quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Adolescente que deixou filho morrer de fome é presa (Reprodução)

29 janeiro 2018

Uma adolescente de 17 anos foi presa na Rússia por deixar o filho morrer de fome. Viktoria Kuznetsova, moradora da cidade de Rostov (cerca de 200 km de Moscou), foi condenada a seis anos e meio pela Justiça russa.

De acordo com o jornal Daily Mail, a garota se sentia obrigada a ficar em casa à noite por conta da criança. Após o marido ser convocado pelo serviço militar, ela deixou o bebê no carrinho e saiu com amigos, durante uma semana. Kuznetsova voltou apenas uma vez, para colocar água para o cachorro da família.
A autópsia revelou que Egor, de nove meses, morreu de atrofiação dos órgãos internos, por falta de comida e água. A polícia o encontrou já morto e entrando em estado de decomposição.
Kuznetsova tentou colocar Egor na fila de adoção e até conseguiu, mas quando ele completou sete meses o orfanato o devolveu. Ao ser presa, a adolescente se mostrou preocupada com o que aconteceria com ela mesma, mas não chegou a questionar sobre o filho. O pai de Egor entrou com um pedido de divórcio.
Original disponível em: https://www.metrojornal.com.br/mundo/2018/01/29/adolescente-que-deixou-filho-morrer-de-fome-e-presa.html

Reproduzido por: Lucas H.

Número de recém-nascidos entregues a adoção mais que dobrou em Cascavel (Reprodução)

29 Janeiro 2018

No ano passado nove mulheres decidiram, logo após o parto, entregar seus filhos para adoção. O número refere-se somente à comarca de Cascavel e é bem maior que o registrado em anos anteriores: em 2015 foram três casos e em 2016 quatro casos.
Este tipo de atitude é permitida pela legislação brasileira e o desejo da mãe ou dos pais pode ser manifestado antes ou logo depois do parto. O caso é acompanhado por equipe de saúde, psicologia e assistência social e o próprio juiz pode determinar o encaminhamento para atendimento especializado.
Após o nascimento há uma audiência com os pais e o caso é sigiloso. Caso haja desistência a família recebe acompanhamento por 180 dias.
Quando os pais de fato não querem o bebê, o Estado fica com a guarda provisória e providencia acolhimento para posterior adoção.
Adoção
Atualmente em Cascavel 66 crianças e adolescentes aguardam pela adoção e há 20 famílias habilitadas para adotar. No Paraná são 535 crianças e adolescentes aguardando por um lar definitivo e 3.654 pretendentes habilitados a adotar. Muitas vezes a adoção não se concretiza porque o perfil das crianças é diferente do buscado pelos que querem adotar.
Ação
Segundo o Tribunal de Justiça, em diversas comarcas do Estado existem programas que visam esclarecer às mães e gestantes sobre quais são os meios para quem deseja proceder com a entrega de bebê para adoção. O objetivo é também evitar que, em situação de desespero, o recém-nascido seja abandonado.
Original disponível em: https://cgn.inf.br/noticia/273393/numero-de-recem-nascidos-entregues-a-adocao-mais-que-dobrou-em-cascavel

Reproduzido por: Lucas H.

Apadrinhamento afetivo (Reprodução)



