terça-feira, 24 de maio de 2016

DETIDO CASAL QUE TENTOU COMPRAR RECÉM-NASCIDO (Reprodução)

21/05/2016
De Zuleica Silva
Portugal....
Pelo bebé, terão pago cerca de 2500 euros aos respectivos pais, dois romenos que estariam em dificuldades financeiras, confirmou o público.
Segundo esse mesmo comunicado, o crime terá ocorrido em novembro de 2015, em Santa Maria da Feira.
O casal está indiciado por tráfico de seres humanos. Ao juiz, o arguido diz ser o pai biológico do bebé que será fruto de uma relação extraconjugal.
Os compradores, dois vendedores ambulantes de 23 e 30 anos, conhecidos por ostentarem alguma riqueza, pretendiam assumir a paternidade do recém-nascido "à margem do sistema legal de adopção", sublinha a PJ num comunicado divulgado nesta sexta-feira. A compra de um bebé pareceu-lhes a forma mais expedita para resolver a questão.
A Polícia Judiciária deteve um casal que tentou comprar um bebé que nasceu no hospital de Santa Maria da Feira, em Aveiro. O recém-nascido está agora a cargo de uma instituição.
O bébé de seis meses retirado esta sexta-feira a um casal encontra-se "a salvo e bem de saúde", soube o Expresso junto de fonte próxima do processo. Arriscam uma pena entre três a dez anos de prisão.


Original disponível em: http://tomartv24.com/2016/05/detido-casal-que-tentou-comprar-rec-m-nascido/

Reproduzido por: Lucas H.

MAIORIA NÃO ACEITA ADOÇÃO DE CRIANÇAS COM MAIS DE 3 ANOS (Reprodução)

