segunda-feira, 2 de maio de 2016

MICROCEFALIA: A HISTÓRIA DAS FAMÍLIAS QUE ADOTARAM CRIANÇAS QUE SOFREM COM A MÁ-FORMAÇÃO (Reprodução)

29.04.2016
Por MARIA LAURA NEVES
Muitas vezes eles não comem, não andam nem respiram sem ajuda. Podem ter várias convulsões por dia e talvez nunca digam “mamãe”. Essas limitações não impediram essas mulheres de adotar bebês com microcefalia
O BRASIL NÃO TEM CONDIÇÕES DE TRATAR TANTOS PACIENTES" GUSTAVO VALLE, NEUROPEDIATRA INFANTIL (FOTO: MARIE CLAIRE)
Maria Vitória nasceu no fim de setembro do ano passado, em um hospital público do Recife. Era um bebê grande, com a pele bem branquinha e cabelos pretos. Logo após o parto, recebeu a sentença que a jogou no epicentro da crise de saúde pública que o Brasil vive hoje. O perímetro de sua cabeça media menos do que 33 centímetros. Maria Vitória tem microcefalia. A mãe – desempregada que já cria um filho deficiente – decidiu entregá-la para adoção ainda na gravidez. Deixou a bebê aos 13 dias de idade nos braços de uma funcionária na porta de um abrigo de órfãos. Logo a menina ganhou fraldas e uma pilha de roupinhas. Atenta e dengosa, virou o xodó da instituição. Toma leite em pó na mamadeira com avidez, chora muito, e alto, quando quer colo e espera, em um berço cor-de-rosa, uma família que a leve para casa.
A história de Maria Vitória não é única e pode se tornar mais frequente nos próximos meses no Brasil. Um levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude de Pernambuco, o estado com maior incidência de casos de microcefalia associados ao zika, mostrou que 77% das 209 mães de bebês com a má-formação estão abaixo da linha de pobreza.
Danielle Silva, coordenadora do Lar Rejane Marques, onde Maria Vitória está abrigada, diz que pretende dobrar o número de vagas da instituição, a única do Recife especializada em crianças deficientes. “Estamos buscando outra casa para atender essa demanda”, diz. Até o dia 23 de abril, 1.198 bebês com a má-formação tinham sido registrados no país desde outubro, quando começou a contagem dos casos. Crianças com microcefalia, no entanto, não são novidade nos abrigos brasileiros. Trata-se de uma condição que pode ser causada por vários fatores, como infecção por um vírus (toxoplasmose ou citomegalovírus, por exemplo) ou uma asfixia grave. Algumas mulheres, muitas vezes mesmo podendo gerar filhos biológicos, decidiram adotar essas crianças.
KAREN NÃO ENCONTRA ATENDIMENTO ESPECIALIZADO PARA O FILHO MOISÉS (FOTO: MARIE CLAIRE)
É o caso da dona de casa Karen Isler, 27 anos, de Rio Claro, no interior paulista. Depois de passar por uma cesárea traumática no parto de sua filha Karielle, hoje com 9 anos, resolveu partir para a adoção para aumentar a família. Ela e o marido, o comerciante Alessandro Isler, entraram para o Cadastro Nacional de Adoção e buscavam uma menina de 2 a 5 anos. Uma conhecida, membro de um grupo de apoio à adoção de crianças especiais, contou para ela a história de um menino de 4 meses abandonado no Rio de Janeiro. O bebê foi encontrado em uma caixa de sapato na rua, levado para um abrigo e adotado por um casal. Com o passar do tempo, os pais adotivos perceberam que ele não se desenvolvia como o esperado. A microcefalia foi diagnosticada – a hipótese é a de que a mãe biológica tenha tido toxoplasmose na gravidez. O casal de meia-idade, justificando a incapacidade de cuidar do menino na vida adulta, o devolveu para o abrigo. Tocada, Karen decidiu pesquisar sobre a doença na internet. “Quase caí para trás com o que li”, diz. “Mas, quando vi a fotinho dele, sorrindo, chorei compulsivamente. Por mais que estivesse preocupada, não conseguia dizer não. Sabia que aquele bebê seria meu.” Contou seu plano para o marido. “No começo, hesitei. Mas também não resisti ao ver sua foto”, diz o pai. Assim que optaram pela adoção, o processo andou rápido. Dias depois a família dirigiu até o Rio de Janeiro para buscar o menino.