29/01/2018
Por definição do dicionário, padrinho ou madrinha significa proteger/defender. É sinônimo de amparo, de favor. Por definições sociais e culturais, padrinho ou madrinha é aquele que provê algo a uma criança ou adolescente. Algo como “você precisa, eu posso, então te dou”. Mas, e por definições humanas, o que seria? É aquele que provê o afeto. Que dá carinho, que está presente e que se faz presente. 
Mas o dia a dia está muito mais cheio de padrinhos da sacolinha, padrinhos de batismo ou padrinhos financeiros. Que são sinônimos de um padrinho desconhecido, com o qual a criança não tem contato, muito menos vínculo. Um padrinho que tem no nome a função do cuidar, mas que muitas vezes estabelece pouca relação com a criança ou o adolescente. Temos muitos padrinhos assim. Que ajudam da forma que lhe pedem – e também como podem. Padrinhos que ajudam de formas mais difundidas em sociedade. 
Época de final de ano é muito comum a gente ver a disseminação do conceito de apadrinhar uma criança ou adolescente. Escolhe-se um nome da listinha de uma instituição e doa-se roupas e brinquedos. É uma forma de ajudar, claro que sim. Mas acredite: o presente de um desconhecido a uma criança em situação de acolhimento, por exemplo, tem pouco significado. Imagine você, ou seu filho, recebendo um presente de um desconhecido. De alguém que não te conhece, que não sabe do que você gosta, não sabe qual é tua cor preferida ou seu cheiro. Do que vale ganhar um presente e não ganhar a presença? Do que vale o presente sem o valor da presença de quem o deu? Sem o vínculo afetivo da relação de quem dá e de quem recebe. 
O que isso quer dizer? Quer dizer que, por muitas razões, somos ensinados e incentivados a apadrinhar crianças e adolescentes de forma financeira ou material achando que estamos fazendo o bem a alguém. Mas apadrinhar uma criança ou um adolescente deveria significar dar apoio, compartilhar uma angústia, sentar pra bater um papo, sair pra tomar um sorvete ou brincar no parque. Apadrinhar é construir uma relação afetiva e poder trocar afeto. 
“Quando a gente fala de vínculo, a gente fala de uma relação de troca afetiva. E quando a gente fala do apadrinhamento, estamos falando da relação de um adulto e uma criança ou adolescente, e que a partir da troca, um passe a existir na vida do outro de forma constante”, define a coordenadora do programa Apadrinhamento Afetivo, do Instituto Fazendo História, que trabalha há 12 anos com crianças e adolescentes em serviços de acolhimento. Entenda-se que são crianças e adolescente que por razões diversas foram temporariamente afastadas de suas famílias e vivem em serviços como os abrigos (o que antigamente era chamado de orfanato). 
Crianças e adolescentes que moram em abrigos recebem muito – muito mesmo – sacolinhas de natal ao serem “apadrinhadas” nessa época por desconhecidos. Pessoa como nós que vamos surgir uma única vez na vida delas e depois sumir, com a mesma velocidade. Conversando com a Mônica, do Fazendo História, a gente entende, perfeitamente, qual o papel de um padrinho ou madrinha em lugares como este. E confesso: a gente se sente tão estranha por ter dado sacolinhas de presentes a crianças que nunca vimos na vida, que a postura muda. Impossível acharmos que estamos apadrinhando alguém sem saber se a pessoa do outro lado está interessada em receber. Simplesmente, e grandiosamente, porque não existe vínculo. 
“Vinculo precisa de tempo para ser construído. Não é imediato e também não pode ser imposto. Ninguém diz a ninguém para amar o outro e ponto. Tem que ser construído com convivência”, completa Mônica. Muitas vezes, a gente estabelece isso na vida ao longo das relações que vão se ampliando. Pode ser a amiga da sua mãe, o amigo do meu irmão…. Desde quando a gente começa a frequentar a escola, vamos construindo uma rede com a qual podemos contar e criar vínculos. 
Assim acontece também com crianças e adolescentes que estão em serviços de acolhimento. E por uma serie de razões, elas precisam de apoio. E nesse contexto, o apadrinhamento é uma ótima política para aqueles que provavelmente ficarão acolhidos por muitos anos. “O apadrinhamento é uma das alternativas para essa construção já que muitas vezes essas relações não acontecem de forma tão espontânea como na vida de quem não esta em acolhimento”, aponta Mônica. A juíza da Vara da Infância e Juventude, dra Carla Montesso Eberlein, da Lapa, traz mais um ponto. “Tem uma coisa que a política pública nunca vai poder oferecer a esse jovem que é o afeto”. “Acredito que para esses jovens que vão permanecer em acolhimento, o apadrinhamento é a melhor política que se apresenta”. O objetivo do apadrinhamento é garantir vínculos individualizados e duradouros para a crianças e adolescentes com pouca chance de retorno familiar ou adoção. 
E o que vai fazer esse padrinho? Ajudar, ensinar, acompanhar, participar. Vai estar. Estar junto. Estar presente. “O vinculo é extremamente reparador. Faz com que eu entenda que eu existo na vida de alguém”, fala Mônica, do Fazendo História. E existir na vida de alguém significa, como toda relação humana, que vão ter momentos bons e momentos difíceis e aí o adulto precisa estar presente. Presente. Porque não tem melhor presente que a presença. É sempre um jeito carinhoso de existir na vida de alguém. Quem não gosta de ganhar? 
Existem 47mil crianças e adolescentes em serviços de acolhimento, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Te convido a pensar diferente neste final de ano e oferecer a quem você puder, e quiser, um presente mais cheio de presença. Porque histórias de mudanças só são possíveis com a contribuição de outras histórias. Histórias de pessoas. Como você, como eu, como nós.


