quarta-feira, 13 de abril de 2016

RECÉM-NASCIDA É ENCONTRADA NO ALTAR DE IGREJA MATRIZ EM SANTA BRANCA, SP (Reprodução)

12/04/2016
Camilla Motta
Do G1 Vale do Paraíba e Região
Menina foi encontrada no momento que Matriz era fechada ao público. Bebê foi socorrido à Santa Casa e está saudável; ninguém foi preso....
Um bebê recém-nascido foi abandonado nesta terça-feira (12) no altar da Igreja Matriz de Santa Branca, no interior de São Paulo. A criança ainda estava com o cordão umbilical quando foi socorrida. Após receber atendimento médico, a menina passa bem.
De acordo com Adriano Pereira, prefeito da cidade, o diácono Paulo Pereira estava fechando a igreja quando ouviu o choro. Ao se aproximar do altar, encontrou a criança ainda com o cordão umbilical. A suspeita é que ela tenha nascido nesta terça-feira.
"Ele me contou que ouviu o choro e foi procurar. Quando se aproximou do altar, encontrou a criança chorando. Ela estava vestindo uma fraldinha e uma camiseta", disse o prefeito. O diácono não quis falar sobre o caso.
O bebê recém-nascido foi levado para a Santa Casa onde passou por exames. A criança tem 3,430 quilos e 52 centímetros. Após receber o primeiro atendimento, foi encaminhada para o Hospital São Francisco em Jacareí.
"É uma criança bem saudável. Chegou e já mamou. Nós a internamos para fazer vários exames. Ainda não há um prazo para alta, mas assim que sair, ela será levada para o responsável", disse a enfermeira supervisoria do pronto-atendimento do hospital. Ela pediu para não ser identificada.
Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia de Santa Branca para investigar quem seria a mãe da criança e o motivo do abandono. Ninguém foi preso até a publicação desta reportagem.


Original disponível em: http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2016/04/diacono-encontra-recem-nascido-em-altar-de-igreja-em-santa-branca-sp.html

Reproduzido por: Lucas H.

É TUDO FAMÍLIA! (Reprodução)