QUANDO PERCEBE QUE VAI CONVULSIONAR, MOISÉS ME CHAMA E DIZ: 'NÃO QUERO, NÃO QUERO'" KAREN ISLER, 27 ANOS, DONA DE CASA
Hoje, aos 5 anos, Moisés tem desenvolvimento intelectual compatível com o do irmão Josué, o caçula (biológico) da família, de 1 ano e meio (depois de conversar com médicos e doulas, Karen resolveu engravidar novamente e tentar um parto normal). Moisés balbucia algumas palavras: mamãe, papai, Kaká (o apelido da irmã mais velha), tia, água. Sorri, anda sozinho, gosta de desenhar, brincar de Lego e adora batata frita. Karen conta que ele se desenvolveu bem até o primeiro ano de vida, quando começou a ter convulsões. Hoje, são cinco crises por dia. Nessas ocasiões, perde o controle do corpo e cai. Para proteger a cabeça, anda com um capacete. “É o décimo que usa em um ano”, afirma Alessandro, o pai. Por causa dos tombos, vive com cicatrizes no rosto e tem alguns dentes quebrados. O menino deixou de ir à escola em função das crises. No início do ano, entrou no que os médicos chamam de mal convulsivo, quando o paciente tem uma crise seguida da outra, com intervalo de minutos, e foi hospitalizado. “Eram umas cinquenta por dia”, diz o pai. Por causa da piora, Moisés passou a perceber quando vai convulsionar. Nessas horas, angustiado, começa a chamar pela mãe. “Ele olha nos meus olhos e fala: ‘Não quero, não quero’”, diz Karen, segurando o filho no colo depois de um episódio. “Quando vejo que está me chamando por causa disso, fico desesperada. Não há nada mais desesperador do que ver um filho pedindo ajuda e não poder fazer nada.”
Outro obstáculo que a família enfrenta é o preconceito. “Um dia, estava com o Moisés aqui na frente de casa, brincando, quando um senhor parou para falar com a gente”, conta o pai. “Virou-se para mim e disse: ‘Por que vocês decidiram adotar um filho aleijado?’.” Alessandro não disse nada ao senhor. “Só pensei: aleijado é quem não tem coração e é capaz de falar uma coisa dessas.”
FALTA DE ESTRUTURA
Os neuropediatras que atendem Moisés explicaram que a epilepsia é difícil de ser controlada com remédios. A maior parte do tratamento é feita fora de Rio Claro, onde vivem. Lá, a família não encontrou um neuropediatra capaz de acompanhar o caso. Também precisa viajar para fazer exames. A falta de estrutura dos hospitais brasileiros para atender pacientes com microcefalia preocupa os profissionais de saúde. “O país não tem condições de arcar com isso. E os médicos ainda precisam se especializar na doença. Os pacientes desse surto de microcefalia não terão lugar para se tratar”, afirma o neuropediatra Gustavo Valle, presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil. “Hoje não se faz sequer pré-natal em grande escala para monitorar e acompanhar gravidez e parto de risco. As UTIs de que esses bebês precisam estão apenas nos grandes centros.”
A PRIMEIRA VEZ QUE VI MIGUEL MEU CORAÇÃO QUASE SAIU PELA BOCA" AURENI BARBOSA, 42 ANOS, TÉCNICA DE ENFERMAGEM
A técnica de enfermagem Aureni Campos Barbosa, de 42 anos, também pega a estrada para tratar Miguel, seu filho de 1 ano e 9 meses adotado em março do ano passado. Ele nasceu prematuro e com microcefalia (a causa é desconhecida) e foi abandonado na maternidade, onde respirava e se alimentava com a ajuda de aparelhos. “Trabalhava no mesmo hospital, mas em outro setor”, diz Aureni. Sem um adulto para ficar ao seu lado, a equipe médica organizou uma escala para assistir o menino. Aureni colocou-se à disposição. A técnica decidiu conhecêlo antes de seu plantão. Quando chegou ao quarto, sentiu o cheirinho inconfundível de bebê e viu Miguel, deitado no berço, de body branco e fralda. “Meu coração quase saiu pela boca. Não entendi aquele sentimento”, conta a baiana, que também é mãe de Laisla, 21 anos, e Igor, 19. “Ele não sentava, não sorria, era paradão. Ainda assim, fiquei totalmente envolvida. Não consegui mais parar de pensar nele, mal conseguia trabalhar.” Contou seus planos ao marido, que discordou. A insistência dela foi tanta que ele foi conhecer o menino. De cara, também se apaixonou pelo pequeno. Dias depois, a Justiça autorizou que o casal levasse Miguel para casa.
Hoje ele está aprendendo a sentar, não fala e ainda precisa de aparelhos para respirar e comer. “Fico com dor nas costas e nos braços de tanto que o carrego no colo. Não suporto vê-lo chorar. Ele já sofreu demais na vida”, diz a mãe. A equipe de médicos que o acompanha fica em Barreiras, a uma hora de Luis Eduardo Magalhães, cidade onde a família mora. Aureni pediu para ser afastada do trabalho e passa a maior parte da semana na cidade vizinha, na casa de seus pais.
A EXCEÇÃO DA EXCEÇÃO
