domingo, 5 de agosto de 2012

História de Adoção de Paula Cury na revista UMA


Conheçam a história da paulista Paula Cury, mãe solteira, por adoção e por opção, de 4 crianças: Malu, Rodrigo, Laura e Alexandre. Malu com diagnóstico de HIV+ já negativou não sendo mais portadora do vírus. Rodrigo com paralisia cerebral tem um desenvolvimento saudável e não apresenta gap intelectual. Os irmãos biológicos Laura e Alexandre, adotados tardiamente.

Assista TV XUXA sobre ADOÇÃO


01/08/2012 

 

TV Xuxa


Nando Reis toca no palco central do TV Xuxa
Blad Meneghel
O TV Xuxa deste sábado, 4, aborda o tema ‘Adoção’! Bárbara Toledo, presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, Silvana do Monte Moreira, advogada, e Solange Diuana, psicóloga e professora universitária, ambas mães adotivas, conversam com a Xuxa sobre as dificuldades, conquistas e toda a burocracia do processo de adoção. No telão, casais homoafetivos e héteros, Elba Ramalho e suas filhas e Rafael Fischer dão a sua opinião sobre o assunto.  O debate se estende a plateia que tira as duvidas fazendo perguntas aos convidados.

O DJ João Rodrigo toca as músicas mais pedidas do momento. Nando Reis canta ‘Declaração de amor’, ‘Segundo Sol' e ‘Do seu lado’.  O grupo Oba Oba Samba House toca ‘Mais que nada’, ‘Use somebody / Otherside’ e ‘Meu palco’. E a banda Tchê Garotos se apresenta com o sucesso ´Cachorro Perigoso´.

O TV Xuxa começa depois do Estrelas. Você não pode perder!

http://xuxa.globo.com/noticias/pagina/467/tv-xuxa 







Clique no link e assista - TV XUXA - bloco sobre ADOÇÃO.
http://tvxuxa.globo.com/videos/t/programas/v/assista-ao-segundo-bloco-do-tv-xuxa-deste-sabado-0408/2074134/

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O TV Xuxa deste sábado, 4, aborda o tema ‘Adoção’!


http://www.dailymotion.com/video/xsl0kb_chamada-tv-xuxa-04-08-2012_shortfilms Chamada da TV Xuxa do dia 04.08.2012 RELEASE TV XUXA 04/08/2012 O TV Xuxa deste sábado, 4, aborda o tema ‘Adoção’! Bárbara Toledo, presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, Silvana do Monte Moreira, advogada, e Solange Diuana, psicóloga e professora universitária, ambas mães adotivas, conversam com a Xuxa sobre as dificuldades, conquistas e toda a burocracia do processo de adoção. No telão, casais homoafetivos e héteros, Elba Ramalho e suas filhas e Rafael Fischer dão a sua opinião sobre o assunto. O debate se estende a plateia que tira as duvidas fazendo perguntas aos convidados. O DJ João Rodrigo toca as músicas mais pedidas do momento. Nando Reis canta ‘Declaração de amor’, ‘Segundo Sol' e ‘Do seu lado’. O grupo Oba Oba Samba House toca ‘Mais que nada’, ‘Use somebody / Otherside’ e ‘Meu palco’. E a banda Tchê Garotos se apresenta com o sucesso ´Cachorro Perigoso´. O TV Xuxa começa depois do Estrelas. Você não pode perder!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