12/04/2016
Escrito por Sandra Soares (colaboradora)
Dois pais, duas mães, uma mãe sozinha, um homem e uma mulher sem filhos: os novos arranjos familiares do Brasil mudam leis e até roteiros de novela.
O futuro já chegou – ele apenas não está uniformemente distribuído. A frase é de William Gibson, escritor canadense considerado uma espécie de profeta da era digital, especialista em apontar tendências de comportamento desde muito antes de o termo trendhunter virar moda. Se Gibson está certo, o futuro já chegou na casa do estilista Alexandre Herchcovitch e do designer Fabio Souza. E na da modelo Carol Francischini. Já é futuro também para a stylist Flavia Pommianosky. E para muitas outras pessoas, entre elas talvez até mesmo você, que lê esta reportagem. Nesse futuro que começa a ganhar força, encontrar famílias como os Souza-Herchcovitch e seus dois filhos adotivos, mães solteiras (Carol e a filha, Valentina) e casais sem filhos (Flavia e o marido) não será motivo de espanto ou de curiosidade. Será tão normal quanto, por exemplo, conviver com casais divorciados.
Em pauta
Este mês completam-se dois anos da aprovação da obrigatoriedade, pelos cartórios brasileiros, da celebração de casamentos homoafetivos. Vale lembrar que o divórcio, legalizado em 1977, levou alguns anos para ganhar total aceitação mesmo depois de legitimado pela Justiça. Assim caminha a humanidade, ou pelo menos a fatia brasileira dela: a passos lentos, embora cada vez mais acelerados, em direção a um tempo em que as escolhas pessoais serão mais respeitadas, apesar de toda a gritaria nas redes sociais. Como na web os embates proliferam mais que os debates, pode parecer que apenas a intolerância, mais barulhenta e às vezes até violenta, está conquistando adeptos. Pois a tolerância também está. O problema é que tolerantes e intolerantes compõem dois exércitos – e cada lado segue tentando ampliar seu contingente ao capturar a atenção dos indecisos.
Fabio Souza, marido do estilista Alexandre Herchcovitch, acredita que a internet ajudou os homossexuais a sair do armário (confira a hashtag ‪#‎familiasouzaherchcovitch‬). “Hoje tudo é mais claro. A geração gay jovem topou dar a cara a tapa, está militando, diferentemente da minha, que no geral preferiu se esconder”, diz ele. “Ainda que essa geração apanhe, porque afinal a homofobia hoje também é declarada, já existem recursos aos quais recorrer. Ao ganhar voz, a causa conquista simpatizantes. O preconceito se alimenta do medo e do desconhecimento.”
" “Hoje tudo é mais claro. A geração gay jovem topou dar a cara a tapa, está militando, diferentemente da minha, que no geral preferiu se esconder”"
Fabio diz preferir os adversários declarados, como a bancada evangélica do Congresso Nacional, aos opositores disfarçados. Sob a liderança do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os fundamentalistas religiosos batalham pela criação do Dia do Orgulho Heterossexual (!) e para emplacar um projeto de lei segundo o qual só poderá ser considerado família o formato homem + mulher + descendentes. Batizado de Estatuto da Família, ele pretende dificultar a adoção de crianças por casais homossexuais. Mas esbarra na Constituição brasileira. A lei não deixa dúvida: o Brasil é um país laico. Sendo assim, propostas baseadas em argumentos e motivações religiosos não encontram respaldo jurídico.
A verdade é que essa movimentação vem acumulando vitórias nos tribunais e fora deles. A adoção de crianças por casais do mesmo sexo é uma realidade respaldada até mesmo pela maior instância jurídica brasileira, o Supremo Tribunal Federal (a primeira decisão do STF favorável ao tema saiu em março, em um processo apontado como histórico).
ÀS CLARAS
Nas novelas da Globo, beijos entre personagens do mesmo gênero são cada vez mais frequentes. Babilônia (2015) trouxe em seu capítulo de estreia um explosivo encontro de lábios entre duas grandes damas da dramaturgia, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, na pele do casal Teresa e Estela. Bem mais duradouro que um selinho, o beijo pegou o país de surpresa. Beijos homossexuais costumavam ser anunciados com antecedência. Os incomodados poderiam deixar preparado um panelaço ou simplesmente desligar a TV na hora H. Bem, já não é mais assim.
Mais frequentes, mas ainda polêmicos, esses beijos provavelmente jamais serão uma unanimidade. Porque preconceitos costumam ser resistentes. Quase 130 anos após a abolição da escravatura no Brasil, ainda somos palco de manifestações racistas. As mulheres continuam sendo vítimas de machismo. Carol Francischini que o diga. Ao decidir ter e criar sozinha Valentina, hoje com 2 anos de idade, ela foi alvo de muitas críticas e principalmente de uma curiosidade desrespeitosa e invasiva sobre quem seria o pai da criança. “No Brasil, me deparei com extremos de machismo, mas também de feminismo”, lembra ela. Às provocações, misturavam-se mensagens de mulheres em situação semelhante à sua. Pedidos de conselhos. “Conversei e encorajei muitas grávidas que também haviam sido abandonadas logo após a descoberta da gravidez. Acredito que toda a polêmica em torno do meu caso tenha aberto uma porta por aqui. Nos Estados Unidos e na Europa, quando conto minha história, é comum as pessoas não se surpreenderem. No Brasil, ainda existe preconceito.”
"50,1% dos lares brasileiros abrigam arranjos familiares diferentes do tradicional mamãe, papai e filhos."
A stylist Flavia Pommianosky, que há 15 anos se divide entre duas cidades para ficar com o marido – ela passa a maior parte do tempo em São Paulo e ele no Rio –, descreve que o fato de o casal viver oficialmente em cidades diferentes e de não ter filhos provoca muita curiosidade nas pessoas. Uma curiosidade que nasce do confronto da realidade dela (46 anos, sem filhos) com os preconceitos alheios. “Tenho uma vida ótima, amo meu trabalho, viajo muito, minha relação com meu marido é de muito amor e tenho amigos íntimos e queridos, que acabam sendo, para mim, a família”, conta ela. “No Brasil, no entanto, convencionou-se que família é pai, mãe, filho, cachorro e planta no vaso. Determinou-se que mulher precisa ser tudo ao mesmo tempo: profissional, esposa, mãe e, claro, magra. Gente, não existe apenas um modelo de felicidade!”
Não existe mesmo. O último censo do IBGE comprova a variedade de modelos. O levantamento de 2010 mostrou que 50,1% dos lares brasileiros abrigam arranjos familiares diferentes do tradicional mamãe, papai e filhos. Pelas casas do país afora, moram pais e mães solteiros, casais sem filhos, casais gays, “famílias mosaico” (aquelas que combinam filhos de diferentes relações) e toda uma série de outras configurações. O futuro já chegou – ele apenas não está uniformemente distribuído.
Foto: família Souza-Herchcovitch