21/05/2016
Ipanema Online
Por Cristiane Carvalho
Quando se fala em adoção, não é incomum imaginar bebês e crianças pequenas à espera da chance de ter uma nova família. Isso, de fato, ocorre. Mas há também crianças e adolescentes com mais idade que têm o mesmo sonho e, por serem maiores, nem sempre conseguem realizá-lo.
A adoção tardia de órfãos no Brasil expõe o drama de crianças e adolescentes que sonham com a esperança de encontrar um lar com uma família que traga amor a eles. O que torna a situação ainda mais preocupante é que, quanto mais velha a criança for, aparentemente, mais longe de ser escolhida por alguma família está. Dados do Conselho Nacional de Adoção (CNA) mostram que, das 6.585 crianças disponíveis para ser adotadas no país, 5.921, ou seja, 89% se encaixam na chamada adoção tardia considerada a partir dos três anos de idade. No estado de São Paulo, no total, há 1.438 órfãos aguardando por uma família.
E, como citado anteriormente, quanto mais velho o órfão for, mais difícil se torna de encontrar uma família. Dados recolhidos nesta semana no portal do CNA mostram que havia 213 crianças de três anos disponíveis para adoção. Já quando procuramos por adolescentes na lista de espera, esse número sobe consideravelmente. No mesmo período 648 jovens de 14 anos estão na lista para serem adotados.
Enquanto isso, a tabela do relatório de famílias pretendentes à adoção de crianças mais velhas é desproporcional à demanda. No total, há 35.679 famílias aptas a adotar uma criança ou adolescente. Para as crianças com três anos, por exemplo, há 7.181 famílias no Brasil esperando para adotar. Já quando a pretensão é para a adoção de adolescentes de 14 anos, a procura baixa para 51 famílias em todo o território nacional.
ENTENDENDO A ADOÇÃO TARDIA
É com esta preocupação que um evento em Sorocaba promovido pela Comissão de Adoção da OAB, realiza uma palestra no dia 24 de maio, (terça-feira), às 19h30, na Casa do Advogado, com o tema "Os desafios e Perspectivas da Adoção Tardia".
Mônica Cristina Molica Silva é advogada e presidente da Comissão de Direito a Adoção em Sorocaba. Segundo ela, em 2015, houve 49 adoções em Sorocaba. Destas, duas foram internacionais, uma sendo de um grupo de três irmãos adotados em conjunto e outra de quatro irmãos que foram separados.
De acordo com a advogada, o procedimento para a adoção é feita em cerca de oito meses. Entretanto, até que o órfão seja adotado há uma longo processo a ser percorrido pela família interessada em adotar, por exemplo, passar por entrevistar com psicólogos e traçar o perfil da criança ou adolescente desejados. “O pretendente é avaliado, apresenta documentação necessária exigida por lei e participa de curso de formação. Seria uma forma de preparar o mínimo necessário para que o interessado receba a criança que é de outra família. Aí o juiz sentencia dizendo se a família está preparada ou não para adotar”, explica.
Mesmo após a adoção, a advogada ressalta que há um acompanhamento para saber se a criança está se adaptando à nova família. “O judiciário sempre prioriza o melhor para a criança. Todos nos pautamos nesse sentido. Após a adoção, a psicóloga ou assistente social faz visitas na casa da família para avaliar como está adaptação. E a criança tem direito de ser ouvida e entender que lá não houve adaptação e, então, ela não fica com a família”, informa.
AJUDA NA HORA DA ADOÇÃO
Beth Proença Bonilha, integrante do Gaaso (Grupo de Apoio a Adoção de Sorocaba), tem um importante papel no processo de orientar famílias ao adotar. “Os pais chegam e conhecem a realidade daqueles que estão participando [do processo de adoção] há mais tempo. Os pais vão encontrar diversas formas de andamento de procedimento e isto faz com que ele possa construir o seu”, destaca. “O grupo é bem participativo e nós sempre marcamos palestras, encontros para ir ao fórum tirar dúvidas, contar histórias”, relata.
Beth, que também é mãe adotiva, afirma que adotou sua filha quando ela tinha sete anos de idade. “Quando ela veio com essa idade, alguns familiares vinham falar que ela já vinha “praticamente pronta” e questionavam sobre a história dela”, conta. “Existem situações de as pessoas acharem que a criança, porque é maior, tem de ser boazinha e eternamente agradecida por estar recebendo um lar”, desabafa.