JUSTIÇA URUGUAIA CONCEDE PRIMEIRA ADOÇÃO A CASAL DE LÉSBICAS


JUSTIÇA URUGUAIA CONCEDE PRIMEIRA ADOÇÃO A CASAL DE LÉSBICAS 02 de agosto de 2012 A Justiça do Uruguai legitimou pela primeira vez um processo de adoção a um casal de lésbicas, sendo que essa decisão judicial divulgada nesta quinta-feira "abre as portas" para outras adoções em trâmite, informou uma fonte ligada às organizações de defesa dos direitos dos homossexuais. A juíza de família Irma Lucy Dinello concedeu a adoção de uma menina de dois anos a um casal de mulheres que previamente legalizou sua união concubinária. Neste caso, o fato de uma das mulheres ser a mãe biológica da criança acabou influenciando a favor no processo. No entanto, Michelle Suárez, advogada de defesa dos Ovelhas Negras, coletivo que defende os direitos dos homossexuais, gays e lésbicas, afirmou que essa decisão judicial "abre as portas" para outras possíveis adoções entre homossexuais no país. "Até o momento, não havia precedentes de uma adoção por parte de casais de lésbicas no Uruguai, mas já havia antecedentes de adoções entre casais de homens homossexuais", declarou a jurista à agência EFE. Segundo Michelle, a primeira advogada transexual no país, a mobilização e a divulgação que o caso está tendo no país são importantes para que "outros casais se informem, conheçam seus direitos e façam uso deles". Atualmente, a advogada representa dois casais de lésbicas que já iniciaram os trâmites de adoção de crianças concebidas por uma delas. "Mas, mesmo assim, é difícil determinar quando estes processos serão resolvidos", afirmou Michelle. Neste primeiro caso resolvido pela Justiça, uma das mulheres, identificada como M.C., teve uma filha em setembro de 2009 concebida mediante a uma inseminação artificial. Depois, sua companheira (S.C.), que já estava com a mesma há uma década, deu início aos trâmites de adoção. Em sua decisão judicial, a juíza Irma Lucy Dinello assinala que S.C. "reúne todos os requisitos exigidos pela lei" (de adoções), como ter mais de 25 anos de idade, mais de 15 anos que a menina adotada e mais de 4 anos de convivência com a mãe natural. http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6043617-EI8140,00-Justica+uruguaia+concede+primeira+adocao+a+casal+de+lesbicas.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

AUMENTA A INDENIZAÇÃO DE CASAL QUE REJEITOU FILHO ADOTIVO EM UBERLÂNDIA


AUMENTA A INDENIZAÇÃO DE CASAL QUE REJEITOU FILHO ADOTIVO EM UBERLÂNDIA 01/08/2012 Valor da multa que era de R$15 mil passou para R$22 mil. Menor indenizado foi à promotoria agradecer a decisão, contou promotor. Caroline AleixoDo G1 Triângulo Mineiro Os pais adotivos que se arrependeram de adotar um menor em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e o devolveram a um abrigo foram condenados em abril deste ano pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a indenizar o adolescente no valor de R$ 15 mil, mais 15% de pensão alimentícia do salário líquido do pai. Contudo, devido à demora em efetuar o pagamento, as correções monetárias foram feitas pelo órgão e o valor a ser pago pelo casal já passou para R$ 22 mil, ou seja, 46% a mais do valor inicial. Como a ação corre em segredo de justiça, os envolvidos não podem ser identificados. Procurado pelo G1, conselheiro tutelar de Uberlândia fez alerta a quem quer adotar uma criança. Segundo o promotor da Vara da Infância e Juventude, Epaminondas da Costa, a pensão alimentícia está sendo paga desde 2009, quando a ação foi ajuizada. Recentemente a família pagou R$ 5 mil da indenização, à vista, e o valor restante foi dividido em 48 vezes mensais, a partir de acordo feito com a Justiça em consideração à condição socioeconômica dos pais. “Na semana passada, o advogado deles procurou a promotoria para esclarecer que o pagamento já está sendo feito na conta bancária criada para o adolescente para receber esse dinheiro”, informou. ENTENDA O CASO Em março de 1999, a família recebeu a guarda provisória do garoto e começou o estágio de convivência. Na época, ele tinha quatro anos de idade e foi adotado junto com a irmã biológica, uma das condições para a efetivação da adoção, já que o menor tinha um vínculo muito grande com ela. Dois anos depois, os pais adotivos procuraram o Ministério Público (MP) para devolver a criança, que