terça-feira, 30 de dezembro de 2014

MULHER ABANDONA BEBÊ PARA IR A BAILE FUNK


Domingo, 21 de Dezembro de 2014.
BAND
São Paulo
Segundo vizinhos, não é a primeira vez que a mãe fez isso; policiais encontraram criança suja e com fome.
Uma mulher foi presa neste domingo (21), na Zona Leste de São Paulo, após ter abandonado sua filha de dois anos para ir a um baile funk.
Vizinhos ouviram o choro da criança e chamaram a polícia. Ao chegar ao local, os agentes encontraram a bebê muito suja inclusive com fezes, e sem comer.
Os policiais que entraram na casa deram banho e comida para a menina. Pouco depois, a mãe da criança chegou ao local dizendo que teria ido comprar uma marmita.
A mãe foi presa em flagrante por maus tratos e abandono de incapaz e a criança foi encaminhada a um abrigo.
http://www.cenariomt.com.br/…/mulher-abandona-bebe-para-ir-…

MÚSICO ENCARA A HORA DE DEIXAR ABRIGO ONDE CRESCEU POR ATINGIR IDADE LIMITE


23/12/2014
Sandra Kiefer
Perto de atingir 18 anos, a idade limite, Paulo terá que procurar um novo lar. Prefeitura de BH vai criar repúblicas para os que enfrentam mais essa provação
Prestes a completar 18 anos, Paulo terá de deixar o abrigo onde vive, no Bairro Carlos Prates, na Região Noroeste de Belo Horizonte, assim que fizer aniversário e atingir o limite de idade previsto para o acolhimento. Quando cruzar a porta e se vir sozinho no mundo, vai precisar de algo além de um cantinho e um violão. “A partir de agora, seremos só eu e Deus”, diz o rapaz, com jeito firme e o olhar parado no tempo, por trás do qual, entre incertezas e esperança, guarda o sonho de se tornar músico.
Esse é um momento crítico para jovens que assistiram à aproximação da fase adulta pelas janelas dos abrigos. Na maior parte dos casos, quando a idade máxima chega, a independência, antes de ser meta, é um desafio. Para esses, a Prefeitura de Belo Horizonte projeta para 2015 a criação de três repúblicas destinadas a jovens de 18 a 21 anos, provenientes de abrigos e de centros de internação para infratores. O edital já saiu, oficializando o programa que tem aprovação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). “Tivemos um embate, pois o próprio conselho não sabia como legislar para a faixa etária acima dos 18 anos. Fizemos uma resolução, mostrando a necessidade de acolher os jovens adultos até conseguirem abrir caminho na vida”, define Helizabeth Itaboraí, gerente de Abrigamento do município.
O desafio é ainda maior para aquela parcela dos acolhidos nas instituições que apresenta sério comprometimento do desenvolvimento motor e neurológico, o que dificulta encarar a maturidade sem o apoio da família. Mas não é esse o caso de Paulo. Descrito na ficha pessoal como “um menino amável, tranquilo e justo”, ele quer ser livre e independente. “Vou sair daqui pela porta da frente, de cabeça erguida, e tentar traçar o melhor caminho possível para a minha vida. Minha família era muito humilde. Quis o destino que eu viesse para um abrigo. Era para ser assim. Não nasci para perder, mas para vencer”, decreta.
ESPALHADOS PELO MUNDO
Paulo tem uma longa história de acolhimento institucional. Aos 8 anos, foi separado da família com as irmãs mais novas, de 6 e 4 anos. Uma mora em São Paulo; a outra está em Portugal, onde a mãe adotiva cursa doutorado. Os três têm pouco contato entre si. Dos outros dois irmãos mais velhos, Paulo deixou de ter notícias há tempos. Segundo a assistente social, eles teriam sido mortos na guerra do tráfico.
“Acredito que minhas irmãs foram adotadas por dois motivos: primeiro, por serem meninas, segundo, porque ainda eram novas. Já eu não tive chances, porque estava muito velho”, compara, definindo o conceito de idade para quem sonha com uma família. Paulo sabe o que fala. De fato, 8 anos é a idade limite normalmente aceita pelos interessados em adotar um filho. Acima dela, as oportunidades caem a menos de 1%, segundo o Cadastro Nacional de Adoção. Além disso, embora mais de 60% dos casais sejam indiferentes em relação ao sexo da criança, as meninas têm chances mais de três vezes superiores de serem escolhidas (31,1%) em comparação com os meninos (9,7%).
