segunda-feira, 1 de julho de 2013

MEU FILHO - SEM RITUAIS

 
01/07/2013

Geralmente, quando o filho adotivo tem contato com o assunto, ele aceita tranquilamente, entende com facilidade que a adoção é apenas um dos jeitos de nascer em uma família. A psicóloga Maria da Penha Oliveira aconselha o uso de livros, filmes e fatos da mídia que falem sobre o assunto para contextualizar.
Maria da Penha conta que alguns casais a procuram pedindo que ela revele a verdade, mas a psicóloga ressalta que essa é uma incumbência dos pais adotivos: – São eles, e mais ninguém, que devem contar. Sem rituais. Eles devem dizer para a criança como foi o processo de adoção e fazer isso da forma mais honesta possível.
Caso a criança tenha uma história muito delicada, não é preciso expor os detalhes logo no primeiro momento.

COM SEGURANÇA
Nos casos de revelação tardia, é comum que haja revolta, principalmente quando o filho está na adolescência, uma fase em que tradicionalmente surgem conflitos psicológicos. As reações negativas tendem a ser passageiras. Assim como um sentimento da criança adotada de não fazer parte da família em que vive.
– Nesse caso, os pais devem reafirmar o desejo de adoção – explica Maria da Penha.
http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1161,4185661,22270

sábado, 29 de junho de 2013

DAS OFERECE ORIENTAÇÃO A SERVIDORAS EM LICENÇA GESTANTE E ADOTANTE

  28/06/2013
UFRGS | SERVIDOR |
Atendimento é realizado por equipes de psicólogos, enfermeiros e pediatras, e ocorre nas dependências do Núcleo de Saúde
Servidoras da Universidade em licença gestante e adotante podem receber orientações multidisciplinares, com objetivo de ajudá-las a cuidar melhor dos filhos. Basta se inscrever para participar. O acolhimento faz parte do Programa de Prorrogação da Licença à Gestante e à Adotante, conforme Decreto 6.690, de 1º de dezembro de 2008.
O atendimento possibilita às servidoras orientações sobre aleitamento materno, cuidados com a mãe e seu bebê, fortalecimento do vínculo mãe-bebê-família, além do término da licença e preparação para o retorno ao trabalho.
Oferecido pelo Departamento de Atenção à Saúde (DAS), o atendimento será realizado por equipes de psicólogos, enfermeiros e pediatras, e ocorrerá nas dependências do Núcleo de Saúde. ( Prédio 21101 - Av. Protásio Alves, 297 - Santa Cecília, entrada pela Rua São Manuel/ Campus Saúde).
Não são realizados, neste programa, acompanhamento pré-natal, nem atendimento clínico da mãe ou do(a) filho(a).
Mais informações e agendamento pelos telefones 51 3308.2016 e 3308.2014.
Orientação para melhor lidar com a maternidade - Foto: Thiago Cruz
http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/progesp-oferece-orientacao-a-servidoras-em-licenca-gestantes-ou-adotantes

