domingo, 18 de janeiro de 2015

5 ARGUMENTOS QUE PROVAM QUE A ADOÇÃO POR CASAIS GAYS É SIM UMA BOA OPÇÃO


28.12.2014
Por Gabriela Albertoni
A adoção homoafetiva já é uma realidade no Brasil. Mesmo assim, muitos casais têm que procurar brechas na lei para realizar o desejo de formar uma família. A união monoparental ainda é a única saída. Em 2012, Mailton Albuquerque e Wilson Alves se tornaram o primeiro casal homoafetivo a ter dupla paternidade reconhecida legalmente.
Apesar disso, não cessam as tentativas de alguns deputados de anular a lei que garante esse direito, e um grande setor da sociedade brasileira segue ainda sem apoiar a ideia.
Nos Estados Unidos, em meio ao debate sobre a legalização do matrimônio homossexual no começo desse ano, a Academia Americana de Pediatria (AAP) apresentou um informe defendendo também o direito dos casais gays a adotarem.
“Existem suficientes evidências científicas pelas que os pais homossexuais são garantia de uma boa educação aos seus filhos adotivos”, afirma Benjamin Siegel, um dos autores do informe.
O documento muito útil também para o contexto brasileiro, onde já existe uma ampliação do conceito de família, defende a adoção gay em base a 5 argumentos principais:
1. GARANTEM A ESTABILIDADE ECONÔMICA DAS CRIANÇAS
Um informe feito pelo Instituto Guttmacher assegura que quase a metade das gravidezes não são desejadas. A consequência disso, é que mais da metade dessas famílias se encontram em sérias dificuldades econômicas e precisam de ajudas públicas para sobreviver.
Muitas delas acabam em orfanatos, o que poderia ser evitado já que 52% dos homossexuais estão dispostas a adotá-los. Além do que, esses casais têm preferência em adotarem crianças de minorias étnicas, o que de modo geral, são as que têm mais dificuldade de encontrar um lar fora do orfanato.
2. ESTÃO MUITO COMPROMETIDOS E MOTIVADOS
Os casais homossexuais se enfrentam a uma série de desafios para conseguirem se tornarem pais, o que os fazem planificar de uma maneira muito mais consciente sua paternidade, explica a APP. Essas limitações os obrigam a estarem mais motivados e comprometidos do que muitos pais heterossexuais.
3. REDUZEM O FRACASSO ESCOLAR
A nota média escolar das crianças criadas por pais homossexuais, nos EUA, é maior do que a das outras crianças. As cifras mais altas se correspondem aos filhos de casais de lésbicas, cuja média se situa em 2.9 frente aos 2.65 do resto. Na adolescência essas cifras tendem a se igualarem.
4. ESTIMULAM A TOLERÂNCIA
A educação dada por pais do mesmo sexo é mais tolerante e aberta, segundo a AAP. Baseando-se num estudo publicado no American Journal of Orthopsychiatry, dois de cada três crianças criadas por pais gays são mais empáticas com o próximo e se sentem mais livres e independentes na hora de perseguir seus próprios interesses.
5. A AUTOESTIMA DAS CRIANÇAS NÃO É AFETADA
A revista científica Pediatrics publicou em 2010 um estudo que não mostrou diferenças entre as crianças de pais heterossexuais e homossexuais, tanto em relação ao desenvolvimento pessoal, como ao comportamento social. De fato, se encontrou que as crianças educadas por mães lésbicas tinham mais autoestima que as outras, já que essas mães geralmente participam mais ativamente na educação dos filhos.
A raíz do debate, a nova campanha da marca americana de cereal Cheerios resolveu mostrar o “Cheerios Effect”, numa série de vídeos criados pela agência canadense Cossette Toronto. Nos vídeos se celebram histórias de amor que superaram obstáculos, preconceitos e medos.
Dentre as histórias está a do casal homoafetivo André e Jonathan, que contam como foi o processo de adoção da pequena Raphaëlle. Deixamos vocês com esse emocionante vídeo e com a confiança de que num futuro não muito distante, a adoção entre casais do mesmo sexo seja uma realidade no mundo inteiro.
http://zankyou.terra.com.br/p/5-argumentos-que-provam-que-a…