Sobre o processo de adaptação de crianças com idades avançadas, Beth conta que cada modo é particular. “Vai depender do número de familiares que convivem com ela. Por exemplo, eu tenho cinco filhos biológicos, ou seja, quando minha filha chegou ela ganhou cinco irmãos. A adaptação dela de tanta gente é diferente de uma criança que chega para ser a única criança da família”, expõe.
Quando a criança questiona sua adoção, a mãe adotiva ainda informa que esta é uma situação delicada de ser lidada. “É muito importante que os pais procurem ajuda para lidar com isso em grupos de apoio, psicólogo. Achar que conseguimos lidar sozinhos é até possível, mas pode ser mais doloroso”, opina.
A EMOÇÃO DE ADOTAR
“Nasceram nossos filhos”, foi o que disse a empresária Nelly Carretero, quando contou ao seu marido que havia recebido uma ligação do Fórum de Sorocaba, em novembro de 2001, avisando que dois irmãos, de cinco e seis anos, estavam aptos para adoção. Um ano antes, o casal havia perdido o seu filho biológico de sete anos, vítima de um atropelamento. A filha mais velha, à época com nove anos, insistia para que a família, embora muito abalada, não abandonasse o desejo de adotar uma criança.
Quando conheceu as crianças no abrigo, a identificação foi grande e Nelly teve de segurar o desejo de levá-los para casa naquele momento, o que ocorreu meses depois. A experiência com a adoção dos irmãos foi tão positiva que, depois de sete anos, o casal adotou mais um menino de nove anos. “Os quatro são muito unidos, e o tratamento que demos a eles foi sempre igual”, conta.
Embora não tenha tido dificuldades em relação à criação de vínculo afetivo com as crianças, Nelly teve que se esforçar para recuperar o aprendizado e educação das crianças, que foram pouco estimuladas nos abrigos. “Imagine uma criança de seis anos que não sabe ainda a diferença entre dia e noite, que se assusta com a escada rolante do shopping e nunca tinha entrado em um mercado”, conta Luciana. Desde que foram adotados, as quatro crianças contam com acompanhamento de psicólogo e fonoaudiólogo.
Hoje seus filhos têm entre 16 e 25 anos e trabalham com os pais em uma empresa de dedetização e imunização. Para ela, o tabu de que é problemática a adoção de crianças mais velhas não deveria existir. “Hoje tenho um orgulho enorme deles, são carinhosos e trabalhadores, me sinto uma mãe abençoada”, conta Nelly.
PASSO A PASSO PARA A ADOÇÃO
(fonte: site do Conselho Nacional de Justiça- http://cnj.jus.br)
1) EU QUERO – Você decidiu adotar. Então, procure a Vara de Infância e Juventude do seu município e saiba quais documentos deve começar a juntar. A idade mínima para se habilitar à adoção é 18 anos, independentemente do estado civil, desde que seja respeitada a diferença de 16 anos entre quem deseja adotar e a criança a ser acolhida. Os documentos que você deve providenciar: identidade; CPF; certidão de casamento ou nascimento; comprovante de residência; comprovante de rendimentos ou declaração equivalente; atestado ou declaração médica de sanidade física e mental; certidões cível e criminal.
2) DÊ ENTRADA! – Será preciso fazer uma petição – preparada por um defensor público ou advogado particular – para dar início ao processo de inscrição para adoção.
3) CURSO E AVALIAÇÃO – O curso de preparação psicossocial e jurídica para adoção é obrigatório. Na 1ª Vara de Infância do DF, o curso tem duração de 2 meses, com aulas semanais.
4) VOCÊ PODE – Pessoas solteiras, viúvas ou que vivem em união estável também podem adotar; a adoção por casais homoafetivos ainda não está estabelecida em lei, mas alguns juízes já deram decisões favoráveis.
5) PERFIL – Durante a entrevista técnica, o pretendente descreverá o perfil da criança desejada. É possível escolher o sexo, a faixa etária, o estado de saúde, os irmãos etc. Quando a criança tem irmãos, a lei prevê que o grupo não seja separado.
7) APROVADO – Você está automaticamente na fila de adoção do seu estado e agora aguardará até aparecer uma criança com o perfil compatível com o perfil fixado pelo pretendente durante a entrevista técnica, observada a cronologia da habilitação..
9) CONHECER O FUTURO FILHO – Se o relacionamento correr bem, a criança é liberada e o pretendente ajuizará a ação de adoção.
10) UMA NOVA FAMÍLIA! – O juiz profere a sentença de adoção e determina a lavratura do novo registro de nascimento, já com o sobrenome da nova família.
FOTO 1 - Mônica Cristina Molica Silva, advogada e presidente da Comissão de Direito a Adoção em Sorocaba.