Incentivado pelos educadores a buscar a própria autonomia, Paulo trabalha desde os 14 anos. Nesse intervalo, guardou os valores recebidos na poupança. Ao deixar a instituição de acolhimento, terá uma quantia mínima para financiar aluguel e despesas básicas. O maior desafio será dar continuidade aos estudos. “Esse é o maior problema das crianças e adolescentes acolhidos. Se em famílias comuns pais e mães não estão dando conta de ficar em cima das crianças e acabam pagando aulas de reforço, imagine a situação dentro das instituições, onde a maior parte dos internos apresenta dificuldades de aprendizagem”, compara a assistente social Maria Clara Braga.
No abrigo há sala de estudos e biblioteca, que ainda não faz sucesso entre os internos, incluindo Paulo, emperrado no 1º ano do ensino médio. “Se eu acho que vou concluir os estudos? Não, eu não acho. Eu tenho certeza”, garante o jovem, que pretende se matricular em uma faculdade de música. Ele aprendeu sozinho a tocar violão e a tirar as músicas “de ouvido”. Por meio da internet, sabe acessar os acordes mais difíceis de Eric Clapton e Led Zeppelin nos sites de cifras. Vai treinando, treinando, até conseguir executar a canção. Ele tem o dom. E determinação. Quando os 18 chegarem, vai com eles em busca de oportunidades.
UM OUTRO MODELO COM NOVOS DESAFIOS
O modelo das repúblicas para jovens já foi testado por algumas das entidades de acolhimento de adolescentes, que não sabiam como desligar os internos que atingiam 18 anos. É o caso da Associação Irmão Sol, que chegou a contar com uma entidade nesses moldes. “Soube que vai fechar, porque não estava funcionando e apenas prolongava a institucionalização do isolamento dos jovens”, comenta Frederico Suppa, coordenador de um dos abrigos vinculados à entidade. Segundo ele, a república dava suporte financeiro aos egressos dos abrigos, que bancavam apenas a alimentação. Em contrapartida, contavam com água, luz e moradia gratuitos.
Na casa de acolhimento para meninas da Região da Pampulha, Mara se prepara para chegar à maioridade em janeiro. Ela e a colega Bárbara, na mesma situação, estão mais preocupadas com o tema da festa de aniversário. Com sérias dificuldades de aprendizagem, elas não fazem ideia de onde vão morar depois da saída do abrigo. “Acho que vou morar com minha tia. Era lá que eu morava quando eu era pequena. Mas não sei se vai ser bom”, desconfia Mara, que toma oito tipos de remédios controlados e passa o tempo confeccionando bijuterias dentro da instituição. Ingênua, ela oferece um colar de contas verdes a R$ 4.
Ao tentar vender outro colar, para a esposa do coordenador da casa, sobre o preço para R$ 15. “Ora, quer dizer que o meu é mais caro?”, brinca Mizael de Jesus Lima Cardoso, todo sorrisos. Enquanto conversa com a equipe de reportagem, ele é interpelado a todo tempo pelas garotas, que pedem conselho, trocados, passagens de ônibus. “Ainda não está definido se as repúblicas para jovens de BH serão exclusivas para egressos dos abrigos ou se vão misturar com infratores em semi-liberdade. Na minha opinião, os perfis são totalmente diferentes”, adverte.
PARA ATAR OS LAÇOS
Desde o domingo, o Estado de Minas publica a série “À espera de um lar”, que revela as angústias de quem já começa a vida enfrentando o desafio de se separar da família biológica e sonhando com a adoção. A primeira reportagem mostrou que o apadrinhamento natalino é uma forma de diminuir a solidão dessas crianças e adolescentes, muitos sofrendo de depressão e ansiedade. Ontem, o EM revelou que a separação pode também terminar com outro tipo de final feliz, com pais que perderam a guarda lutando para reataros laços com os filhos e reconstituir o ambiente familiar.
http://www.em.com.br/…/musico-encara-a-hora-de-deixar-abrig…