ADOÇÃO TEMPORÁRIA DE NATAL TRAZ CONFORTO E ALEGRIA PARA IRMÃOS


31/12/14
Sorocaba
Presentes de Natal, ceia e uma cama boa para dormir em uma casa diferente, mas habitada por pessoas boas. Assim, está sendo, até esta sexta-feira, os momentos natalinos de dois irmãos: ela, com dez anos, e ele, com quatro anos. Crianças que foram retiradas dos pais por sofrerem violência doméstica. Chegaram à Casa de Belém, em Votorantim, há quinze dias, e a história delas ainda não é tão bem conhecida. Independente da situação pela qual vêm passando, pelo menos, entre quarta-feira, véspera do Natal, e nesta sexta-feira, elas dividem a alegria deste Natal com a família Leite. O contabilista aposentado Luiz Roberto Leite, de 61 anos, e a esposa Maria Aparecida Santos Leite, de 59 anos, a Cida, frequentam a entidade há quinze anos, época em que decidiram adotar uma criança que havia sido abandonada pelos pais e passou a morar, desde bebê, na Casa de Belém. O casal Leite tem orgulho em dizer que, hoje, tem duas filhas maravilhosas: Marília, com 27 anos, filha biológica, e Solange, com 16 anos, filha do coração. "Nosso amor pelas duas é igual, e a Marília sempre quis uma irmã", lembra Cida. Foi assim que começou a relação do casal com a Casa de Belém.
Nesta quarta-feira, a família foi até a entidade para levar os irmãos para casa. Nesta quinta-feira, dia do Natal, a reportagem esteve na casa da família, em um condomínio fechado situado na zona norte de Sorocaba para conhecer as crianças. Sentada no degrau de entrada, ao lado de Solange, a menina comia batata palha e ouvia músicas no celular. Na rua, o irmão brincava com um patinete na companhia de Cristiano, noivo de Marília. Ao estacionar o carro na frente da casa, o motorista Marcelo, do jornal, foi surpreendido pelo garoto que abriu a porta do lado do passageiro, sentou no banco e começou a mexer nos botões e comandos do carro, já que é um apaixonado por automóveis. O menino sofre de algum problema mental que ainda não foi diagnosticado. "Mas é um garoto ativo e bonzinho", comenta Luiz. O tempo todo queria tomar banho e era atendido por Marília.
Dentro da casa, havia uma pequena caixa com vários carrinhos e um carrinho pedagógico dados de presente ao menino. A irmã, timidamente, entrou na casa e foi para um dos quarto com Solange. Cida afirmou que nem ela nem o marido fazem parte da diretoria, são voluntários e, segundo ela, o objetivo deles é dar alegria às crianças da Casa e cuidar delas. "Entendemos ser uma forma de a gente ajudar a instituição, de dar alguns momentos de alegria para as crianças e, ao mesmo tempo, uma folga aos funcionários da Casa", ressalta.
Esse amor pelas crianças vítimas de situações diversas de abandono foi despertado por Cida e Marília, época em que elas dedicavam boa parte do tempo montando kits com sabonete, pasta de dente e pente colocados em uma bolsa feita em tactel, tecido bastante utilizado no segmento esportivo, para entregá-los aos idosos das entidades que assistem essas pessoas. A família morava em Votorantim. Foi então que Marília, ainda com 11 anos, sugeriu à mãe conhecer a Casa de Belém. A mãe topou e, a partir daí, o casal Leite não parou mais de visitar a instituição que, à época, era presidida pelo ex-prefeito da cidade, Carlos Augusto Pivetta (PT). Hoje, a instituição é presidida por Susana Pivetta, esposa do ex-prefeito. Na ocasião, havia cerca de trinta crianças morando na Casa; atualmente, há apenas cinco.
ADOÇÃO ACONTECEU
O casal não pretende mais adotar um filho. Cida diz não ter mais idade para isso, enquanto Luiz recompõe a emoção dizendo que nunca programaram nada, nem mesmo a possibilidade de adotar Solange: "As coisas vão acontecendo, simplesmente isso". Há quinze anos, quando o casal esteve na Casa de Belém, conheceram a adolescente, ainda com um ano de idade. "Ela veio engatinhando, enroscou-se na perna do Luiz e deitou debaixo dos braços dele. Foi algo assim... inexplicável; parece que ela estava ali para nós", afirma Cida, emocionada. Por mais de um ano, conviveram com a menina, ela, ainda, morando na Casa.
Em 6 de abril de 2000, próximo do aniversário de Solange, o casal conseguiu a adoção efetiva pela Justiça. "Fizemos tudo dentro da lei e indicamos para a assistente social Solange. Foi um presente que a juíza nos deu, eu disse isso para ela", conta Cida. No dia 10 daquele ano, Solange completou dois anos ao lado da sua nova família. Ela conhece a história dela e agora quer conhecer também a mãe biológica. "Estamos trabalhando para isso, mas por enquanto não encontramos a mãe", relata Cida. Solange é de Votorantim, mas nasceu em Sorocaba. Marília, que em breve se casará, disse que quer gerar filhos, pelos menos dois, mas tem a pretensão de adotar um filho, seguindo os passos dos pais.
Ao longo de todo esse tempo, o casal vivenciou muitas histórias, como a de Caio, que antes era chamado de Tiago, que acabou sendo adotado por outra família. "Nós éramos apegados a ele, mas não dava para nós adotarmos. Mas, graças a Deus, ele hoje tem uma família e está muito bem", diz Cida, que conhece a família de Caio e visita-o quando é possível. Outra criança a quem foram apegados é Miriam, hoje com 27 anos. Ela, ao contrário das outras, passou a infância e a adolescência na entidade, onde mora até hoje.
Luiz e Cida conhecem as crianças que passam pela Casa de Belém, assim como conhecem a realidade da instituição que gasta, por mês, algo em torno de R$ 15 mil. A Prefeitura de Votorantim repassa mensalmente R$ 5 mil, a diferença é compensada em eventos, como almoços e jantares. A Casa de Belém hoje fica próxima ao Hospital Santo Antônio e, embora precise de algumas reformas, oferece qualidade de moradia às crianças que, por alguma razão, acabam chegando por lá.
http://www.seuplaneta.com.br/…/adocao-temporaria-de-natal-t…