Hoje estima-se que apenas 2% das crianças adotadas no Brasil tenham algum tipo de deficiência. Embora a maioria dos pretendentes a pais não coloque nenhum tipo de restrição na hora de preencher a ficha de adoção, não se sentem aptos a levar uma criança com algum comprometimento ou má-formação para casa. Esse número, no entanto, mascara uma dura realidade. Das 48 mil crianças que vivem hoje em abrigos, apenas 5,5 mil estão no Cadastro Nacional de Adoção (CNA). “Muitas vezes, meninos e meninas com doenças graves nem entram no CNA”, diz a psicóloga Lídia Weber, de Curitiba, que está escrevendo um livro a respeito. “São os próprios membros dos juizados que não os inscrevem porque acreditam que ninguém vai querer cuidar deles.”
NATÁLIA E HELIANA COM A FILHA JULIA (FOTO: MARIE CLAIRE)
A inserção dessas crianças em novas famílias, no entanto, vem crescendo no Brasil graças ao trabalho de ONGs e grupos de apoio à adoção tardia, de irmãos e de deficientes, os perfis menos visados pelos candidatos a pais. Foi por meio desse tipo de trabalho que a servidora pública Natália Paganini, 30 anos, e a empresária Heliana Queiroz, 46, de Juiz de Fora, adotaram o primeiro filho do casal, Érick, com síndrome de Down. “Quando fomos buscá-lo em São Paulo, estava hospitalizado. Fiquei três meses com ele na UTI, todo o tempo que viveu. Não conseguimos nem trazê-lo para casa”, diz Natália. O bebê morreu com 1 ano, ao lado da mãe. “Ficamos traumatizadas e declinamos de alguns telefonemas que recebemos nos meses seguintes com informações sobre crianças disponíveis. Precisávamos viver o luto”, diz Heliana.
Um ano após a morte de Érick, Natália e Heliana conversaram e decidiram que era hora de voltar aos planos de adotar outra criança. Uma semana depois, receberam um telefonema do Juizado de Menores de Belo Horizonte. Havia uma menina de um ano e meio, negra, com microcefalia – sua mãe biológica contraíra citomegalovírus – e portadora do vírus HIV disponível para adoção. “Comecei a chorar na mesma hora. É inexplicável. Sabia que aquela seria nossa filha”, diz Natália. “Quando vi a Natália chorando, mesmo sem saber com quem ela falava, sabia do que se tratava”, completa Heliana.
No dia seguinte, um sábado, elas foram para BH, mas só puderam conhecer Julia na segunda-feira. Heliana tinha voltado para o trabalho e Natália foi sozinha para o abrigo. “Quando cheguei, estava dormindo no berço. Fiquei muito emocionada, vê-la foi como um parto. Foi muito forte. Julia tinha a cabeça um pouco menor do que o normal, desproporcional ao rosto, era bem molinha, não sentava. Peguei-a no colo e, quando acordou, ficou desconfiada, assustada. Comecei a brincar e, logo, ela estava me mandando um beijo”. Durante toda a semana, Natália foi visitar a menina. “Fiquei sabendo que já tinha sido oferecida a outras famílias, que negaram. Além da má-formação, Julia teve de ser ressuscitada no parto e os relatórios sobre sua saúde eram desanimadores: diziam que viveria em estado vegetativo”, conta a servidora pública. “Na semana seguinte, tivemos de voltar ao abrigo para resolver um problema burocrático e quando percebeu para onde estávamos indo, Julia ficou nervosa. Me agarrou com força, não queria sair do colo. Ela tinha muito mais capacidade de se desenvolver do que imaginavam os médicos, afirma Natália.
Hoje com 2 anos, Julia faz fisioterapia, fonoaudiologia, equinoterapia, musicoterapia e natação. Também vai à escola. Não desenvolveu o vírus HIV. Sentou, engatinhou e anda sozinha. Fala a palavra mamãe. Vai ao parquinho e à praia. É risonha, alegre e beijoqueira. “Essas crianças que vêm de abrigo aprendem logo a chamar a atenção dos outros”, diz Heliana. “Acho que é um instinto de sobrevivência.”
MICROCEFALIA E O DESCONHECIDO
A relação entre o aumento de casos de bebês com microcefalia no Brasil e a infecção pelo vírus zika foi provada no mês passado. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis dos Estados Unidos reconheceu a ligação com base em um amplo estudo internacional. Já se sabia da ligação entre outros vírus, citomegalovírus e doenças como rubéola, sífilis e toxoplasmose com a má-formação. O neuropediatra Gustavo Valle conta que a maior parte dos bebês que nasce com a doença costuma ter problemas motores, visuais, auditivos, déficit intelectual e epilepsia. “A expectativa de vida varia: há tanto casos de adultos idosos com microcefalia como de crianças que não passam dos 3 anos”, afirma o médico. Ao sair do hospital com Miguel, a baiana Aureni ouviu um alerta preocupante. “Me disseram para ter consciência de que ele não viveria muito”, conta. “Todos os dias olho para o Miguel e penso nisso. Faço tudo o que posso para que seja independente, consiga respirar, comer, andar e falar sozinho. Mas meu maior sonho, na verdade, é de que ele chegue à vida adulta.”