ADOÇÃO E MEDICINA: UM GUIA COMPLETO


23/12/2014
Por American Academy of Pediatrics
(O conteúdo completo deste artigo está disponível somente em inglês)
A publicação a seguir reúne contribuições para conduzir a atuação de profissionais de saúde infantil na relação com a criança adotada e sua família. O material inclui orientações práticas para preparar pais adotivos, conduzir avaliações de saúde pré e pós-adoção, otimizar o crescimento e o desenvolvimento pessoal da criança adotada, solucionar problemas emocionais e comportamentais da puberdade e adolescência, além da identificação e acesso a recursos educativos e comunitários.
Exemplos da vida real ilustram as principais técnicas, recomendações e abordagens de aconselhamentos e tratamento. O livro aborda questões como processo de adoção, exposição a substâncias na gestação, condições genéticas e psiquiátricas, questões de vínculo, identidade adotiva, entre outros.
http://www.radardaprimeirainfancia.org.br/adocao-e-medicina/

ANSIEDADE E DEPRESSÃO FAZEM PARTE DO COTIDIANO DAS CRIANÇAS QUE VIVEM EM ABRIGOS


Garoto ingeriu cápsulas de medicamento controlado para aliviar a tristeza e foi encontrado quase desmaiado pela coordenadora do abrigo
21/12/2014
Sandra Kiefer /
A casa da região da Pampulha está em polvorosa. As paredes coloridas de amarelo, luminosas, tentam disfarçar a tristeza que tomou conta dos 15 moradores, crianças e adolescentes de 7 a 12 anos. Na véspera, um deles havia ingerido cápsulas do medicamento controlado usado por um coleguinha, que necessita deles para controlar a ansiedade e a depressão precoce por ter sido abandonado e maltratado pelos pais. Essa é a realidade da maior parte dos garotos e garotas que vivem nos abrigos de BH, sofrendo dupla rejeição. Também não foram aceitos nas listas de adoção nacional e internacional, seja pela idade, por problemas de saúde ou pelo vínculo forte com os irmãos.
Os orfanatos deixaram de ser gigantescos. Para ficar mais parecidos com um lar, as casas estão reduzidas ao limite de 15 crianças, separadas por faixas etárias, como bebês, crianças até 6 anos, de 7 a 12 anos e de 12 até os 18 anos. Não há interesse da Prefeitura de BH em manter as crianças no acolhimento. Cada adolescente no abrigo custa R$ 2.240 mensais, repassados dos cofres municipais para as instituições conveniadas. Já os bebês custam R$ 2,9 mil por mês.
Voltando ao caso, o garoto que tomou os remédios controlados foi encontrado quase desmaiado pela coordenadora do abrigo, Selma Silva Soares, sendo socorrido imediatamente pela ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele nem precisou ficar internado, pois confessou ter ingerido uma ou duas das cápsulas para aliviar a tristeza. Dormiu dois dias inteiros. Neste e nos outros abrigos, os internos são olhados por educadores, assistente social e técnicos, que se revezam 24 horas.
COTIDIANO DIFÍCIL
O triste episódio deixou visivelmente desorientada a coordenadora do abrigo. No dia seguinte, Selma mandou instalar fechaduras e cadeados em todos os armários da instituição de acolhimento. “Nosso cotidiano é assim. Os meninos têm momentos de revolta, mas também momentos de afeto”, conta. Como se pudesse ouvir atrás das paredes, o interno José* (nome fictício) bate à porta e pede licença para entrar.
Nas mãos, José traz uma rosa branca colhida no jardim, que oferece à coordenadora sem dizer nada. José é tímido. Selma se emociona e abraça o menino, demoradamente. Escondida do garoto, vai às lágrimas. “José é pequeno para saber que, de acordo com a doutrina espírita, a rosa branca simboliza renovação de energia. Era tudo o que eu precisava hoje para dar continuidade ao trabalho. Às vezes, bate o desânimo”, desabafa a mulher, que imediatamente passa a contar a história do garoto José, que é de cortar o coração.
Aos 7 anos, ele foi para o primeiro abrigo. Agora, aos 12 anos, está deixando de comer e de dormir com a proximidade do Natal, como forma de sensibilizar uma prima a tomar a decisão de adotá-lo. Embora seja jovem, ela é a única parente que restou da família dele, após a morte da mãe. Os seis irmãos já estão adotados. José chegou a ser acolhido em uma família com o irmão caçula, mas abriu mão da adoção para um futuro melhor para o irmão. “Eu vi que não ia dar para nós dois, que eu estava ocupando o espaço dele”, conta o menino, com simplicidade. Ele calcula que o irmão, de quem nunca mais teve notícias, deve estar agora com cinco ou seis anos.
TRÊS PERGUNTAS PARA.. Marcos Padula - Juiz titular da Vara da Infância e da Juventude de BH
POR QUE AINDA EXISTEM TANTAS CRIANÇAS NOS ABRIGOS?
A nova Lei da Adoção modificou a nomenclatura do abrigo para acolhimento institucional, mas a medida continua sendo aplicada apenas em caráter excepcional, quando a família não adere aos programas estruturais de auxílio. Infelizmente, o abrigo não consegue dar o retorno afetivo às crianças. Algumas enfrentam melhor a situação, mas as mais sensíveis desenvolvem quadros de agressividade ou depressão.
QUAL FOI A PRINCIPAL MUDANÇA DA NOVA LEI?
A nova lei também diferenciou o acolhimento institucional do familiar, em que uma família recebe a criança provisoriamente até que se defina sua situação. Infelizmente, esse programa ainda não decolou, pois depende de regulamentação na Câmara uma ajuda de custo para a família substituta ou guardiã. O fato é que 98% das crianças estão acolhidas em instituições e não em famílias acolhedoras.
HÁ ESPERANÇA PARA AS CRIANÇAS ACOLHIDAS?
Os brasileiros já têm adotado crianças de até 6, 7 anos de idade. Houve uma melhora em relação há 10 anos, quando a preferência era para crianças entre 3 e 4 anos. Se a criança ultrapassar os 9 anos, dificilmente será adotada, a não ser que um padrinho ou madrinha se afeiçoe a ela, mas é uma exceção. Pelo menos o apadrinhamento de Natal e ano-novo é de quase 100%. Faltam crianças para tanta gente interessada.
http://www.em.com.br/…/inte…/entre-a-revolta-e-o-afeto.shtml