ADOÇÃO DE FILHOS DE DEPENDENTES QUÍMICOS MOTIVA REUNIÃO


30/12/2014
A Comissão de Segurança Pública reuniu-se na tarde desta quarta-feira (30)
A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) quer discutir denúncia de que filhos de dependentes químicos estariam sendo retirados da família ao nascerem. Requerimento com essa finalidade, de autoria do deputado João Leite (PSDB), foi aprovado na reunião realizada nesta quarta-feira (30/12/14).
Segundo a denúncia recebida pela comissão, recém-nascidos filhos de dependentes químicos têm sido colocados à disposição para adoção, mesmo contra a vontade dos pais biológicos. “Precisamos buscar informações em órgãos como o Ministério Público e o Conselho da Criança e do Adolescente para entender essa realidade”, afirmou o deputado João Leite.
Outra reunião requerida pelo deputado João Leite tem o objetivo de discutir a necessidade de retirada de árvores nas margens das rodovias estaduais. Segundo o parlamentar, algumas árvores precisam ser removidas de modo a criar uma área de escape para os carros, o que poderia diminuir a gravidade dos acidentes de trânsito.
Imagem de Guilherme Dardanhan - Comissão quer debater denúncia de que recém-nascidos estariam sendo afastados dos pais envolvidos com drogas.