foi encaminhada a um abrigo da cidade. Em 2009, a Procuradoria-Geral entrou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra o casal pedindo indenização ao menor. Em outubro de 2010 o casal tentou recorrer, mas a Justiça deferiu a liminar que pedia isenção de multa, condenando o casal a indenizar o garoto por danos morais. Mas somente no mês de abril deste ano que os pais se reuniram com a promotoria da cidade para negociar o pagamento, que só foi efetivado neste mês de julho. Segundo o promotor, um dos principais motivos que levou à decisão judicial foi a falta de justificativa para o casal ter rejeitado a criança e o não cumprimento da responsabilidade sobre a mesma. “Não deram justificativa alguma. Os dois estavam cientes da adoção e passaram por todos os procedimentos cabíveis, aceitando e confirmando que estavam aptos a cuidar do menino. Outra condição era adotá-lo juntamente com a irmã biológica. Mas eles devolveram o irmão e ficaram com a guarda da menina”, contou o promotor. No termo de decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) consta que os pais foram irresponsáveis em não demonstrarem um mínimo de esforço para se reaproximarem da criança, além de não cumprirem com o acordo de manter o menor no convívio com a irmã biológica, ferindo, dessa forma, o princípio constitucionalmente assegurado. Ele solicitou à psicóloga que o trouxesse até aqui. Chegou com os olhos cheios de lágrimas e agradeceu por tudo o que nós fizemos por ele, pois estava muito feliz e satisfeito com o respaldo da Justiça" Da devolução do garoto à iniciativa do MP em protocolar ação ajuizada ao TJMG, foram anos. O processo demorou a tramitar, pois, segundo Epaminondas da Costa, até então não havia um artigo dentro da Constituição Federal que abordasse o caso de devolução de crianças e adolescentes adotados. Ainda de acordo com o promotor, depois que o processo finalizou, o adolescente foi ao escritório dele para agradecer a causa. “Ele solicitou à psicóloga que o trouxesse até aqui. Chegou com os olhos cheios de lágrimas e agradeceu por tudo o que nós fizemos por ele, pois estava muito feliz e satisfeito com o respaldo da Justiça”, contou Epaminondas. CONSELHEIRO ALERTA SOBRE O PROCESSO DE ADOÇÃO A demora no processo de adoção é relativa para cada caso, mas na maioria das vezes é necessária justamente para evitar situações constrangedoras como foi o problema dos pais que abandonaram o menor. Para isso, é feito todo um estudo até que a adoção seja definitiva. “O processo às vezes é lento e demorado, pois nós avaliamos todos os quesitos para averiguar se a criança tem condições de ser inserida naquela família ou não”, explicou o conselheiro tutelar, Antônio das Graças Lopes. A família geralmente adota para suprir alguma necessidade social ou pessoal, o que pode ocasionar o arrependimento posteriormente. “Muitos adotam hoje em dia para se beneficiarem com programas sociais, porque não pode engravidar ou porque perdeu um filho. O motivo da adoção passa a ser uma necessidade e não uma adoção de coração aberto, com responsabilidade”, acrescentou o conselheiro. Outro motivo que leva ao possível abandono de crianças adotadas é em relação à educação. Muitos pais adotivos reclamam do comportamento do adolescente, mas não entendem que tudo depende da criação dada ao filho, ele sendo adotivo ou biológico. Relatos de psicólogos e assistentes sociais que acompanharam o caso envolvendo o menor que foi devolvido em Uberlândia, mostraram que o menino era rejeitado, agredido e humilhado pelos pais adotivos, além de ter sido abandonado física, material e moralmente, após ser devolvido ao abrigo. Ainda segundo Lopes, o menor adotado e que foi abandonado pode sofrer sérias consequências sociais e principalmente psicológicas. “Essas situações desestruturam totalmente a mente da criança. Ela já foi rejeitada uma vez pela família biológica e é, novamente, rejeitada pela família adotiva. Essa criança sofre e pode até se revoltar, envolvendo-se com o mundo da criminalidade, por exemplo”, alertou. Segundo promotor Epaminondas da Costa, pais não deram justificativa para a 'devolução' do menor. (Foto: Caroline Aleixo/G1) http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2012/08/aumenta-indenizacao-de-casal-que-rejeitou-filho-adotivo-em-uberlandia.html