Original disponível em: http://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2016/04/microcefalia-historia-das-familias-que-adotaram-criancas-que-sofrem-com-ma-formacao.html

Reproduzido por: Lucas H.

SITUAÇÃO DE JOVENS EM ABRIGOS É AVALIADA EM AUDIÊNCIAS EM TERESINA (Reprodução)

28/04/2016
Crianças e adolescentes em abrigos. Crédito: Divulgação/TJPA.
Começou na segunda-feira (25/4) série de audiências concentradas em Teresina (PI) para reavaliar a situação de crianças e adolescentes acolhidos nos abrigos da capital. A juíza Maria Luíza de Moura, titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude e juíza auxiliar da Coordenadoria Estadual Judiciária da Infância e da Juventude (Cejij), inici...ou trabalhos do mutirão, que seguem até 6 de maio.
Estão previstas avaliações de cerca de 180 ações judiciais, com a realização de audiências e análises processuais para cumprimento de despachos e ou sentenças. A ação segue instrução normativa da Corregedoria Nacional de Justiça e os provimentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para promoção das audiências, que determinam audiências a cada seis meses.
Nem todas as crianças e adolescentes em acolhimento institucional estão disponíveis para adoção, mas encontram-se sob a tutela do Estado, como medida de proteção prevista no artigo 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os mutirões avaliam caso a caso e conferem maior diligência nas decisões da justiça em prol das crianças e adolescentes, quer seja para seu retorno à família de origem (biológica), família extensa (parentes) ou inserção em família substituta (por meio da adoção legal).
Está prevista a participação das crianças, adolescentes e suas famílias, de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e de órgãos governamentais e não governamentais integrantes do Sistema de Garantia de Direitos (SGD), a fim de revisar a situação pessoal e processual dos acolhidos nas instituições.
Fonte: TJPI



Reproduzido por: Lucas H.


ADOÇÃO NÃO FOI LEGALIZADA - A FAMÍLIA NÃO TINHA NENHUM DOCUMENTO DA CRIANÇA.(Reprodução)