WILL E JADA SMITH VÃO ADOTAR UM BEBÊ BRANCO


26/06/2013

O famoso casal de Hollywood Will Smith e Jada Pinkett Smith revelaram que eles estão expandindo sua família adotando uma criança.
Os pais orgulhosos disseram à revista People que eles estão nos estágios finais da adoção de Nicolae, de 1 ano de idade, que vem da Moldávia, país do Leste Europeu "Estamos super animados por estarmos acrescentando mais uma fonte de alegria para nossas vidas", Jada e Will disseram à colunista Maya Gallo da Revista People. "Nós já visitamos dezenas de vezes Nicolae e ele é adorável, um bebê maravilhoso. Tenho certeza de que ele está tão animado como estamos e de que ele vai voltar para casa com a gente. "
Will, 44 anos, e Jada, 41, estão casados desde 1997 e têm dois filhos juntos, Willow e Jaden, e um filho do primeiro casamento de Will. O casal frequentemente se orgulha de suas família e da devoção aos filhos.
Will e Jada disseram que eles foram inspirados a adotar graças aos colegas atores como Angelina Jolie e Madonna que adotaram crianças de países estrangeiros.
Os Smiths observaram as adoções na Romênia, Ucrânia e Sérvia e um amigo sugeriu Moldávia, uma ex-república soviética e um dos países mais pobres da Europa.
(...)
Os Smiths disseram que se apaixonaram pelo bebê Nicolae quando o conheceram há três meses em um orfanato na capital da Moldávia, Chisinau.
"Eu vi Nicolae em seu berço e fui levado imediatamente com ele", disse Will. "Ele tinha lindos olhos azuis, cabelos loiros e pele bem rosada. Virei-me para Jada e eu disse: 'Querida, esta é nosso filho. "
"Nós achamos um momento mágico", disse Jada. "Algumas pessoas deveriam pensar em visitar um orfanato de um país pobre, olhar para as crianças abandonadas é muito triste. Mas nós vimos isso como uma razão para crescermos juntos razendo alegria para outra criança. "
"É preciso ser um grande amor para ter essa sensação instantânea por uma criança que não foi gerada por nós," acrescentou. "O fato de que ele é um bebê branco faz a nossa adoção muito mais inspiradora para que outras pessoas também adotem como como nós."
(...)
"Os seus filhos já tem mais de 18 anos e vivem suas próprias vidas, nós os preparamos muito bem para a vida", disse Jada. "Mas Will e eu não temos vontade de ter nosso ninho vazio. Temos muito amor, compaixão e sabedoria para oferecer. "
(...)
"Eu quero inspirar Nicolae para que ele seja tudo o que ele sonhar e até mesmo as coisas que ele nunca sonhou", disse Will. "Se ele quer ser um ator, um diretor, um músico, um dançarino ou algo igualmente incrível, vai ser a sua escolha.
"Eu acho que Nicolae vai ser uma criança muito feliz graças a Jada e eu."
TRADUÇÃO DO GOOGLE – REPORTAGEM COMPLETA NO SITE
http://dailycurrant.com/2013/06/26/will-and-jada-smith-adopt-a-white-baby/

Bebê é achado dentro de saco de lixo em Rio Claro

Por Agência Estado |

Recém-nascida estava pelada perto de linha do trem e ainda com cordão umbilical na cidade do interior paulista


Agência Estado
Uma criança recém-nascida foi encontrada na noite de ontem sem roupa dentro de um saco de lixo em Rio Claro, interior de São Paulo. Duas mulheres acharam a menina perto da linha do trem. Ela ainda estava com restos da placenta e do cordão umbilical.
A criança tremia de frio e foi enrolada em um cobertor pelas mulheres, que chamaram a Polícia Militar. Depois, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levou a bebê para a Santa Casa, onde ela permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda não há informações sobre o paradeiro da mãe.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2013-06-29/bebe-e-achado-dentro-de-saco-de-lixo-em-rio-claro.html

DECISÃO JUDICIAL: INSS publica sentença da ACP nº 5019632-23.2011.404.7200, sobre salário-maternidade para mães adotantes




01/06/2012 - 15:51:00


"O INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS torna público que, em cumprimento à sentença de procedência proferida na ACP nº 5019632-23.2011.404.7200, em trâmite perante a 1ª Vara Federal de Florianópolis/SC, os benefícios de salário-maternidade em manutenção ou concedidos com fundamento no art. 71-A da Lei nº 8.213/91 (casos de adoção ou obtenção de guarda judicial para fins de adoção), passarão a ser devidos pelo prazo de 120 (cento e vinte dias), independentemente da idade do adotado, desde que cumpridos os demais requisitos legais para a percepção do benefício. Nos casos de salário-maternidade em manutenção, a prorrogação do prazo para 120 dias será efetivada de ofício pelo INSS, independentemente de requerimento administrativo da segurada. Clique aqui para acessar a cópia integral da sentença."



Íntegra da sentença: http://www.previdencia.gov.br/arquivos/office/4_120601-160912-602.pdf

Como agir quando o filho adotivo quer conhecer os pais biológicos?

          