RÉPLICA DA “RODA DOS EXPOSTOS” FOI INAUGURADA NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA, DIA 27, NO CHARITAS


RÉPLICA DA “RODA DOS EXPOSTOS” FOI INAUGURADA NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA, DIA 27, NO CHARITAS 30/07/2012 - Viviane Rocha Pesquisa: Rose Fernandes Na última sexta-feira, dia 27 de julho, às 19h, a Secretaria de Cultura inaugurou, no Museu José de Dome – Charitas, a réplica da “Roda dos Expostos”, que recebeu órfãos desde a inauguração do Charitas, ou “Casa de Caridade”, como era chamada antigamente. A inauguração contou com narração da história do Charitas e da Roda dos Expostos, além de curiosidades e explicações. A Casa foi inaugurada em 1840. A “Roda dos Expostos” já recebia crianças abandonadas desde 1832 na “Casa das Matronas”. O Charitas começou a receber os órfãos em 1840, ano de sua fundação, até o período entre 1874 e 1880, voltando a receber as crianças até o ano de 1940. Foram recebidas, em média, 35 crianças por ano. A pedra fundamental da Casa de Caridade foi lançada em 27 de julho de 1836 e foi inaugurada com o recolhimento de crianças na “Roda dos Expostos” em 1840, o que significou, à época, uma chance de sobrevivência e educação para as crianças rejeitadas que eram deixadas na Roda. HISTÓRIA A enfermaria da Casa de Caridade começou a funcionar oficialmente em 1844 e em 1874 foi transferida para uma casa que deu origem ao atual Hospital de Santa Isabel. As Casas de Caridade tiveram origem em Portugal. Foram fundadas no Brasil no período colonial e, a partir de 1828, com as Leis Municipais, sua fundação foi obrigatória em todos os municípios. O Cháritas ou Casa de Caridade, também denominada Casa de Misericórdia, é uma instituição muito antiga no Brasil e a única que atendia a toda a população. Após a Independência, com base na primeira Constituição do Brasil, a Lei dos Municípios de 1º de Outubro de 1828, transfere para os Conselhos Municipais vários encargos administrativos e entre eles a fundação de uma Casa de Caridade, a criação dos expostos e a construção de um cemitério público. A Lei dos Municípios trazia mudanças profundas no sistema de governo atribuindo aos Conselhos municipais certas exigências incapazes de ser realizadas, principalmente pela falta de recursos, recebendo do governo subsídios, apenas para a criação dos expostos. O Conselho Municipal requisita um médico para cuidar dos necessitados e em 1833, instala uma roda para receber “expostos” (crianças abandonadas) na casa da matrona Dona Marianna Roza, transferida em 1836 para a casa de D. Victória Amália. Em 27 de Julho de 1836 foi lançada a pedra fundamental da Cháritas. Em um ano estavam prontas as paredes referentes ao recolhimento dos expostos e à enfermaria, mas as obras paralisaram por falta de recursos. Diante das dificuldades financeiras da Câmara e a participação ativa da sociedade, em 1º de Março de 1839, a comissão fundou a Irmandade de Santa Isabel da Caridade de Cabo Frio com 26 associados e escolheram para juiz, o Major Bellegarde e como Patrono ou Protetor D. Pedro II. Com a fundação da Irmandade ficou instituída a Casa de Caridade de Santa Isabel da Cidade de Cabo Frio, obtendo direitos legais para a captação de recursos, concedidos pelo governo com repasses através da Câmara. As Casas de Caridade eram administradas pelas Irmandades da Misericórdia que obedeciam a um “Regulamento ou Compromisso”, para cuidarem das populações carentes, crianças enjeitadas, órfãos, presos e fazerem enterros com atendimentos material e espiritual. Em Cabo Frio, a Irmandade de Santa Isabel administrava a Cháritas, onde funcionava a enfermaria, o recolhimento de órfãos, a roda dos expostos e a Capela, como também responsável pelos sepultamentos no Cemitério de Santa Isabel. Em 16 de fevereiro 1840, a Irmandade transferiu o sistema da roda para o prédio da Cháritas, oficializando a Instituição da Casa da Roda em Cabo Frio, mantendo como Matrona D. Victória Amália. A enfermaria começou a funcionar oficialmente em 1844 e em 1874 foi transferida para uma casa que deu origem ao atual Hospital de Santa Isabel de Cabo Frio. Em 1847, o Imperador D. Pedro II, visitou as instalações da Cháritas, assim como sua filha a Princesa Isabel, em 1868 que fizeram doações para a manutenção desta instituição. http://www.cabofrio.rj.gov.br/detalhenoticia.aspx?id=BCA91E48-F80C-43D8-A15B-33EE5839392C