O RESULTADO DA REUNIÃO.
Requerimento de Comissão 11001/2014
Requer seja realizada reunião da Comissão de Segurança Pública para debater, em audiência pública, denúncias de que filhos de recém-nascidos de dependentes químicos têm sido colocados à disposição de adoção, mesmo contra a vontade dos pais biológicos.
Autor: Deputado João Leite
Resultado: Aprovada a proposição
http://www.almg.gov.br/…/30_com_seg_publica_requerimentos.h…

TOM CRUISE FOTOGRAFA AO LADO DE FILHO ADOTIVO, CONNOR ANTHONY

Por Redação

Todos conhecem Suri, a filha biológica de Tom Cruise com a atriz Katie Holmes, no entanto, um de seus filhos adotivos com sua ex-esposa, a atriz Nicole Kidman, Connor Antony, se
mantém afastados dos holofotes.
Nesse domingo, 15, pai e filho foram fotografados juntos em Daytona Beach, na Califórnia, ao lado de um dos carros que o ator utilizou no filme "Dias de Trovão". Tom chegou a matar as saudades dirigindo o possante na abertura do Nascar Sprint Cup Series.
Em um momento mais embaraçoso, o ator encontrou o atual de Nicole Kidman, Keith Urban, com quem trocou um aperto de mãos.
Por Te Contei
http://www.bolsademulher.com/.../tom-cruise-fotografa-ao...


MALU VERÇOSA POSA COM AS TRÊS FILHAS ADOTIVAS DE DANIELA MERCURY


18.12.2013
Redação iBahia
(variedades@portalibahia.com.br)
Márcia, de 14 anos, Ana Alice, de 11, e Ana Isabel, de 2 anos são filhas adotivas da cantora
Casada com Daniela Mercury, Malu Verçosa também exerce na casa em que mora com a cantora, em Salvador, a função de mãe. Ela e a artista criam juntas Márcia, de 14 anos, Ana Alice, de 11, e Ana Isabel, de 2. As três meninas foram adotadas por Daniela na época do seu casamento com o publicitário Marco Scabia. A jornalista postou uma foto em que aparece abraçada às meninas e a companheira registro da família no Instagram.
Vale lembrar que no livro 'Uma história de amor', que fala da vida amorosa do casal, Malu dedica um capítulo especial às filhas e faz questão de falar da relação com a meninas.
"Já imaginou ter duas mães? Não é fácil. E se forem duas mães leoninas? Enlouquecedor, né? Piadas à parte, o início não foi fácil. Elas estavam desconfiadas, e eu mais ainda. Mas o amor, ah o amor! Ele vence tudo e todos. Eu sou a mãe delas. Vejo o dever de casa, converso com as professoras, dou bronca, arrumo o cabelo, maquio, dou banho, vejo a roupa para passar, emfim, tudo que uma mãe faz. A certeza que tenho é que as crianças se sentem hoje acolhidas em uma família", relata.
http://www.ibahia.com/…/malu-vercosa-posa-com-as-tres-fil…/…

ÓRFÃ! REENCONTRO COM MÃE BIOLÓGICA PODE ACABAR MAL EM ALTO ASTRAL


02/01/2015
Branca, Carminha, Norma... Se depender do histórico dos órfãos das novelas, Laura corre grande risco de se decepcionar ao descobrir quem é sua mãe
Cuidado com o que você deseja! Nas novelas, personagens órfãos não descansam enquanto não descobrem o paradeiro das mães biológicas. Mas, em muitos casos, seria melhor continuar na ignorância, já que a revelação do nome da criatura pode causar traumas ainda maiores.
Laura, personagem de Nathália Dill em Alto Astral, é um bom exemplo disso. Apesar de todo o amor e carinho que recebe do avô Vicente (Otávio Augusto), a gata cismou em descobrir quem é sua mãe. A mais nova suspeita recai sobre Úrsula (Sílvia Pfifer), mas quando as duas ficam cara a cara, o encontro não foi lá essas coisas.
Úrsula se faz de boazinha, mas arma para que a moça não consiga o emprego que está buscando em sua revista. Além de pedir um "favorzinho" para a assistente do marido, ela também faz a cabeça de Ricardo contra Laura. Que mãe é essa? Se depender dela, a moça vai continuar desempregada e na rua da amargura.
André, personagem de Bruno Gissioni, sabe bem o que é decepção. Na novela Em Família, o estudante criado por Dulce (Lica Oliveira) insistia em descobrir quem era sua mãe biológica e o motivo por ter sido abandonado. Mas quando percebeu que a tal figura é nada mais, nada menos, que Branca (Angela Vieira), ele levou um susto.
Jorginho, o jogador gato que cresceu em um lixão, de Avenida Brasil, sempre achou que era órfão de pai e mãe, até ser adotado por Tufão (Murilo Benício) e Carminha (Adriana Esteves). Ele nunca se deu muito bem com a loira, mas não sabia bem o porquê. Mas sua vida vira de cabeça para baixo quando ele descobre que a megera era sua mãe biológica e o abandonou no meio do lixo.
Na novela Lado a Lado, o aristocrático Fernando (Caio Blat) descobriu que não era filho de Margarida (Bia Seidl) e ficou ansioso para descobrir a mãe biológica. Só que quando o irmão Edgar (Thiago Fragoso) lhe apresentou Norma (Elisa Lucinda), ele não gostou nada de encontrá-la. Fernando reagiu com muito rancor e desprezou a mãe por ela ser mulata.
Laura fica paralisada ao ficar frente a frente com Úrsula (Foto: Alto Astral / Gshow)
http://gshow.globo.com/…/orfa-reencontro-com-mae-biologica-…