Louise Vernier e Rita Trevisan
A adoção costuma ser um assunto delicado. Ainda assim, a orientação é que o tema seja tratado com a criança desde cedo. “O ideal é que os pais conversem com o filho sobre a adoção de maneira aberta, explicando o fato de maneira mais detalhada conforme ela vai crescendo”, segundo a psicóloga Lídia Dobrianskyj Weber, professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná). O mais importante, desde os primeiros bate-papos, é que a criança perceba que os pais se sentem confortáveis e seguros em relação à adoção.
Além disso, é preciso estar preparado para as primeiras perguntas sobre a família biológica e para a curiosidade da criança em relação às suas origens, que podem surgir mais cedo ou mais tarde, como acontece com a personagem de “Salve Jorge”, Aisha (Dani Moreno).
A estudante Amanda Andreassa Chialastri, de 25 anos, filha de pais adotivos, sentiu necessidade de refazer sua história, desde o nascimento, na época da adolescência. “O que eu queria mesmo era entender o motivo pelo qual fui abandonada, além de descobrir se tinha irmãos biológicos, com quem eu pudesse fazer contato. Era como se eu tivesse um quebra-cabeças dentro de mim, com algumas peças faltando”, conta.
Segundo Mariana Schwartzmann, psicóloga clínica especialista em adolescência pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), é muito comum que esse desejo apareça a partir dos 12 ou 13 anos. “É o período em que o indivíduo está construindo a sua identidade e quando questões mais profundas vêm à tona”, explica.
Situação delicada
No jovem, a vontade de conhecer os pais biológicos vem normalmente acompanhada de uma dose de medo e insegurança, afinal, ele não sabe o que encontrará. E a posição dos pais adotivos, nesse cenário, é tão desconfortável quanto.
Sandra Andreassa Chialastri, 52 anos, psicóloga e mãe adotiva de Amanda, conta que “perdeu o chão” quando a filha manifestou o desejo de entrar em contato com a família biológica. “Senti muitos medos. Mas o maior deles era o de que a minha filha fosse rejeitada mais uma vez pela mãe biológica e não conseguisse lidar com a questão”, diz.
No entanto, numa situação dessas, não há muito mais a fazer a não ser acolher o jovem e apoiá-lo nessa busca. Caso contrário, é bem provável que ele continue perseguindo o seu objetivo sozinho, mesmo contra a vontade da família.
Anna Laura Franchini Hensel, 26 anos, chegou facilmente à família biológica usando a Internet
Anna Laura Franchini Hensel, 26 anos, chegou facilmente à família biológica usando a Internet
Na casa da administradora de empresas Rita de Cassia Franchini Hensel, de 57 anos, a notícia de que a filha adotiva havia descoberto os pais biológicos caiu como uma bomba. “Levei um susto quando minha filha me contou que havia achado a mãe biológica. Não fazia ideia de que ela estava procurando”, diz. A garota, Anna Laura Franchini Hensel, que atualmente tem 26 anos, chegou facilmente à família biológica usando a Internet.
Para evitar surpresas desse tipo, ao saber do interesse de sua filha pela família biológica, Sandra Chialastri tomou a iniciativa de iniciar a busca, sem que a jovem soubesse. “Fiquei quatro anos tentando encontrar a mãe biológica da minha filha e quando finalmente consegui, entrei em contato para saber se ela aceitava reencontrar a Amanda. Como ela se mostrou receptiva, armei um encontro entre as duas”, conta.
Atualmente, a filha de Sandra visita a mãe biológica pelo menos uma vez por ano e mantém contato com os irmãos pelas redes sociais. Mesmo assim, o medo da mãe de perder o afeto e a atenção da criança criada com tanto carinho foi desaparecendo gradativamente.

Sandra Chialastri, 52 anos, é psicóloga e mãe adotiva de Amanda Chialastri, 26

“O sentimento que eu tinha em relação à minha mãe adotiva, que foi quem me criou, não mudou em nada a partir do momento que eu conheci minha mãe biológica. Abri um espaço na minha vida para a minha mãe biológica, mas em nenhum momento considerei trocar uma pela outra. Foi uma soma, como se a minha família tivesse crescido. Só isso”, explica Amanda.
Tudo pode acontecer
Além de apoiar o filho adotivo, os pais devem prepará-lo, da melhor forma possível, para o reencontro. Isso porque a reação da família biológica ao contato do filho abandonado é imprevisível.
No caso de Anna Laura, o reencontro foi emocionante. A mãe, que a abandonou porque não tinha condições de criá-la sem apoio, aos 13 anos, também estava tentando achá-la, usando as redes sociais. “Choramos muito quando nos abraçamos”, conta a vendedora.
Porém, convém preparar o filho adotivo para o pior. “É preciso deixar bem claro para o jovem que existe o risco de se decepcionar”, de acordo com a psicóloga Mariana Schwartzmann. “Ser rejeitado pelos pais biológicos no reencontro pode ser extremamente doloroso e traumático”, afirma Maria Luisa Louro de Castro Valente, professora de terapia familiar da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho).
Foi o que aconteceu com a dona de casa Daiane da Roza, de 29 anos, que encontrou a mãe biológica com a ajuda de pessoas que participam de comunidades com essa finalidade na internet. “Cheguei a conversar com a minha mãe por telefone, mas ela não demonstrou interesse nenhum em encontrar comigo. Fiquei decepcionada”.
Fonte: UOL Mulher