Original disponível em: http://mdemulher.abril.com.br/familia/elle/e-tudo-familia

Reproduzido por: Lucas H.

JUSTIÇA PEDE QUE "FILHA DOS TRAPALHÕES" SEJA INDENIZADA POR RENATO ARAGÃO (Reprodução)

12/04/2016
Famosos
Eles atuaram juntos no filme ...
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que Renato Aragão pague R$ 20 mil a atriz Fernanda Brasil por danos morais. Eles atuaram juntos no filme "A Filha dos Trapalhões", lançado em 1984 pela produtora do ator.
Segundo o processo, "A Filha dos Trapalhões" ficou durante dois meses em cartaz e fez mais de 2 milhões de espectadores no cinema, mas a atriz alega que o valor pago na época foi baixo e que não recebeu pelos direitos de imagem pelas reprises do filme e pela venda de DVD. O filme foi relançado no box comemorativo dos 50 anos do personagem Didi Mocó.
Na trama, Fernanda é Bebel, abandonada ainda bebê e adotada pela trupe de Didi Mocó em um circo.
"Quando fiz o filme eu tinha 3, 4 anos. Meus pais disseram que o valor do meu cachê foi irrisório. Eles receberam o dinheiro, que deu para comprar uma beliche e mais nada", contou Fernanda em entrevista ao UOL, na época em que entrou na Justiça.
A decisão em segunda instância foi publicada no dia 17 de março e envolve também a Europa Filmes (pelo relançamento em DVD), a TV Globo (pelas reprises) e o Infoglobo (pelo distribuição de cartaz e da fita do filme junto com o jornal). Ainda cabe recurso.
À Justiça, a Renato Aragão Produções Artísticas afirma que o contrato firmado com a atriz engloba a participação e exposição de imagem em filmes. A produtora ainda rechaça a alegação da atriz que não tivera recebido qualquer quantia, e diz que o contrato da época foi extraviado.
Procurada pelo UOL, a Renato Aragão Produções Artísticas e a Globo responderam que não comentam "ações que estejam em curso". Já a Europa Filmes afirmou que não faz mais parte do processo por apenas ter reeditado o filme em DVD.
Fonte: UOL


Original disponível em: http://circuitomt.com.br/editorias/variedades/84656-justica-pede-que-filha-dos-trapalhoes-seja-indenizada-por-renato-aragao.html

Reproduzido por: Lucas H.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

CAMPO GRANDE (Reprodução)

11.04.2016
Filme
Lançamento -9 de junho de 2016 (1h48min) ...
Dirigido por - Sandra Kogut
Com Carla Ribas, Rayane do Amaral, Ygor Manoel
Gênero - Drama
Nacionalidade - Brasil , França