TEU FILHO MEU




18.12.2014
Por Denise Fraga
Depois de anos a fio tentando engravidar, tratamentos sofisticadíssimos e muito medo de encarar a vida de frente, Catarina tomou coragem, olhou nos olhos de seu velho amado e fez a pergunta:
- Vamos adotar uma criança?
Ele nunca tinha tocado em tal possibilidade. Eles se amavam muito, eram cúmplices, mas esse terreno parecia minado. O número de investidas em tratamentos, com tantas esperanças esvaídas em sangue, já parecia ser em si um não à pergunta secreta que ela nunca permitiu que lhe saísse da garganta. Mas os anos estavam passando e Catarina não quis mais deixar a vida passar. Falou. Forte e lúcida.
A pergunta estalou no ar e, ao ouvi-la, ele chorou. Também ele nunca teve coragem de perguntar o que ela não tinha coragem de perguntar. Simples assim. Absurdo assim. E ao ouvir em voz alta a pergunta secreta, a vida se abriu em possibilidades. Voltaram a fazer amor sem resquícios científicos, esperando o bebê chegar. Tiago chegou um ano depois, já menino. Um lindo molequinho negro de 3 anos de idade. Foram para as cabeças sem exigir nada. Se inscreveram na universidade do amor e esperaram seu filho sem medo.
Na semana passada, participei de um programa de entrevistas cujo tema era adoção e me lembrei muito dessa história. No debate, estava uma moça com um particular brilho no olhar. Ela e seu marido tinham adotado um menino e, depois de alguns meses, o telefone tocou perguntando se eles não queriam também ficar com mais dois. Gêmeos. Em um ano, viraram uma família de cinco. Fabiana, então escreveu um livro infantil chamado Nascer É Assim Também para ajudar seus pequenos a compreender essa história. O livro é uma graça e não para de ser procurado por mais e mais famílias que andam por aí ensinando sobre amor. Mas o que mais me chamou a atenção em Fabiana foi sua clareza e leveza. Uma pessoa disponível para o amor, sem medo e com absoluta certeza de que seus filhos eram seus desde sempre, desde que nasceram em outro lugar, para acabar chegando ao seu colo.
A plenitude de Fabiana era tanta que espalhava a ideia de que a Grande Mãe Terra gera mesmo seus filhos independentes de suas mães. Fabiana não tinha filhos de criação. Ela, sim, era uma mãe adotada pelo cosmo para conduzir os seus pequenos. Como Catarina, que, sem saber, já trazia seu embrião na pergunta secreta trancada na garganta. Como todas nós, quando ainda brincávamos de casinha.
Denise Fraga é atriz, casada com o diretor Luiz Villaça e mãe de Nino, 17 anos, e Pedro, 15. E-mail: dfraga.colunistas@edglobo.com.br
http://revistacrescer.globo.com/…/2014/12/teu-filho-meu.html