Original disponível em: http://www.jornalipanema.com.br/noticias/jornal-ipanema/276052/maioria-nao-aceita-adocao-de-criancas-com-mais-de-3-anos

Reproduzido por: Lucas H.

CASCAVEL TEVE 30 ADOÇÕES NO ANO PASSADO (Reprodução)

20 de Maio de 2016
Mariana LiotoAssessoria
Cascavel
Recém-nascidos de pele branca são os preferidos, mas situação está mudando; evento debaterá o tema..
Cascavel tem como característica ser sede de uma comarca com número elevado de adoções de crianças e adolescentes, sendo, por muitos anos, a que mais realizou este procedimento em todo o Paraná - em 2015, foram 30. No entanto, esse número poderia ser ainda maior se não houvesse tantas restrições por parte dos interessados.
De acordo com o juiz da Vara da Infância e da Juventude, Dr. Sérgio Luiz Kreuz, a idade, a cor da pele e a presença ou não de irmãos na família de origem são os maiores obstáculos para quem entra na fila da adoção.
"Até o início de abril, tínhamos 34 pessoas ou casais habilitados para adoção e 48 crianças e adolescentes disponíveis para adoção. Por que esses 34 não adotam esses 48 e a fila diminui? Porque não está dentro do perfil que eles desejam, ou seja, crianças menores, de pele branca e sem irmãos", comenta. "Esse perfil vem mudando com o tempo. Primeiro, pela demora: as pessoas, às vezes, reconsideram seu perfil quando veem que a espera vai ser muito longa. Segundo, em razão de uma conscientização de que estas crianças também precisam de pai, de mãe", pondera Kreuz.
Por tudo isso, a equipe sob coordenação do magistrado e o Ministério Público tentam dar a maior agilidade possível aos processos.
"Temos profissionais bastante experientes e um promotor atuante na proposição de destituições do poder familiar, quando vê que não há possibilidade de reintegração. Todos nós trabalhamos para que os processos tenham uma tramitação razoável, de forma que as crianças consigam estar disponíveis a tempo de encontrarem adotantes", explica.
O juiz destaca que somente são colocadas para adoção crianças e adolescentes somente após destituição plena de seu poder familiar por decisão judicial (transitado em julgado) em razão de abandono, negligência e maus-tratos, concedendo ampla defesa e contraditório aos pais, bem como possibilidades de reintegração.
"Quando isso acontece, vamos buscar casais aptos em nossa comarca para que a criança fique aqui. Caso isto não seja possível, procuramos no Cadastro Nacional de Adoção, primeiro no Paraná e, depois em outros estados. Se, mesmo assim, não houver interessados, encaminhamos o caso para a Comissão Estadual Judiciária de Adoção, em Curitiba, a qual vai procurar habilitados internacionais para fazer esta adoção. Se for encontrado, esse casal vem e aí faz todo o processo de adoção, que é totalmente transparente, seguro e só acontece quando não há brasileiros interessados. Muita gente reclama que a criança vai pra fora, mas aqui dentro nós não a adotamos", salienta.
O incentivo à adoção de crianças maiores é um dos conteúdos dos curso de preparação que pessoas solteiras ou casais fazem quando demonstram interesse em criarem um filho não biológico.
"Nestes encontros a gente tenta desmistificar este preconceito, de que uma criança de 7 ou 8 anos já vem cheia de problemas. Neste trabalho, contamos com o apoio do Gaac [Grupo de Apoio à Adoção de Cascavel], que é um grupo de pais e de pessoas interessadas no assunto que se reúne para discutir o tema", observa.
O juiz detalha como deve ser o procedimento de quem deseja adotar uma criança ou um(a) adolescente.
"Os interessados devem comparecer à Vara da Infância e da Juventude e trazer alguns documentos cuja lista está disponível no nosso site [www.direitodascriancas.com.br]. Em seguida, nossa equipe técnica faz uma visita aos interessados e observa se estes têm condições emocionais e materiais para a criança ou o adolescente adotado a fim de evitar que estes, que já passaram por um processo de desestruturação familiar, sofram novamente. É bom lembrar que adoções legais só são feitas via Poder Judiciário. Fora disso, é crime", alerta o magistrado.
DIA NACIONAL DA ADOÇÃO
Este panorama será apresentado pelo Dr. Sérgio Kreuz na próxima quarta-feira, 25 de maio, Dia Nacional da Adoção, em evento que será promovido, a partir das 19h45, no Teatro Municipal de Cascavel, por várias empresas, entidades e órgãos públicos. O objetivo destas atividades é incentivar o debate e a prática da adoção tardia de crianças e adolescentes.
Na oportunidade, haverá o lançamento da campanha criada pela agência Blanco Lima e diversas apresentações artísticas. Entre as atrações confirmadas, está Arthur Moreira, um dos compositores de "Filho Adotivo", canção eternizada por Sérgio Reis e que ocupa lugar de destaque na criação das peças publicitárias, como um curta-metragem encenado por atores voluntários de Cascavel e região.
A música, aliás, ganhou uma nova roupagem na voz de Ricardo Denchuski, que foi acompanhado pelos músicos Toninho Acuña (piano), Yves Monteiro (percussão), Adriano Siqueira (baixo elétrico), Anderson Lopes (violão), Eduardo Viola (viola), Marquinhos (saxofone) e Renan Ferreira (acordeom). O Coral Municipal de Cascavel e o grupo Zenshin Daiko, da Associação Cultural e Esportiva de Cascavel (Acec), também já confirmaram presença.
As emoções não acabam por aí: famílias que vivem esta rica experiência de educarem os "filhos do coração" darão o seu testemunho, assim como os pais que participam do "Família Acolhedora", programa do Município de Cascavel que propicia um ambiente familiar a crianças que estão afastadas dos seus pais biológicos e/ou à espera de uma adoção. Crianças que estão em acolhimento institucional também subirão ao palco do Teatro Municipal para uma apresentação que certamente emocionará a todos.
A entrada no evento é gratuita. Porém, quem quiser, poderá levar pacote de fraldas e caixas de leite que serão doados ao Recanto da Criança - entidade que há 45 anos oferece acolhimento provisório a menores em situação de risco social, atendendo hoje, em casas-lares, a cerca de 30 crianças com idade entre 0 e 12 anos.
Além de mobilizar uma grande quantidade de voluntários, este projeto conta com o apoio de diversas empresas, entidades e órgãos públicos

Original disponível em: http://cgn.uol.com.br/noticia/177295/cascavel-teve-30-adocoes-no-ano-passado

Reproduzido por: Lucas H.