ABANDONADO QUANDO BEBÊ, CANTOR SERTANEJO LUTA PARA SUSTENTAR OS PAIS ADOTIVOS


23/12/2014
O Balanço Geral SP mostra para você uma história de sobrevivência, superação e muito talento.
Ricardo foi abandonado pela mãe biológica quando tinha apenas seis meses de idade, mas encontrou uma família que o criou com muito amor. Agora, os pais adotivos de Ricardo estão doentes e ele quer retribuir o carinho e a ajuda que recebeu com seu talento.
E, na luta para engatar a carreira de cantor sertanejo, ele ganhou uma surpresa no programa desta terça-feira (23).
Veja!
http://rederecord.r7.com/…/abandonado-quando-bebe-cantor-s…/


VOTAÇÃO ENTRA PELA MADRUGADA, MAS ALESE ZERA PAUTA E ENTRA EM RECESSO NESTA TERÇA


23/12/2014
Por: Habacuque Villacorte
Em mais de 11 horas de debates e uma pauta extensiva de votações, no plenário e nas comissões temáticas, os deputados estaduais de Sergipe apreciaram e aprovaram todos os projetos pendentes, inclusive a Lei Orçamentária do Estado para o exercício de 2015 e entraram em recesso. A sessão ordinária, aberta no início da tarde de ontem, foi suspensa para os debates nas comissões. Após o retorno dos trabalhos, já à noite, houve uma nova interrupção diante de um questionamento do deputado estadual Gilmar Carvalho (SDD) e os trabalhos só foram finalizados após as duas (2) horas da madrugada dessa terça-feira (23).
(...)

PREVIDÊNCIA SOCIAL
(...)
Por fim, os deputados aprovaram as emendas modificativas que trazem as seguintes redações: “A servidora que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança, fará jus a licença-gestante pelo período de 180 dias (e não mais 120 dias)”. “A funcionária do Magistério que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança, fará jus a licença-gestante pelo período de 180 dias (o texto original traz o prazo de 120 dias)”.
(...)
NOTÍCIA COMPLETA NO LINK
http://www.faxaju.com.br/conteudo.asp?id=194833

ESPECIAL 'I ANO DE GESTÃO': JUSTIÇA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE ATUANTE


