Texto de autoria de Fernandoda " Casa Lar Ebenezer " em Santo André-SP.
É primeiramente uma missão, porque é por em pratica o principal ensinamento do CRIADOR, o amor ao próximo.
Se propor a trabalhar no abrigo é muito mais do que dar casa, comida e roupa lavada.
É passar noites sem dormir zelando pelo bem estar de recém nascidos pré maturos com apenas 32 semanas de vida, sabendo identificar o tipo de choro quando é de
incomodo, quando é de fome e quando é por abstinência a drogas.
É ter o a necessidade de fazer um convenio médico e se ver impossibilitado porque a criança passa meses para que seja providenciado a certidão de nascimento.
É acima de tudo se doar de corpo e alma, garantindo tudo o que deveria ter recebido da família, da sociedade e do estado.
É cumprir tudo que prevê o Art. 92 ECA, em especial preservação dos vínculos familiares e promoção da reiteração familiar .
É oferecer proteção integral em ambiente com Cara, Tamanho e Jeito de Casa, cujo primeiro objetivo é resgatar e fortalecer vínculos fragilizados.
É conviver com todos os tipos de diferenças e indiferenças no momento do acolhimento
É enfrentar preconceitos, pré julgamentos, e o descaso.
É abraçar sem criar vínculos, é sorrir sempre sem se deixar abater com os obstáculos .
É invadir hospital requerendo socorro para salvar uma pequena vida que agoniza, e sair vitorioso com a recompensa do pequeno ser que venceu a morte após ser socorrido.
È recolher as pétalas, e com muita paciência refazer a flor
É lidar com inveja, dos que não tem coragem de abraçar a causa, e criticam os que tem coragem.
É lidar com os que se consideram atropelados porque vivem na inércia, se beneficiando do resultado do trabalho dos outros.
É acreditar que um dia as crianças realmente serão prioridade absoluta conforme a lei prevê.
É acreditar na reconstrução de uma sociedade mais fraterna e participativa na solução dos problemas que envolvem crianças e adolescentes
É ter atitude e coragem de cobrar mudanças na “REDE”
A tão falada “REDE” de apoio familiar, que continua a nosso olhar e entendimento sendo a maior deficiência que contribui com a longa permanência de crianças nas casas lares, isto porque a medida de proteção na maioria das vezes é usada de forma isolada e não cumulativa. O retorno da criança ao ambiente familiar exige mudanças de postura da “REDE” antes do uso da medida de proteção, durante o acolhimento e também posteriormente evitando desta forma o re-acolhimento. Para que se torne de fato uma REDE de serviço, se faz necessário ações mais concretas de todas as secretarias e de cobrança continua do legislativo e judiciário.
É na condição de guardiã se interpor a terceiros, solicitar oitiva da criança ou adolescente na tentativa de um sim, mesmo sabendo da certeza do não.
Silvana do Monte Moreira, advogada, sócia da MLG ADVOGADOS ASSOCIADOS, presidente da Comissão Nacional de Adoção do IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família, Diretora de Assuntos Jurídicos da ANGAAD - Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, Presidente da Comissão de Direitos das Crianças e dos Adolescentes da OAB-RJ, coordenadora de Grupos de Apoio à Adoção. Aqui você encontrará páginas com informações necessárias aos procedimentos de habilitação e de adoção.
sábado, 8 de outubro de 2011
A Guarda
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Silvana do Monte Moreira
às
11:07
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