ADOÇÃO É TEMA DE ENCONTRO ENTRE PRESIDENTE DO TJ, PREFEITO E PROMOTORA DA INFÂNCIA (Reprodução)

20/05/2016
Fonte: Tribunal de Justiça - RS
O Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini, esteve reunido na manhã desta sexta-feira (20/0) com o Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, acompanhado pela Promotora da Infância e da Juventude, Cinara Vianna Dutra Braga. Durante o encontro, o Prefeito e a Promotora entregaram ao Chefe do Poder Judiciário um relató...rio acerca das realizações promovidas pela parceria entre o Executivo Municipal e o Ministério Público Estadual na tentativa de agilizar a tramitação dos processos de adoção na Capital.
O Prefeito salientou a importância de uma parceria entre o Município, o MP e o Poder Judiciário para melhorar a situação das crianças abrigadas que aguardam adoção.
A Promotora Cinara entende que o ideal seria a criação de uma Vara da Infância e Juventude exclusiva para as adoções ou ainda a jurisdição partilhada, na qual o TJ indicaria magistrados que possam tratar o tema de maneira mais específica.

Presidente Difini recebeu Prefeito, Promotora, Procuradora do Município e Presidente da FASC
O Desembargador Difini deixou claro as dificuldades para o surgimento de uma Vara exclusiva sobre o tema, em razão das dificuldades orçamentárias. "O Executivo quer congelar de novo nosso orçamento na LDO 2017, fato que esperamos reverter", destacou o Chefe do Poder Judiciário. No que se refere à jurisdição compartilhada, irá repassar o caso à Corregedora-Geral da Justiça, Desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira, para que seja dedicada atenção especial à situação do trâmite dos processos de adoção. "Sem dúvida nenhuma, os temas referentes às crianças são prioritários e recebem total atenção dos nossos magistrados."
Também participaram da audiência, ocorrida no Gabinete da Presidência do TJ, a Procuradora-Geral do Município, Cristiane Costa Nery, a procuradora do Município, Vanesca Prestes, e o Presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC), Marcelo Soares.
EXPEDIENTE
Texto: Renato Sagrera
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
imprensa@tj.rs.gov.br
Publicação em 20/05/2016 20:07

Original disponível em: http://uj.novaprolink.com.br/noticias/1532731/adocao_e_tema_de_encontro_entre_presidente_do_tj_prefeito_e_promotora_da_infancia

Reproduzido por: Lucas H.

HISTÓRIAS DE ADOÇÃO: EMOÇÃO, DEBATE E REFLEXÃO (Reprodução)