APÓS MORTE DE CRIANÇA, BUEIRO SEM TAMPA RECEBE REPAROS EM MANAUS
28/04/2016...
Após uma criança de 6 anos morrer ao cair em um bueiro, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) fez reparos na estrutura da vala onde ocorreu acidente fatal.
No terceiro dia de buscas um amigo da família encontrou o corpo da criança. André caiu em um bueiro no bairro Mutirão no domingo, e foi encontrado em um trecho do igarapé distante mais ou menos 12 quilômetros do bueiro.
Oito homens da secretaria trabalharam durante toda a manhã desta quinta-feira (28) para fechar o bueiro onde André caiu no domingo (23), no bairro Mutirão. Zona Norte de Manaus .
Na entrada da caixa, foram usadas barras de ferro para evitar a entrada de objetos na tubulação.
O pai adotivo de andré não quis falar com a reportagem da Rede Amazônica. Em uma calçada da rua nove, foram deixadas mensagens, flores e fotos do menino.
O corpo foi levado ao IML e reconhecido pelo pai e pela tia, ambos de criação, mas não foi liberado pois a família não tinha nenhum documento da criança, já que André foi criado apenas por Deivison Lúcio, mas a adoção não foi legalizada.

Original disponível em: http://www.jornalfloripa.com.br/noticia.php?id=9207326

Reproduzido por: Lucas H.

CADASTRO ONLINE DE ADOÇÃO CHEGA A TODAS AS COMARCAS DE MATO GROSSO. (Reprodução)

28/04/2016
Tecnologia da informação. Crédito: Nei Pinto/TJBA.
O Cadastro Informatizado de Pretendentes à Adoção de Mato Grosso foi ampliado e está em funcionamento nas 79 comarcas do estado desde o início do mês. O sistema permite que os pretendentes a pais adotivos iniciem o processo de habilitação pela internet, sem precisar ir até a Vara da Infância e da Juventude. O cadastro foi implantando em maio de 2015 e, por quase um ano, o projeto piloto funcionou nas comarcas de Cuiabá, onde o processo tramita fisicamente, e Campo Verde, onde é digital.
A iniciativa é da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da 1ª Instância (Dapi) e da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja). No período, a CGJ-MT conseguiu migrar os dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o cadastro estadual. Agora, há uma integração entre os dois sistemas e a informação lançada no estado automaticamente fica disponível no cadastro nacional.
Segundo a corregedora-geral da Justiça e presidente da Ceja, desembargadora Maria Erotides Kneip, os principais benefícios são a transparência e a celeridade no processo de adoção, além da comodidade para os postulantes. Ela explica que, antes do sistema, qualquer pedido de habilitação, atualização cadastral ou alteração do perfil da criança desejada era feito à mão, na vara. Agora, tudo será feito em computador ou celular.
TRANSPARÊNCIA
O juiz auxiliar da CGJ-MT Luiz Octávio Saboia acrescenta que os dados dos pretendentes à adoção são inseridos no próprio sistema, assim como os documentos necessários para iniciar o processo. “As vantagens são a possibilidade de alterar o perfil desejado a qualquer momento, o acompanhamento da posição na fila de adoção e a facilidade da atualização de dados cadastrais como telefone e endereço. Isso tudo garante mais transparência e segurança ao processo”, afirmou.
Para a secretária executiva da Ceja, Elaine Zorgetti, trata-se de uma grande conquista. “Ansiávamos por esse projeto há cerca de cinco anos. Precisávamos disso para ajudar as famílias interessadas em adotar e também os servidores que trabalham com esses processos”, disse.
COMO FUNCIONA
Para iniciar um processo de adoção, os pretendentes devem acessar o cadastro estadual pelo site www.adocao.tjmt.jus.br, pelo link disponível no site da Corregedoria ou pelo link no portal do Tribunal de Justiça. Os interessados deverão preencher o formulário de habilitação e anexar os documentos exigidos. A partir daí, o processo é aberto e passa a tramitar na comarca. Os pretendentes recebem uma senha para acompanhar o andamento.
A habilitação dos pretendentes ocorre após a realização de estudo psicossocial, participação em um curso preparatório para adoção e intervenção do Ministério Público, com a consequente sentença favorável proferida pelo juiz da Vara da Infância e da Juventude. O tempo de espera depende do perfil da criança ou do adolescente.
Fonte: TJMT

Original disponível em: http://www.cnj.jus.br/noticias/judiciario/82178-cadastro-online-de-adocao-chega-a-todas-as-comarcas-de-mato-grosso

Reproduzido por: Lucas H.