Sinopse e detalhes
Regina (Carla Ribas) é mulher de 50 anos que mora na privilegiada Zona Sul do Rio de Janeiro.
Certo dia, ela encontra na sua porta Rayane (Rayane do Amaral), uma menina de cinco anos que claramente não é da região, e Ygor (Ygor Manoel), seu irmão mais novo.
A garota explica que a mãe pediu que eles a esperassem no mesmo lugar até ela voltar.
Regina, sem saber o que fazer, pensa em levá-los ao orfanato, mas é convencida pela filha adolescente de deixá-los passar a noite.
Assustados com a imensidão da casa, os dois ficam juntos e Regina percebe que eles só possuem um ao outro. Decidida a ajudá-los a encontrar sua família, Regina tem contato com um mundo que não conhecia.

Disponível em: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-240544/

Reproduzido por: Lucas H.

CEIJ/RN REALIZA I CURSO PARA PRETENDENTES À ADOÇÃO NA COMARCA DE CAICÓ (Reprodução)

11/abr./2016
Robson Pires na categoria
CEIJ_Caic...
A Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (CEIJ/RN), em parceria com a Segunda Vara da Infância e da Juventude de Natal e, com a Vara Cível e de Infância e Juventude de Caicó, realizou no auditório do Tribunal do Júri de Caicó, um curso preparatório para pretendentes à adoção. O evento também foi destinado para as partes que possuem processo de Habilitação para Adoção, em tramitação nas comarcas de Jardim do Seridó, Currais Novos, Jucurutu, Florânia, Cruzeta, Acari, Jardim de Piranhas, Serra Negra do Norte, São João do Sabugi, Parelhas, São Rafael e Santana do Matos, além daqueles que residem na sede do Terceiro Foro Regional da Infância e da Juventude, comarca de Caicó.
O curso teve a participação de 25 pretendentes à adoção e foi ministrado pelas técnicas: Fátima Maria de Medeiros e Ana Andreia Maux, lotadas na equipe técnica da Segunda Vara da Infância e da Juventude. O juiz Luís Antônio Tomaz do Nascimento, coordenador do Terceiro Foro Regional, também, representando o juiz José Dantas de Paiva, coordenador estadual da Justiça da Infância e da Juventude, fez a abertura do evento, ressaltando a importância da sua realização em Caicó, pois, antes, os pretendentes da região tinham que se deslocar até Natal, para participarem do curso. Em seguida proferiu palestra sobre os aspectos legais da adoção.


Original disponível em: http://www.robsonpiresxerife.com/notas/ceijrn-realiza-i-curso-para-pretendentes-a-adocao-na-comarca-de-caico/

Reproduzido por: Lucas H.

Antes de adotar, é preciso elaborar o luto pelo filho não gerado (Reprodução)