22/12/2014 11:06
Porto Velho
Com a realização de audiências concentradas, cursos e campanhas pela adoção e com a promoção de seminários sobre os direitos da criança e do adolescente, a Justiça de Rondônia atua com criatividade e determinação
Em 2014, mais uma vez, o Poder Judiciário atuou com determinação na área de Infância e da Juventude. O funcionamento regular das varas especializadas, com a realização de audiências, julgamentos e outros procedimentos previstos na legislação teve como aliada a realização de ações criativas, como a ampliação do projeto Conhecer para Defender para diversas comarcas, a realização do segundo seminário estadual sobre socioeducação e campanhas de incentivo à adoção tardia e ao apadrinhamento de crianças que estão vivendo em instituições de acolhimento. Em todas essas ações, a Administração do Tribunal de Justiça prestou apoio e deu condições materiais e institucionais para que fossem realizadas.
“DEIXE-SE ADOTAR”
Em maio, o 2º Juizado da Infância e da Juventude de Porto Velho, juntamente com a Comissão Estadual de Adoção (CEJA) e parceiros, deram início a uma mobilização pela adoção tardia. Outdoors, cartazes, folders e um vídeo institucional foram produzidos, em especial recorte para a questão da adoção de crianças com idade superior a três anos. O vídeo foi premiado com o 1º lugar na categoria Vídeo Institucional. Não só isso, o VT, produzido pelo Tribunal de Justiça de Rondônia também foi premiado com o 1º lugar na categoria Júri Popular, ambos os troféus do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça (Conbrascom), realizado em Aracaju-SE.
Este ano o Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça teve recorde de inscrição, foram 232 trabalhos inscritos, com 47 finalistas.
O filme mostra os aspectos legais e emocionais que envolvem a adoção, ouve profissionais do meio e, sobretudo, demonstra exemplos comoventes de adoção de crianças consideradas “fora dos padrões” almejados pela maioria dos pretendentes. A colaboração das famílias e crianças que passaram pelo processo contribuem para demonstrar que adoção é um caminho de via dupla, onde não só os filhos como também os pais ganham com o gesto que transforma vidas.
JUIZADO DA INFÂNCIA TEM RESULTADOS POSITIVOS
Com medidas simples e foco na humanização do atendimento, o 1º Juizado da Infância e da Juventude de Porto Velho tem conseguido reduzir o número de processos em andamento na vara, que já chegou a 2800 e agora mantém uma média de 1100 processos.
As mudanças começam na distribuição do processo. Antes o trabalho era feito pelo chefe de cartório, junto com outras tarefas, como o cumprimento das medidas socioeducativas, foi criada uma equipe exclusiva para a distribuição, o que tornou o trâmite muito mais rápido.
Mas talvez a medida com maior repercussão, pela dimensão humana, diz respeito à realização das audiências, que passaram a ser feitas com sistema de gravação e com a presença do adolescente infrator e todo o corpo técnico (juiz, promotor, defensor, equipe psicossocial, quando necessário). Além disso, como as alegações finais são gravadas, a sentença é dada na hora, com as explicações adequadas ao adolescente. O magistrado conta que durante a audiência todos os aspectos envolvendo o ato infracional vem à tona. Além do juiz, promotor e defensor também se dirigem ao adolescente para esclarecimentos.
Outro aspecto que contribui para diminuir o congestionamento é o cuidado especial com detalhes, como os objetos relacionados aos processos. Como não se pode extinguir o processo sem que seja dada uma destinação, como prevê a lei, foi proposto um mutirão nas delegacias para verificar a situação de cada bem. Muitos, que estavam há anos parados, foram entregues a instituições filantrópicas (bicicletas, aparelhos de ar-condicionado, etc.), conforme orientação do manual de cumprimento de medidas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
PROJETO APADRINHANDO UMA HISTÓRIA
O apadrinhamento de crianças e adolescentes é um serviço da Assistência Social previsto nas Orientações Técnicas para os Serviços de Acolhimento de Crianças e Adolescentes a partir do qual o Projeto "Apadrinhando uma História" foi idealizado pelas equipes do 2º Juizado de Infância e Juventude, Serviço de Acolhimento Institucional (SAIN) da Secretaria de Assistência Social do Município de Porto Velho, Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público e Comissão Estadual Judiciária de Adoção.
O objetivo é sensibilizar e captar pessoas com interesse e disponibilidade de tornarem-se “padrinhos e madrinhas” de crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional, cujos vínculos com as famílias de origem encontram-se total ou parcialmente rompidos.
