais recente sobre o assunto, uma pesquisa divulgada no mês passado pelo Evan B. Donaldson Adoption Institute: 60% das adoções feitas por gays são interraciais. Os homossexuais tendem a adotar mais as crianças que estão nos abrigos, crianças mais velhas (10% dos adotados por gays têm mais de 6 anos), negras ou com algum problema de saúde.
- Uma assistente social deixou claro que casais heterossexuais teriam preferência sobre crianças "mais desejáveis". Mas não poderíamos estar mais felizes com o Joshua. Desde o dia em que o pegamos nos braços, recém-nascido, sentimos que ele era o nosso filho, e ele não poderia estar mais bem ajustado - disse Friedman.
As adoções por casais gays vêm crescendo significativamente, ao passo que caem as barreiras legais. No Censo de 2009, as crianças adotadas por gays eram cerca de 32 mil, em comparação com 8.300 no anterior, de 2000. Segundo estimativas do demógrafo Gary Gates, da UCLA (Universidade da Califórnia), o número de crianças e adolescentes em famílias onde o pai ou a mãe é gay chega a 1,2 milhão.
- A grande maioria não é adotada, provavelmente filha de relações anteriores, de antes de a pessoa se assumir como gay. Mas, como hoje as pessoas estão se assumindo mais jovens, a tendência é o número dessas situações diminuir, e o de adoções aumentar - disse Gates.
Leia a íntegra desta reportagem no Globo Digital (somente para assinantes)


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/11/05/adocao-por-casais-gays-aumenta-medida-que-caem-restricoes-legais-nos-estados-unidos-925744273.asp#ixzz1cya6013k
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

APADRINHAMENTO AFETIVO


O PROJETO APADRINHAR, desenvolvido pela 1ª Vara Regional da Infância, da Juventude e do Idoso em pareceria com o Grupo de Apoio à Adoção Ana Gonzaga II, objetiva proporcionar visibilidade à sociedade das crianças e adolescentes disponíveis para adoção e/ou em situação de risco, estimulando o pleno exercício do afeto, do cuidado, da solidariedade e da própria cidadania. Permitirá, também, que crianças e adolescentes envolvidos no projeto construam vínculos saudáveis com pessoas que não estão inseridas nos programas de acolhimento institucional, mas que possuem disponibilidade emocional e/ou financeira suficiente para proporcionar uma melhor qualidade de vida para eles através do respeito aos seus direitos fundamentais e do pleno exercício da sua cidadania.
O PROJETO APADRINHAR busca unir as duas pontas, próximas e que por razões diversas não se encontram: quem quer ajudar e quem precisa receber essa ajuda. Busca formar um laço direto entre o padrinho/madrinha e a criança/ adolescente, construindo laços de afeto, apoio material, com possibilidades de amparo educacional e profissional.

Modalidades do APADRINHAR
AFETIVO - consiste em cuidar, isto é, dar atenção, carinho e se preocupar com o bem-estar de uma criança ou adolescente ou grupo de irmãos que se encontre em uma das entidades de acolhimentos da competência da 1ª Vara Regional da Infância, Juventude e Idoso da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, podendo o padrinho/madrinha levá-lo(s) para passar(em) finais de semana, feriados, festas de final de ano e/ou período de férias escolares na casa do padrinho/madrinha.
MATERIAL – onde o Padrinho ou Madrinha assume algumas obrigações financeiras do(a) afilhado(a).
FAMILIAR – quando o apadrinhamento envolve todo o núcleo familiar.
PRESTADOR DE SERVIÇO - o padrinho/madrinha prestador de serviço apoiará o apadrinhamento prestando serviços gratuitos, em suas horas disponíveis, de conformidade com sua área de formação e de interesse.
PESSOA JURÍDICA – realizado por uma pessoa jurídica podendo ser realizado na forma de apoio material ou financeiro – exatamente da mesma forma que atuará o PADRINHO MATERIAL.

Como se tornar um PADRINHO ou MADRINHA
O procedimento para o APADRINHAMENTO AFETIVO é simples. O candidato a padrinho/madrinha deverá entrar em contato através do email: apadrinhar@globomail.com ou, na impossibilidade de realizar tal tipo de contato, deverá comparecer à 1ª Vara Regional da Infância, Juventude e Idoso da Comarca da Capital localizada na Avenida Ernani Cardoso nº 152, 1º andar, no bairro Cascadura, das 13 às 18 horas, e contatar o Setor de Psicologia e Serviço Social, para agendar uma entrevista e levar cópia autenticada da carteira de identidade, CPF e certidão de casamento, se houver, cópia simples do comprovante de residência e de rendimentos.
Além disso, será fundamental a participação da entrevista com os profissionais supracitados, podendo este número ser ampliado dependendo da particularidade do caso. Em sendo casado(a), tendo companheira(o) e/ou filhos, os demais membros da entidade familiar(,) também, serão entrevistados, vez que o apadrinhamento é um projeto que afetará a dinâmica familiar como um todo.
Após a realização da entrevista e do preenchimento do requerimento, o(s) candidato(s) receberá (ão) uma visita domiciliar, previamente agendada, pela assistente social do juízo. A equipe técnica elaborará, então, um relatório psicológico e social e o encaminhará ao Juiz.
A 1ª Vara Regional da Infância, Juventude e Idoso da Capital do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Grupo de Apoio à Adoção ANA GONZAGA II (GAAAGll), propiciará oportunamente aos inscritos no PROJETO APADRINHAR um curso composto de 3 (três) sessões que versará sobre o programa. Os palestrantes serão serventuários da justiça, componentes do GAAAG II e voluntários. Ao final do curso será fornecido um certificado com validade de 2 (dois) anos a todos os que frequentarem todas as aulas.
Posteriormente, após a decisão do Juiz, ouvido o representante do Ministério Público, a equipe do PROJETO APADRINHAR entrará em contato com o candidato, para que inicie as visitas a seu afilhado.
O apadrinhamento afetivo nos permite o encontro com um ser especial que nasce na nossa alma e não do nosso corpo. Permita-se esse encontro, venha para o APADRINHAR.

