Silvana do Monte Moreira, advogada, sócia da MLG ADVOGADOS ASSOCIADOS, presidente da Comissão Nacional de Adoção do IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família, Diretora de Assuntos Jurídicos da ANGAAD - Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, Presidente da Comissão de Direitos das Crianças e dos Adolescentes da OAB-RJ, coordenadora de Grupos de Apoio à Adoção. Aqui você encontrará páginas com informações necessárias aos procedimentos de habilitação e de adoção.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
ADOLESCENTE EM RIBEIRÃO PRETO É 'DESCARTADO' PARA ADOÇÃO
18/10/2013 Instituições de acolhimento da cidade têm 22 crianças para serem adotadas, mas casais preferem bebês (e brancos)
Quatorze crianças com idades entre 7 e mais de 15 anos estão abrigadas
em duas instituições de acolhimento à espera de adoção. Na lista de
espera existem 151 casais. Todas elas fogem do perfil preferido
pelos pais que é bebê, menina e de cor branca. “Normalmente é mais
difícil o casal adotar adolescente. No ano passado, colocamos para
adoção um bebê a cada dois meses, este ano tivemos apenas um”, afirmou o
juiz Paulo Cesar Gentile, da Vara da Infância e da Juventude. A
advogada Sônia Aparecida Paiva, especialista em adoção, concorda com o
magistrado. “A maioria que me procura quer menina, branca e
recém-nascida”.
DIMINUIÇÃO Segundo ele, o número de crianças nas instituições de acolhimento diminuiu nos últimos três anos. “Antes tínhamos 90 crianças abrigadas e agora não passa de 30. De cinco instituições hoje temos apenas duas”.
Segundo Valéria Mattar, psicóloga da Vara da Infância e da Juventude,
este ano três crianças entraram no processo de adoção, que segundo a
legislação não pode ultrapassar dois anos. “De janeiro a outubro
dois irmãos de 7 e 9 anos foram adotados por um casal de São Paulo. Além
disso, também temos um garoto de oito anos que vai ser adotado”,
afirmou ela. De acordo com a psicóloga, os casais não querem adotar
adolescentes, eles preferem crianças. “Tenho dois irmãos, um com 11 e
outro com 13 anos, mas a gente não consegue arrumar família para eles.
Eles devem continuar na instituição de acolhimento até completarem 18
anos. Não podemos colocá-los na rua. É mito pensarem que toda a hora
teremos criança pequena para ser adotada”, afirma.
COMO ADOTAR
Os interessados em adotar devem procurar o Setor de Adoção do Fórum de
Ribeirão Preto que fica no NAI (Núcleo de Atendimento Integrado). No local, o casal se inscreve para participar de uma palestra de orientação que dura cerca de três horas.
“Depois de fazer o curso de adoção eles recebem orientação sobre todos
os procedimentos a serem feitos. Sem este curso não é possível fazer
nada”, explica Valéria.
ADVOGADA DIZ QUE FILA DE ESPERA É RESPEITADA
A advogada Sônia Aparecida Paiva diz que, hoje, a Justiça segue
rigorosamente a fila de casais cadastrados. “Quando a mãe deixa a
criança no hospital é feita uma pesquisa social da família. Caso a
criança seja enviada à instituição é feita outra pesquisa. Quando a
família diz que não quer o bebê, ele é colocado para adoção”. A Vara
da Infância e da Juventude chama o casal que está na fila de espera e,
se houver interesse, a criança é adotada. O procedimento não pode durar
mais de dois anos. “Existem adoções em que a criança já está no seio da
família e precisa ser regularizada. Um advogado é contratado para
formular o pedido. Esta é uma das formas legais de adoção”. Entenda como funciona a adoção de crianças em Ribeirão Preto (Arte / A Cidade) http://www.jornalacidade.com.br/noticias/cidades/NOT,2,2,891824,Adolescente+em+Ribeirao+Preto+e+descartado+para+adocao.aspx
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