Foi instituído pela Corregedoria-Geral que a normatizou para todo o Estado de Rondônia. A primeira Comarca a aderir ao Projeto foi a da capital, para atender as crianças e adolescentes das instituições de Porto Velho, maiores de 07 anos e com possibilidades remotas de adoção e disponibilizou as três modalidades de Apadrinhamento: afetivo, provedor e prestador de serviços.
O pré-lançamento do projeto ocorreu no Parque das Seringueiras (antigo parque circuito), com a realização de diversas atividades recreativas, esportivas e culturais.
CONHECER PARA DEFENDER
O Poder Judiciário de Rondônia realizou o Seminário Conhecer para Defender em dezenas de cidades do Estado com o objetivo de contribuir para a criação de ambiência social, comunitária, institucional e familiar favorável ao processo socioeducativo do adolescente que comete ato infracional.
A itinerância do Seminário por todo o Estado é uma iniciativa do 1º Juizado da Infância e da Juventude de Porto Velho.
O principal assunto abordado durante o seminário é com relação às medidas socioeducativas que anteriormente eram aplicadas pelo Judiciário e que, a partir de 19 abril de 2013 passaram a ser responsabilidade do Município e do Estado, que devem aplicar tais medidas por meio de programas sociais implantados em parceria com instituições sociais devidamente cadastrada.
CURSOS DE ADOÇÃO
O Poder Judiciário realizou cursos preparatórios para Pretendentes à Adoção de crianças e/ou adolescente em diversas comarcas do Estado. O objetivo do curso é a adequação aos apontamentos do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei 12.010, de 2009, sobre o instituto da adoção e visa instruir, capacitar, discutir e preparar os pretendentes sobre os aspectos jurídicos, sociais e psicológicos da adoção.
Além do magistrado, também são responsáveis pelos cursos os profissionais que atuam nos o Núcleos Psicossociais (NUPS) das comarcas, que facilitam a compreensão de diversos temas relacionados à adoção, entre eles: reflexões e motivos da entrega; mitos e preconceitos que envolvem a adoção; gestação emocional; filho real x filho idealizado; importância do estágio de convivência para a construção de vínculos; expectativas de pretendentes e crianças; revelação, história de vida, devolução e esclarecimentos sobre os sistemas “Encontrei” e “Cadastro Nacional de Adoção”.
CONTRATAÇÃO DE ADOLESCENTES
O Poder Judiciário realizou, em dezembro, ação para celebrar a contratação de jovens em vulnerabilidade ou até mesmo em conflito com a lei, no projeto “Se a vida ensina eu sou aprendiz”, dando a oportunidade de participação em cursos profissionalizantes e, até mesmo, trabalho, por meio de programas do Governo Federal, menor aprendiz, Pronatec, entre outros.
Segundo o coordenador da Infância e da Juventude, juiz Marcelo Tramontini, o projeto é fruto das realidades vivenciadas no I Juizado, onde é titular. O magistrado então procurou a Promotoria de Justiça, Defensoria Pública e o Ministério Público do Trabalho. O procurador-chefe do MPT, Marcos Cutrim, foi receptivo com a ideia e tornou-se um parceiro do Judiciário.
Inicialmente foram contratados 52 adolescentes para os cursos de eletromecânica, eletricidade, montador reparador e instalador. Os cursos serão fornecidos pela escola do Senai, com duração de 1 a 2 anos. A empresa contratante é a Enesa Engenharia.
CONCURSO DE FOTOGRAFIA
Adolescentes em processo de inclusão social receberam bolsas para um curso de fotografia, por meio de uma parceria com a Fundação Rede Amazônica. Três adolescentes foram premiados após participação num concurso realizado pelo 1º Juizado da Infância e da Juventude de Porto Velho.
CONGRESSO “O ADOLESCENTE E A SOCIEDUCAÇÃO”
Auditório lotado e com cadeiras extras. Diante do público, a música clássica deu tons magistrais às trilhas sonoras de grandes sucessos do cinema. Assim, ao som da Orquestra Vila Lobos, sob muita expectativa e com extensa pauta de debates, foi aberto o II Congresso Estadual O Adolescente e a Socioeducação, realizado pelo Poder Judiciário de Rondônia, por meio do Juizado da Infância e da Juventude da capital e da Escola da Magistratura (Emeron), no mês de novembro. A programação apresentou palestras, mesa de discussão e minicursos.
O juiz de Direito Marcelo Tramontini explicou como foi pensado e organizado o congresso, enaltecendo a programação e os esforços de diversos setores do Tribunal de Justiça e parceiros, em especial aos servidores do Núcleo Psicossocial do 1º Juizado da Infância e da Juventude.
Fonte:TJ/RO
http://www.jornalrondoniavip.com.br/…/especial-i-ano-de-ges…