Adoção tardia: quando a vida em família fica ainda melhor


Adoção tardia: quando a vida em família fica ainda melhor “Quando olhei para o Silvano tive uma emoção, comecei a suar frio, a chorar. Até hoje, não consigo entender o que foi aquilo”. Essa foi a reação da empresária Olívia Marchi, 52 anos, ao ver, pela primeira vez, Silvano, o filho adotivo. O menino de 11 anos arrebatou o coração da blumenauense que não vislumbrou outra possibilidade a não ser trazê-lo para sua família. Olívia e o esposo, Mauro, 53, adotaram Silvano em agosto do ano passado, com o apoio das duas filhas biológicas: Elisa, 26, e Ana Júlia, 24. O menino já havia sido adotado por outra família, mas não se adaptou. Voltou para o abrigo onde vivia, em Biguaçu, na Grande Florianópolis. Lá, em junho de 2011, encontrou Olivia, que tinha sido convidada por uma amiga de Florianópolis para conhecer a instituição. “Eu sempre tive planos de ter três filhos, mas tive câncer de útero e não pude mais engravidar. Soube da Campanha Adoção – Laços de Amor, e me chamou atenção a adoção tardia. Eu tinha vontade de adotar, mas a gente nunca sabe como proceder. Quando fui ao abrigo com minha amiga e vi que existe a possibilidade de conhecer uma criança, principalmente mais velha, que podemos adotar, encontrei um caminho”, relata Olívia. Ao voltar para casa, em Blumenau, a empresária não conseguia parar de pensar no menino. “Minha amiga conversava comigo durante o caminho e eu não respondia, porque nem escutava o que ela falava. Cheguei em casa e contei para o meu marido. A emoção voltou e comecei a chorar novamente. Foi amor à primeira vista”, confessa. A reação da família Mauro, também empresário, sensibilizou-se com a emoção da esposa e a aconselhou a voltar à Casa Lar na companhia das filhas para que elas conhecessem o garoto. Algumas semanas depois, foi a vez dele conhecer Silvano e se apaixonar. Na ocasião, Olívia antecipou-se e foi à visita munida de todos os documentos necessários para a adoção. “Eu já estava decidida a adotar. Liguei para o Fórum e me informei sobre os procedimentos. Estava com os documentos necessários para a adoção, mas ele não estava destituído da guarda. Tinha sido adotado por outra família e fugiu”. Nada seria empecilho para a determinada Olívia. Ela logo contratou um advogado, entrou com o processo de guarda e de adoção, e teve consentimento para levá-lo aos fins de semana e nas férias de julho. “Foi a melhor e a pior coisa que já fiz a de trazê-lo para passar férias sem ter sua guarda. Quando tive que levá-lo de volta, parecia que estavam arrancando um pedaço de mim. Acho que meu desespero levou à agilização do processo e, em agosto, ele já estava morando conosco”, conta a mãe. Temores com a adoção tardia Uma das preocupações de Ana Júlia, até então a caçula, era que os pais não tivessem pique para acompanhar o crescimento do menino, que ainda vai viver a adolescência. “Alertei para o fato de eu e Elisa já estarmos adultas. Estou casada e eles teriam que passar, novamente, depois de algum tempo, pelas fases por que nós duas já passamos. Apontei que eles precisariam ter pique, como acordar no meio da madrugada para buscá-lo em uma festa”. Mas Olívia e Mauro demonstram estar com energia de sobra para passeios, viagens, cinema, para os jogos do Metropolitano (time blumenauense), do Avaí (time do coração de Silvano) e do Fluminense (time do pai) nos estádios, além da atenção às lições de casa. O boletim escolar de Silvano, aliás, é exemplar. A nota mais alta é na disciplina Alemão. Para Mauro, a experiência está sendo maravilhosa. Poder fazer alguns programas de menino, que não teve a oportunidade de fazer com as filhas mulheres, é compensador. “Talvez não tivéssemos tanta energia se ele ainda fosse bebê. Ainda estamos em forma, mas um bebê exigiria mais esforço”. A rotina da casa e da família mudou e para melhor. Silvano ganhou um quarto, roupas, brinquedos e viagens, mas o mais importante foi a atenção e a oportunidade de trocar sentimentos positivos que o farão evoluir como ser humano. Educação, respeito, cuidado, carinho e amor não faltam para ele. Hoje, só tem um desejo: “Eu queria que outras crianças tivessem a oportunidade que eu tive”. Saiba mais A Campanha “Adoção – Laços de Amor” é uma parceria entre a Assembleia Legislativa, o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Tribunal de Justiça. O objetivo é estimular a adoção tardia, múltipla (grupos de irmãos) e também de crianças deficientes. A sensibilização ocorre por meio da divulgação de histórias reais, com o objetivo de reduzir o número de crianças e adolescentes acolhidos em instituições do Estado. Para isso, Poder Judiciário e Ministério Público estaduais estão engajados para garantir maior agilidade nos processos. Mais informações no site www.portaldaadocao.com.br. (Michelle Dias) Amor de irmãos “Eu não sabia como era ser irmã mais velha e estou adorando. É muito divertido. Está sendo maravilhoso para mim e para a Elisa. Acho que meus pais estão curtindo o Silvano, hoje, muito mais do que eles se permitiram aproveitar comigo e com minha irmã. Agora eles têm uma situação financeira e de vida mais estabilizada. Isso é bom para todos. A vinda dele reacendeu a alegria da família toda”. Ana Júlia Marchi Monteiro “A experiência de ter um irmão menor é maravilhosa. Desde que ele chegou, foi muito natural. Não conseguimos mais imaginar a casa sem ele. Foi como se sempre tivesse feito parte da família. Ele tem uma personalidade forte e isso é legal. Nós estamos nos adaptando à personalidade dele e ajudando em sua formação. Hoje estamos muito mais felizes. Como minha mãe fala, parece que faltava algo para a família estar completa. Hoje está. Todos somos muito apaixonados por ele e o mimamos muito. Não existe ciúme. Ele é incrível”. Elisa Marchi