Silvana do Monte Moreira, advogada, sócia da MLG ADVOGADOS ASSOCIADOS, presidente da Comissão Nacional de Adoção do IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família, Diretora de Assuntos Jurídicos da ANGAAD - Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, Presidente da Comissão de Direitos das Crianças e dos Adolescentes da OAB-RJ, coordenadora de Grupos de Apoio à Adoção. Aqui você encontrará páginas com informações necessárias aos procedimentos de habilitação e de adoção.
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sexta-feira, 12 de abril de 2013
OS PRINCIPAIS MEDOS E ANGÚSTIAS QUE ASSOLAM A MÃE ADOTIVA
12/04/2013 Giu Bergamoon
Psicóloga lista os maiores dramas das mulheres que recorrem à adoção
Quem já ficou ou está grávida sabe: bastou a tirinha do exame mostrar
positivo para um milhão de medos, dúvidas e angústias invadirem nossa
cabeça. E eles aumentam ou mudam ao longo da gestação. Que atire o
primeiro teste de farmácia quem nunca: • colocou em dúvida o resultado positivo; • teve medo de sangrar; • sonhou que tinha abortado; • gastou um tempão pensando em como seria amamentar; • perdeu noites de sono (ou foi dormir beeem mais tarde) preocupada com o parto; • ficou em dúvida ao comer alguma coisa por achar que poderia fazer mal ao bebê…
Posso ser muito sincera?
Acho tudo isso importantíssimo até porque sinto e já senti, mas fico
quase envergonhada com o peso que damos a cada uma dessas coisas quando
paro para pensar em uma mãe adotiva. Perto do delas, o meu
sofrimento é pífio. “Afinal, antes de decidir pela adoção, elas
provavelmente já tentaram engravidar e não conseguiram ou abortaram e já
se submeteram a diversas rodadas de técnicas de fertilização”, diz a
psicóloga Sueli Vincentim Repulho, especializada em adoção, com quem
conversei na semana passada. Veja quais são as principais nuvenzinhas que, segundo ela, assolam a mãe adotiva:
• a ansiedade da espera (enquanto uma grávida sabe que sua gestação não
dura mais do que 42 semanas, uma mãe adotiva não tem ideia de quando o
telefone vai tocar e, do outro lado da linha, alguém dirá que tem uma
criança para ela conhecer); • o medo de não gostar da criança que adotou; • o medo de que a criança não goste dela;
• o receio de que ela seja portadora de alguma doença hereditária (há
quem se negue a adotar uma criança doente, mas, mesmo assim, o problema
pode aparecer futuramente); • como estabelecer um bom vínculo com uma criança que não nasceu dela; • a espera pelo dia em que seu filho vai pedir para conhecer a mãe biológica.
Perto de tudo isso, o cansaço pós-parto, as dores para amamentar e a
falta de tempo para comer, tomar banho ou dormir são fichinha. FOTO: SXC.HU http://chadebergamota.uol.com.br/2013/04/12/os-principais-medos-e-angustias-que-assolam-a-mae-adotiva/
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