1ª Vara Regional da Infância, da Juventude e do Idoso – Madureira
Avenida Ernani Cardoso nº 152, 1º andar, Cascadura, Rio de Janeiro/RJ.
Email: apadrinhar@globomail.com

Grupo de Apoio à Adoção Ana Gonzaga II
Rua Padre Telêmaco nº 30, Cascadura – Igreja Metodista de Cascadura.
Reuniões toda terceira segunda-feira do mês, às 19 horas.
Email: gaa.anagonzaga@gmail.com

Uma iniciativa da 1ª Vara Regional da Infância, da Juventude e do Idoso

Parceria: Grupo de Apoio à Adoção Ana Gonzaga

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Trigêmeas retiradas dos pais continuam com tios

Paraná Online
Cidades / Notícias
31/10/2011 às 10:47:04 - Atualizado em 31/10/2011 às 14:33:18
Trigêmeas retiradas dos pais continuam com tios
As trigêmeas retiradas dos pais em abril deste ano continuam sob a guarda provisória dos tios. No último mês de setembro, a Justiça, através de um despacho assinado pelo Desembargador Ruy Muggiatti, decidiu que as crianças permaneçam com os parentes enquanto os pais recorrem para tentar reaver a guarda das crianças.
Em abril, o País ficou chocado com o caso do abandono das crianças, nascidas em 24 de janeiro, em Curitiba. Após a realização de um tratamento de fertilização in vitro (artificial), o casal descobriu que teria três bebês e a reação foi surpreendente: eles decidiram levar apenas duas das três filhas pra casa.
Troca
Logo após o parto, o pai recusou-se a ver uma das três filhas. Como nasceram prematuras, elas precisaram ficar em observação. Segundo informações do hospital, o pai escolheu duas das crianças pelo tamanho, mas quando uma delas passou mal, ele mudou de ideia dizendo que "trocaria" então pela criança menor, que tinha destinado à adoção. Mas, ao ver que o bebê mais forte melhorou, ele voltou atrás. Diante da situação, a direção do hospital comunicou a Justiça, que interveio imediatamente no caso e impediu que as crianças fossem entregues ao casal.
Após o nascimento dos bebês, eles confirmaram à Vara da Infância e Juventude o desejo de renunciar a uma das crianças. A Justiça, porém, entendeu que o casal não tinha "condições de paternidade e maternidade" e retirou as três de casa, cerca de um mês após o nascimento.

Bebê abandonado no Uberaba continua em abrigo

Paraná Online Cidades / Notícias
31/10/2011 às 00:00:00 - Atualizado em 31/10/2011 às 15:39:32
Bebê abandonado no Uberaba continua em abrigo
O bebê recém-nascido abandonado no bairro do Uberaba, na noite de 9 de junho, num frio de 7º, continua sob a guarda da Justiça e está num abrigo da cidade, segundo o Conselho Tutelar de Curitiba.
A criança foi encontrada por uma dona de casa, que estranhou o contínuo latido do cachorro. A menina vestia apenas fraldas e enrolada num cobertor fino numa das noites mais frias do ano.
Após ser atendida pelo Siate, ela foi encaminhada para o Hospital do Trabalhador, onde foi examinada e encaminhada para um abrigo. Durante o atendimento do Siate e enfermeiros do hospital, a menina acabou ganhando o nome de Vitória.

Falta Informação às Mães Sobre Processo de Adoção

Boa reportagem do Paraná Online. Basta clicar no link para lê-la na integra. Aproveitem a leitura.
Silvana do Monte Moreira

Falta informação às mães sobre processo de adoção
Para a psicóloga Lídia Weber, professora e coordenadora do Núcleo de Análise de Comportamento da Universidade Federal do Paraná, a falta de
informação das mães em relação ao processo de adoção por vias legais é um dos fatores para que o número de crianças abandonadas aumente
no Brasil. Na pesquisa, nenhuma das entrevistadas que abandonaram seus filhos sabiam que era possível doar a criança dentro da lei.
³Não faziam a menor idéia de que poderiam ir tranquilamente até o Juizado da Infância e entregar o seu filho para a adoção. Não existe culpa
alguma e o processo é sigiloso. É preciso campanhas de esclarecimento. Claro que não se quer o abandono e é preciso prevenir a gravidez
também, mas se uma mãe não deseja criar o seu filho pode entregá-lo legalmente´, afirma.
Números
De acordo com Lídia, os números de abandono que aparecem nas estatísticas podem ser apenas uma parte de realmente ocorre no país afora.
³Há muito casos mais do que se imagina... Só chegam à mídia os casos mais dramáticos, mas sabemos que existe um número considerável de
crianças deixadas em locais públicos, igrejas, casas e a maioria na própria maternidade. A mãe desaparece sem deixar endereço´, diz.