FAMÍLIA, SETAS REALIZA “SEMANA ESTADUAL DA ADOÇÃO” (Reprodução)

28 abril, 2016
Por Túlio Toledo
Evento pretende desmistificar processo e estimular a adoção.
Priscilla Vilela | Setas-MT
Família não se constitui exclusivamente pela consanguinidade. Esse é o fundamento essencial que será trabalhado com a população mato-grossense durante a Semana Estadual da Adoção, realizada durante o mês de maio pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas).
O evento é realizado em parceria com a Associação Matogrossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), Conselho da Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Sala da Mulher da Assembleia Legislativa, Comissão da Infância e Juventude da OAB e Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja).
A intenção é, por meio de uma série de eventos, disseminar a adoção, seus aspectos legais e temas relacionados, para consolidar uma nova cultura do ato, sem mitos ou preconceitos. A agenda começa na segunda-feira (02.05), com a Abertura da Semana Estadual e Premiação do VI Concurso de Redação. O evento será realizado no Teatro Zulmira Canavarros, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT).
Na quarta-feira (04.05), a população está convidada a participar da abertura oficial da Semana da Adoção, com o seminário “Proteção Integral: os Fragmentos de sua Operacionalização”, das 08h às 18h, no auditório da OAB-MT. Para participar do evento, é preciso fazer a inscrição, aqui.
“A abertura oficial será realizada neste dia e será extremamente importante a participação de todos. Nós precisamos tratar das outras possibilidades que existem para constituição de uma família, sem estereótipos e rótulos”, disse a secretária-adjunta de Assistência Social, Marilê Ferreira.
As “Responsabilidades e Desafios na Promoção do Direito à Família”, serão debatidos com toda a sociedade mato-grossense durante uma audiência pública, que acontecerá na próxima quinta-feira (05.05), às 09h no auditório Milton Figueiredo, na AL-MT.
Sábado (07.05), durante o evento “Vem Pra Arena”, todos estão convidados a participar do “Adoçarte”, que tratará de família, adoção e diversão por meio de atividades recreativas realizadas com crianças e adultos. O evento será iniciado Às 16h, na Arena Pantanal, em Cuiabá.
Finalizando a Semana Estadual da Adoção, no dia 22 de maio, será realizada a “Caminhada da Adoção”, no Parque Tia Nair, às 17h, uma ação para chamar a atenção do público local sobre a necessidade de desmitificação do processo adotivo.
Adoção
Atualmente em Mato Grosso são 608 crianças em situação de acolhimento, segundo dados fornecidos pelo Ceja, por meio do Cadastro Nacional de Adoção. Ou seja, são crianças que estão em lares ou unidades a espera de que seus processos adotivos sejam finalizados, independente da forma, pela Justiça.
Nesse cenário, constitui-se ainda que na região Centro-Oeste apenas 76 crianças estão aptas para o processo adotivo. O que significa que o processe de adoção já foi aprovado judicialmente e que elas estão em lares ou abrigos a espera de que uma família as adote.
Na Semana Estadual da Adoção, todos esses dados e processos poderão ser discutidos com a sociedade, além de ser esclarecido os personagens e procedimentos que compõem o processo adotivo brasileiro. Com isso, espera-se entre outros fatores, estimular o adoção como meio de instituir família.

Original disponível em: http://www.marconews.com.br/cidade-cotidiano/familia-setas-realiza-semana-estadual-da-adocao/

Reproduzido por: Lucas H.

CASAL SAI PARA ADOTAR UMA RECÉM-NASCIDA. MAS AO CHEGAREM NO HOSPITAL, FICAM INDIGNADOS COM O QUE VEEM NA INCUBADORA (Reprodução)