Original disponível em: http://emais.estadao.com.br/blogs/kids/apadrinhamento-afetivo/

Reproduzido por: Lucas H.

Mãe procura filho que foi entregue para adoção em Medianeira no ano de 1983/1984 (Reprodução)

29 de Janeiro, 2018

Jaquelina Aparecida Santi, entrou em contato com a nossa redação para conseguir mais informações de seu irmão, a pedido de sua mãe, que foi entregue para adoção no ano de 1983/1984.
Até o momento, a família tem poucas informações. A mãe morava em Boa Vista da Aparecida, e mudou-se para Cascavel, onde engravidou. O pai da criança não teve interesse em assumir o filho, e então a mãe veio para Medianeira no ano de 1983/1984 onde nasceu o bebê e logo após retornou a Boa Vista da Aparecida.
O parto foi domiciliar, e a criança foi entregue para uma conhecida da mãe, que juntamente com a parteira encontraram alguém para ficar com o bebê. O motivo de entregar o filho para adoção era que ela não tinha condições de cria-lo.
Atualmente, a mãe não se lembra o nome de nenhuma delas. Na época do nascimento, a mãe não conhecia muitas pessoas na cidade.
O nome da mãe é Inês da Rosa, e também era conhecida como Marinês. Atualmente ela reside na cidade de Cuiabá- MT.
Qualquer informação é bem-vinda, entre em contato com a família através do número: (65) 99317 ? 6270 ou entre em contato com o Guia Medianeira.
Redação: Revista Guia
Reproduzido por: Lucas H.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Merendeira conhece meninas de abrigo, se apaixona e decide adotá-las (Reprodução)

6 horas atrás

Mesmo tendo se encontrado apenas uma vez, uma merendeira de 49 anos decidiu adotar duas meninas, de 14 e 9 anos, em Águas Lindas de Goiás, localizado a 131 km de Anápolis.
As meninas moravam na Instituição Casa de Moisés desde 2011, após serem abandonadas pelos pais. Na época elas tinham apenas 8 e 3 anos, respectivamente, e foram retiradas da casa da mãe alcoólatra pelo Conselho Tutelar.
A adoção foi a primeira a ser realizada na comarca de Águas Lindas e a sentença foi proferida em dezembro de 2017 pelo juiz  Felipe Levi Jales Soares, titular da 1ª Vara Cível, de Família, Sucessões da Infância e da Juventude do município.
“Quando a criança estava apta a ser adotada, era levada por pretendentes de outras comarcas”, explicou o juiz, que foi responsável por dar início ao cadastro de adoções na cidade.
Além de conceder a adoção e declarar a merendeira como mãe das meninas, Felipe Levi também determinou que o nome dos pais e dos avós delas fossem retirados da certidão de nascimento para que o da mãe adotiva e dos novos avós sejam incluídos.
Primeiro encontro
Ao entrar na lista do Cadastro Municipal de Adoção em 2016, a merendeira relatou ter sido informada que a menina mais velha era portadora de deficiência cognitiva e cardíaca, mesmo assim não perdeu a vontade de conhecê-la.
“No momento que bati os olhos nela senti um amor muito grande e, naquele momento, sem me importar com suas limitações, decidir adotá-la”, disse.
Após 15 dias do encontro, a mulher também foi convidada a conhecer a irmã mais nova. Com ela o relacionamento só melhorou após o segundo encontro, pois no início menina estava sendo inserida em outra família, mas como a adoção não deu certo, ela se frustou.
Conforme a mãe das meninas, elas são muito tranquilas e, apesar da deficiência, é independente. Ela terá de passar por uma cirurgia cardíaca ainda neste primeiro semestre de 2018.
Já a mais nova é “agitada e muito sapeca” e está fazendo aulas de violão. Além disso, a mulher também contou que elas querem ser médicas quando crescerem para “curar os doentes”.
Reproduzido por: Lucas H.

Conheça a história de superação de Matheus e Eva, em Ribeirão Preto (Reprodução)

28 Jan 2018

A história de superação de Matheus Rodrigo de Laia Shvite e Eva Maria de Laia Shvite tem sido motivo para continuação da caminhada entre ambos. Ao lado da mãe, a criança de 10 anos tem superado a vida em busca dos sonhos.