20/05/2016
Fonte: site do TJ Ana Carolina, Mariana, Moisés, Juan e Kayliane. Cinco irmãos adotivos de duas famílias que tiveram suas histórias contadas na quinta-feira, dia 19, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), no evento “Histórias de Adoção – O desafio do grupo de irmãos”, realizado no antigo Palácio da Justiça. O encontro foi inspirado no nono episódio da série do canal GNT "Histórias de adoção". Após a exibição do programa foi a vez de debate reunindo a juíza Mônica Labuto, da 3ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, a psicóloga do TJRJ Eliana Bayer e Ana Amélia Macedo, uma das idealizadoras da série. A mediação foi de Mauro Ventura, diretor da Diretoria-Geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento (DGCOM) do TJRJ.
Ana Carolina e Mariana estavam presentes no evento, acompanhadas dos pais, Maria Bethânia e Renato. Os quatro foram aplaudidos de pé por suas histórias de vida. O pequeno Moisés, caçula da família, ficou em casa. Mas, de acordo com Renato, não faltou vontade de acompanhá-los ao Tribunal.
Renato contou que Moisés, sempre curioso e atento, perguntou onde ficava o Tribunal do Rio e o que eles iriam fazer lá. O pai respondeu que era no Centro, que eles iriam para uma conversa de adultos e que ele não iria gostar de ficar lá. Mas o menino continuou reticente e, ao saber que o tema da conversa era adoção, se empolgou: “Eu deveria ir, então, eu sei tudo sobre isso”.
A mãe, Maria Bethânia, contou que o debate e o programa não só orgulham a família, mas também ajudam a esclarecer alguns pontos sobre adoção. Segundo ela, ainda há muito o que aprender.
“Nós ficamos muito felizes por sermos um exemplo, e fazemos questão de divulgar com carinho a mensagem bonita que traz uma adoção. Ainda há muita desinformação sobre este tema, as pessoas têm um pouco de medo, mas não há nada que aconteça na nossa família que não aconteça também em famílias com filhos biológicos. Eu só lembro que sou mãe adotiva quando me perguntam, pois é tudo muito natural e normal”, avaliou Maria Betânia.
A juíza responsável pelo caso, Mônica Labuto, comentou que o processo foi complicado, já que os irmãos não estavam no mesmo abrigo.
“Quando conseguimos as famílias adotivas (dois dos irmãos ficaram com outro casal), a recepção foi positiva. As duas famílias se conheceram, viraram amigas e até hoje os cinco irmãos têm contato. O trabalho foi muito difícil, pois a gente não conseguiu avaliá-los ao mesmo tempo e fazer a análise adequada. Eles são muito ligados e é preciso que esse laço seja mantido”, afirmou a magistrada.
Entre muitas histórias e experiências vividas na Vara da Infância, a juíza destacou que o tema da adoção tem melhorado no Brasil, mas que ainda é preciso avançar na questão dos grupos de irmãos. É necessário pôr as crianças em primeiro lugar e levar em conta suas vontades e desejos na hora da decisão.
A psicóloga Eliana Bayer destacou a importância da equipe técnica para um processo de adoção. Segundo ela, o relatório apresentado ao final do acompanhamento e análise com as crianças e a família postulante é fundamental não só para a decisão de um juiz, mas principalmente para a felicidade e o bem-estar da criança.
“A equipe técnica é essencial em todas as fases do processo de adoção. Nós lidamos com todo mundo, desde o juiz e o promotor até as partes interessadas, e transformamos tudo o que apuramos em um relatório que serve de base para que o juiz decida o caso. Nosso estudo precisa ser muito bem fundamentado a fim de que a criança se sinta bem e confortável com a situação”, detalhou.
Eliana disse que o trabalho cotidiano na Vara de Infância obriga a equipe técnica a lidar com histórias duras e tristes, mas ressaltou que os casos de adoção se tornam motivo de prazer, orgulho e alegria quando conseguem um lar decente para as crianças.
“Botar uma criança numa família boa, num ambiente favorável para seu desenvolvimento e sua felicidade é a nossa cereja no bolo. Os casos de adoção renovam nossa alegria. É muito prazeroso. Essa é a nossa grande recompensa”, afirmou.
PROGRAMA SOBRE ADOÇÃO TEM FEITO SUCESSO
Mauro destacou que o debate é uma forma de esclarecer pontos importantes sobre o processo de adoção.
“Este evento integra um programa maior, que é o Adoção em Pauta, esforço concentrado do Judiciário fluminense para conseguir uma família para crianças e adolescentes abrigadas. É um tema muito importante e que está na ordem do dia. Ainda tem muito ruído e desinformação sobre o assunto, e tivemos a preocupação de trazer pessoas que estão diretamente ligadas ao processo de adoção para ajudar a elucidar o tema”, avaliou.
A ideia do programa, feito pela produtora TV Zero e exibido pelo GNT, foi do casal Ana Amélia e Roberto Berliner, que dirige a série. Os dois são pais adotivos de duas crianças. Eles se inspiraram na própria história.
“Roberto e eu sempre gostamos deste assunto, até por causa dos nossos filhos. A gente queria encontrar histórias bonitas e inspiradoras sobre adoção. E nosso objetivo, além de entreter e contar histórias legais, foi tentar abrir a cabeça das pessoas em relação à adoção”, disse.
Ela contou que a recepção do público tem sido positiva e que novas famílias têm procurado a direção do programa e do canal para participar e contar suas histórias.
O debate foi promovido pela Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância, da Juventude e do Idoso (CEVIJ), coordenada pela juíza Raquel Chrispino, e pela DGCOM. O evento do TJRJ faz parte das comemorações do Dia Nacional de Adoção, a ser celebrado no próximo dia 25 de maio.