O SEGREDO NA ADOÇÃO E SUAS REPERCUSSÕES NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA LEITURA E ESCRITA


Autoras: Ana Lucia Teixeira; Berthane Rocha; Sandra Ataíde
RESUMO
Adotar alguém é mais do que suprir necessidades físicas e materiais. É respeitar o adotado enquanto pessoa e contribuir para sua maturação, conservando e transmitindo sua origem.
É comum alguns pais adotivos resguardarem a verdade nessa relação, visando proteger tanto a si mesmo quanto a seus filhos adotivos de prejuízos emocionais e discriminações sociais que acreditam que porventura possam vir a ocorrer. Entretanto retardar a verdade, deixar que seja revelada por terceiros ou até mesmo ocultá-la, influencia na formação psicossociocognitiva da criança, visto que a relação de parentalidade fica alicerçada em sentimentos de insegurança.
Ao se optar pelo segredo na situação de adoção a criança percebe as entrelinhas da verdade, e a essa problemática pode responder pondo obstáculos no processo de aprendizagem da leitura e escrita, que é constatada pela dificuldade de memorização, elaborações verbais, de pensamentos e de emoções.
Assim, a criança canaliza seu sentimento de hostilidade para com os pais a um âmbito menos aterrorizante: o do desempenho escolar. É portanto, comum o desempenho na área de linguagem ficar comprometido, pois esta é o centro da constituição do homem enquanto sujeito e a forma como a criança aprende está ligada à organização psíquica pela qual teve acesso à realidade.

INTRODUÇÃO
Já dizia o poeta que adotar é gestar uma criança no coração. Vários aspectos ditos, não ditos, bem ditos e mal ditos acompanham pais adotivos, pais doadores, os filhos adotados (a priori rejeitados), e toda essa placenta social que envolve tal trama. Porém, quer seja gerado no ventre, quer seja gerado no coração, os filhos precisam ser adotados pelos pais.
Isto significa dizer que, ser pai/mãe implica em tornar-se responsável pelo desenvolvimento total de um indivíduo, que por conseguinte acarreta numa série de fatores que nem sempre são cogitados pelos pais. Entre estes se encontra o famoso questionamento tão comum às crianças: “– De onde eu vim?”. Perante esta pergunta, alguns pais podem apresentar dificuldades em revelarem quais suas verdadeiras origens, revelar as particularidades de sua chegada à família, revelar, enfim, que são adotados.
Schettini (1999, p. 14) acredita que após a decisão de ter um filho adotivo, o outro passo mais importante é revelar sua condição de adotado. Em lares onde paira a atmosfera de segredo quanto à adoção de seus filhos, fica em iminência a insegurança e a desconfiança e quiçá a desilusão (op. Cit., p.15). Tal atmosfera além de poder influenciar no processo de desenvolvimento da personalidade da criança, também pode influenciar no desenvolvimento da aprendizagem.
Weiss (2001) defende que dez por cento dos casos de encaminhamento psicopedagógico é ocasionado pela intra-subjetividade dos alunos. O que quer dizer que, a condição interna da criança, consequência de sua história individual de interação com o ambiente e a família influenciam nas experiências futuras. Drouet (2003, p. 170), em consonância com esse pensamento, afirma que as dificuldades de aprendizagem podem ser causadas, dentre outros fatores, por conflitos emocionais, e que quando esses são tratados, as dificuldades de aprendizagem podem ser facilmente superadas.
Gostaríamos de deixar claro que o presente artigo não intenciona afirmar que ser adotado é condição sine qua non para o fracasso escolar. Prende-se sim, a partir da fundamentação nas abordagens Psicanalíticas e Psicopedagógica, revelar a resposta da seguinte pergunta: Por que as crianças que desconhecem que são filhos adotivos, apresentam dificuldades de aprendizagem?
Esse artigo visa contribuir com todos aqueles que queiram saber o quanto vale a pena fazer acontecer a verdade, a qual possui grande influência para a saúde emocional e desenvolvimento da aprendizagem do filho adotivo, bem como para sua família. Portanto, este poderá auxiliar profissionais e familiares envolvidos com a adoção, que desconhecem o preço do não dito e o sabor do amor com base na verdade.
ARTIGO COMPLETO NO SITE:
http://www.profala.com/artpsico54.htm