28.04.2016
Allison e Josh se conheceram no colégio e rapidamente ficaram apaixonados um pelo outro. Eles se casaram em 2000. Com o passar dos anos, a família foi ficando maior e mais amável do que nunca.
Juntos, Allison e Josh tiveram 3 filhos biológicos e, então, adotaram um quarto, chamado Micah, em 2013. Aparentemente a família estava completa- pelo menos era... assim que eles achavam.
Em outubro de 2015, Allison completou 38 anos e recebeu um telefonema de uma amiga dizendo que conhecia uma mulher grávida que não tinha condições de criar seu filho e que estava querendo dá-lo embora.
Allison e Josh ficaram balançados e inseguros (afinal, seriam 5 crianças!). Mas pelo bem daquele bebê indefeso que ainda nem havia nascido, decidiram abrir mais uma vez as portas de sua casa. Disseram SIM à adoção, sem nem ao menos conhecer aquela mulher.
Assim que souberam que a mulher estava dando à luz, Allison e Josh correram para o hospital. A viagem era longa e durou 10 horas!
Mas ao chegarem no hospital, se depararam com uma série de reviravoltas pra deixar qualquer um de cabelo em pé.
Primeiro, descobriram que a mulher estava grávida de gêmeos, deixando-os "extasiados, surpresos e terrivelmente abalados". Em seguida, foram informados de que os bebês tinham sido levados para a emergência devido uma série de complicações.
Logo que viram um dos bebês, descobriram uma criança pequenina, porém saudável. Mas os médicos trataram de dar um balde de água fria na alegria de Allison e Josh ao contarem que a menina havia nascido com anomalias severas no cérebro.
"Vocês não precisam levá-la", disse um dos médicos.
As palavras do médico causaram indignação ao casal. "Ela é nossa filha", responderam.
Para Allison e Josh, tudo o que eles queriam naquele momento era amar aquele ser tão pequeno.
Após 44 dias no hospital, Ava Leight recebeu alta e foi direto para os braços do casal. Seu irmãozinho já estava 100% e tinha retornado para casa mais cedo.
"Escolher Ava para ser nossa filha foi uma das coisas mais difíceis e fáceis ao mesmo tempo que fizemos até hoje", disse a mãe. "Nós sabemos que Ava não vai viver o tempo que gostaríamos que ela vivesse, mas haverá muito amor até lá."
Original disponível em: http://bestofweb.com.br/post/casal-sai-para-adotar-uma-recem-nascida-mas-ao-chegarem-no-hospital-ficam-indignados-com-o-que-veem-na-incubadora#modal-fblike



ASSISTA A HISTÓRIA DE AVA E SE EMOCIONE!
https://www.youtube.com/watch?v=SF4q8iownio#t=373

Reproduzido por: Lucas H.

V SIMPÓSIO DO DIA NACIONAL DA ADOÇÃO. (Reprodução)

27/04/2016
Por Patricia Carvalho
O Grupo de Apoio e Incentivo à Adoção de Embu das Artes (Gaia) realizará dia 14/5, a partir das 8h, na Câmara Municipal de Embu das Artes, o V Simpósio em comemoração ao Dia Nacional da Adoção (25 de maio). A expectativa é reunir uma quantidade de público semelhante ao de edições anteriores, com média de 200 participantes.
...
Em 2016, o Simpósio levantará a questão: “Adoção: O que cada um tem a ver com isto?”, visando à aproximação da discussão sobre a adoção com a população. O evento reunirá nomes como Shirley Van Der Zwaan, advogada, assessora jurídica da Angaad, Coordenadora do GAA Laços de Ternura e presidente da Comissão da Infância e Juventude da 38ª Subseção da Ordem dos Advogados de Santo André, e Nelson Aldá, mestre em Psicologia Educacional, filósofo, educador social e membro consultor da Comissão de Direito à Adoção – OAB/SP.
O encontro é gratuito e aberto a toda comunidade, mas as vagas são limitadas e para participar é necessário realizar inscrição no site: http://eepurl.com/bWv3iH
INFORMAÇÕES: MARCELO CREM (11) 98419-6109 OU FÁTIMA ROCHA (11)99700-0157.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
8h – Credenciamento
8h30 – Abertura
8h40 – Vídeo Suzana Schettini, psicóloga, presidente da Angaad – Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção
8h50 – Vídeo Luiz Schettini Filho, psicólogo e escritor
9h – Palestra com Shirley Van Der Zwaan, advogada, assessora jurídica da Angaad, Coordenadora do GAA Laços de Ternura e Presidente da Comissão da Infância e Juventude da 38ª Subseção da Ordem dos Advogados de Santo André
10h – Intervalo para café
10h30 – Vídeo sobre adoção
10h40 – Palestra com Nelson Aldá, mestre em psicologia educacional, filósofo, educador social e membro consultor da Comissão de Direito à Adoção – OAB/SP)
11h40 – Relato de Adoção
11h50 – Encerramento
12h – Entrega de certificado
SERVIÇO
V Simpósio do Dia Nacional da Adoção
Sábado, 14/5, das 8 às 12h30
Local: Câmara Municipal de Embu das Artes (Rua Marcelino Pinto Teixeira, 50, Parque Industrial)

Original disponível em: http://embudasartes.sp.gov.br/noticia/ver/9006

Reproduzido por: Lucas H.