São-paulino e botafoguense, o ribeirãopretano ganhou destaque ao brincar com Denílson no Jogo das Estrelas realizado em Ribeirão Preto, no mês de dezembro de 2017. Em entrevista ao Portal Revide, a mãe do menino falou sobre a trajetória e a vida de ambos até aquele momento.

Matheus nasceu no Hospital da Clínicas da cidade com 23 semanas, quase a metade do comum em uma gestação. A criança possui 635 gramas e várias patologias. “Pelos médicos, ele não iria sobreviver”, diz a mãe.


Eva conta que a criança é adotada e que ela ficou sabendo da existência do garoto quando Matheus tinha cinco meses. “Quando conheci ele, eu me apaixonei e me senti como se eu precisasse ajudar aquela criança. Logo que o vi, senti como se fosse um presente para minha vida”.

Com oito meses de idade e já adotado, Matheus foi levado para casa. Na época, a criança se alimentava por sonda e utilizava oxigênio 24 horas para sobreviver. "Eu fui caminhando e perguntando a Deus o que fazer, para que ele me orientasse".

Religiosa, Eva foi em busca de seus direitos, assim como os de seu filho. "Tudo que busquei a ele foi por luta e por orientação de Deus. Comecei a estimular ele pela boca. É engraçado, parecia até aquelas mães de pássaros, que colocam pedacinhos bem pequenos na boca dos filhotes", compara, com bom humor, a mãe.

Segundo a família, os médicos estavam desacreditados sobre o futuro do menino. "Chegaram a falar que ele seria uma criança frágil e sem massa muscular e olha agora, estou precisando fazer regime no Matheus", brinca.

A mãe diz que tudo na vida de uma criança especial é realizado com muita dificuldade. "Eu sinto que se as coisas forem muito fáceis, não tem graça. Precisa de um pouco de tempero. O poder público mostra algo tão bonito na teoria, mas, na prática, é difícil e não acontece da maneira mais apropriada. Nós não podemos aceitar um não como resposta. Eu luto muito pelos direitos do Matheus".

Sonho

Matheus realizou o aniversário no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, onde jogou futebol com os amigos e parentes. Mas, segundo o próprio garoto, o que ele mais gostou foi de conhecer o Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi) e o Centro de Treinamento do São Paulo.

"Gostei de ir a São Paulo e de ganhar todos os presentes, mas principalmente de conhecer os jogadores. Eu me senti emocionado. Quero voltar lá um dia", conta Matheus.

O menino teve a chance de conhecer o ex-jogador Diego Lugano e o atual técnico Do Fortaleza, Rogério Ceni, ambos cantaram a música Galopeira. “Tudo isso é graças a Eva. Ela é minha heroína”, finaliza Matheus.

Confira, abaixo, o vídeo de Matheus ao lado de Rogério Ceni. 






Reproduzido por: Lucas H.

Conheça a história de superação de Adriana Quintiliano (Reprodução)


27/01/2018

Durante toda a infância e adolescência, Adriana Quintiliano viveu no Lar da Criança, na Vila Laura. Perto de completar 14 anos, chegou a ser adotada – mas, logo depois, foi devolvida pela família. O motivo? “Eu acho que foi a questão do laço. Não teve uma afinidade. Hoje eu tenho essa concepção, mas quando eu era mais nova, eu fiquei me perguntando: será que tem alguma coisa errada em mim? Será que eu fiz algo que ela não gostou?”, contou.

Adriana foi entrevistada no Hiperlink sobre adoção que foi ao ar neste sábado, 27. Para o Gshow do Conexão, ela contou um pouco mais sobre sua história de superação. Saiu do Lar da Criança aos 18 anos e foi morar com dois irmãos de criação. Sem conseguir emprego, encontrou na arte de rua uma maneira de se sustentar e fez estátua viva no Pelourinho por um ano e meio.

Hoje, Adriana tem 28 anos, estuda design de interiores, administra um site cultural e é modelo. Participou do Afro Fashion Day e faz vários editoriais de moda. Para quem quer adotar, ela pede: “É importante ver essa criança como ser humano, não como objeto”. E para os jovens que estão em instituições e ainda não foram adotados, ela encoraja: “Bote os pés no chão e vá em busca dos sonhos”. Confira a entrevista completa!

Reproduzido por: Lucas H.