Original disponível em: http://www.oabrj.org.br/noticia/99070-historias-de-adocao-emocao-debate-e-reflexao

Reproduzido por: Lucas H.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

ALAGOAS TEM 179 CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM UNIDADES DE ACOLHIMENTO (Reprodução)

17/05/2016
Por Gazetaweb com
Ascom
Menores aguardam adoção ou retorno à família de origem COMENTE ...
Dados da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Ceij) mostram que 179 crianças e adolescentes, sendo 90 na capital e 89 no interior, com idade entre um e 17 anos, estão em unidades de acolhimento, aguardando o retorno à família de origem ou a destituição do poder familiar, para então poder encontrar um novo lar. Destes, apenas 21, com idade entre 11 e 17 anos, estão aptos para adoção.
Ainda de acordo com o órgão, que é ligado à Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas (CGJ), 100 famílias estão habilitadas para a adoção no Estado. No entanto, nem sempre o perfil procurado - meninas brancas, com idade até três anos - é o mesmo das crianças ou adolescentes que se encontram nos abrigos, o que retarda as adoções. Em 2015, foram realizadas 281 adoções em Alagoas.
"Precisamos mudar a cultura da adoção, para que todas as crianças e adolescentes que estão institucionalizados tenham chance de encontrar uma nova família", disse o juiz Carlos Cavalcanti, membro da Ceij e presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai).
Segundo o magistrado, esse será um dos assuntos debatidos no 6º Encontro Estadual de Adoção, que será realizado no próximo dia 25, a partir das 8h, na Escola Superior da Magistratura (Esmal). O evento, promovido pela Corregedoria com apoio do Conselho Estadual da Infância e Juventude (Cedca), reunirá juízes, conselheiros tutelares e equipes técnicas para debater alternativas para ampliar as possibilidades de adoção no Estado, por meio de palestras e da troca de experiências.


Original disponível em: http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia.php?c=10092

Reproduzido por: Lucas H.

ADOÇÃO É UM ATO DE MUITO AMOR, DIZ JUIZ (Reprodução)

Ter, 17/05/2016
Por Thabata Alves
O magistrado titular da 2° Vara de Infância e Juventude do Recife Elio Braz e presidente da ANGAAD Suzana Schettini falam sobre a adoção de crianças e adolescentes ...
A poucos dias do dia Nacional da Adoção, celebrado dia 25 de maio, o juiz titular da 2° vara da Infância e Juventude do Recife, Elio Braz e a presidente da Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Suzana Schettini abordam em entrevista ao Portal LeiaJá a atuação do judiciário e dos grupos de apoio à adoção.
Um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou a comarca do Recife como a mais rápida nos processos de adoção. Na entrevista, o juiz da 2° vara detalha um dos projetos idealizados por ele, como é caso do “Mãe Legal”.
De acordo com o magistrado, o programa presta suporte às mulheres gestantes ou com filhos recém-nascidos que manifestam o desejo de entregar seu filho para adoção e evitar o abandono dos bebês. Ele também informa quais as exigências para ingressar com o pedido de participação do Cadastro Nacional de Adoção.
Já a presidente da ANGAAD, reforçou que o papel de fortalecer as filhas constituídas pela adoção e pretendentes a pais adotivos, além de pontuar que os preconceitos sobre a adoção estão sendo quebrados. “Existe ainda aquela nuvem, aquela crença social de que a criança adotiva seria problemática”. No entanto, ela frisa desmistifica o que define a filiação é o afeto, o amor. É o afeto que liga pais a filho e a gente precisa entender que pessoas que geram crianças são apenas genitores. A filiação não acontece automaticamente no processo do gestar e do gerar”, disse.
CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

http://www.leiaja.com/noticias/2016/05/17/adocao-e-um-ato-de-muito-amor-diz-juiz/

Reproduzido por: Lucas H.