10.04.2016
Por Taciana Lira
Há tempos vinha pensando em abordar sobre este tema, sobre a situação de vários casais que enfrentaram a infertilidade e chegaram a seus limites, e que naquele momento o desejo da paternidade e maternidade continuam latentes e decidem partir para adoção. Ato este que por várias vezes estimulo por aqui, com certeza de ser apenas outra forma de realizar plenamente este sonho de ter um filho, e diante do exposto não poderia calar para um “alerta” que li há anos atrás num blog querido que deixou saudades, o Quero Ser mãe, da brilhante jornalista Cláudia Collucci, que com seus textos mágicos me ajudou demais nos anos de tentativas. O texto a que me refiro me cruzou novamente por esses dias, justamente quando pensava em lhes abordar sobre a importância de fechar um ciclo e recomeçar e abraçar outro. Não que o desejo em ser mãe ou pai mude, mas as circunstâncias serão diferentes e para um casal que um dia sonhou com o filho gerado na barriga acredito ser saudável e prudente viver, digamos assim, o luto pela “perda” do filho biológico que nunca chegou e posteriormente estar consciente e de coração aberto e totalmente receptivo para a chegada daquele filho tão sonhado, que chegará através da adoção. O texto foi escrito pela psicóloga Luciana Leis:
“A maioria das pessoas- tanto homens quanto mulheres- possui dentro de si o desejo de ter filhos, de poder continuar existindo através de um outro que o represente.
Porém, não necessariamente, isso tem a ver com continuidade genética, já que é possível também se fazer existir por meio de valores e atitudes passados a uma criança com a qual não há laços consanguíneos.
Nem todas as famílias possuem uma configuração na qual há continuidade genética, uma vez que, as relações parentais que se formam nas famílias adotivas são baseadas fundamentalmente em laços de amor que unem seus membros.
A palavra “adoção” significa cuidar, considerar, se apropriar; é também o ato de dar um lar a crianças que não puderam ser criadas por seus pais biológicos; e significa ainda, dar a possibilidade de ter filhos à pessoas que tiveram problemas com a fertilidade ou que optaram por cuidar de crianças sem ter laços biológicos.
No caso de casais com dificuldade de gravidez, nota-se que a adoção surge como uma outra porta que pode ser aberta a caminho da maternidade e paternidade. No entanto, para que essa porta possa se abrir, é necessário que o luto pela perda do filho biológico possa ser vivenciado.
Não há como adotar uma criança, de forma saudável, sem se passar pelo processo de aceitação e elaboração da infertilidade, pois é justamente após esse processo que o casal pode, aos poucos, abrir espaço emocional para a chegada do filho de uma outra forma, diferente da idealizada, mas uma forma possível e não menos satisfatória.
Faz-se relevante destacar também, que o desejo de ajudar uma criança não é suficiente para que a adoção se dê, pois não estamos falando de um ato de amor ao próximo e sim, da constituição de uma família, dentro da qual é necessário que essa criança tenha um lugar de filho, assim como qualquer filho biológico. A criança adotiva precisa se sentir escolhida e desejada por seus pais.
Portanto, a adoção sempre implicará em tomar para si algo que antes era estranho e que, com o tempo, poderá se tornar muito familiar. Coloco para finalizar uma questão: Muitas mulheres não conseguem adotar os próprios filhos, será que são mães?”
E dando prosseguimento ao texto e respondendo esta última pergunta me atrevo a responder: mãe é aquela que ama outro ser mais que a si mesma, é aquela que para estar bem o filho tem que estar bem, é aquela que ama, cuida e se doa incondicionalmente, e infelizmente muitas mulheres tem apenas o título de mães, sem tê-lo merecidamente. Triste realidade.
Felizes as crianças, os filhos de todas vocês que mesmo ainda sem serem mães, já incorporaram essa figura e o amor maternal já transborda nos seus corações!


Original disponível em: http://maternidadesonhada.com.br/antes-de-adotar-e-preciso-elaborar-o-luto-pelo-filho-nao-gerado/

Reproduzido por: Lucas H.

'CRIANÇA SURPREENDE PELA FACILIDADE DE CRIAR LAÇOS', DIZ MÃE ADOTIVA (Reprodução)

Luísa Martins - O Estado de S. Paulo
09 Abril 2016
Casal de Brasília adotou quatro irmãos de um só vez e ficou com seis filhos...
Todo dia ela e o marido fazem tudo sempre igual. O despertador toca às 5h30 e lembra que os próximos minutos serão uma maratona. São seis crianças para acordar, seis mochilas para preparar, seis cafés da manhã para dar, seis para acomodar na van, seis para levar à escola.
Nada disso é um sacrifício porque foi quase tudo planejado. Depois de dois anos e meio na fila para adotar uma criança, a funcionária dos Correios Luciana Aragão recebeu a ligação da Vara da Infância e Juventude de Brasília. “Vocês querem conhecer um grupo de irmãos? São quatro, de 1, 3, 6 e 7 anos.”
MÃE ADOTIVA QUERIA TER FAMÍLIA GRANDE
A afirmativa chamou a atenção dos profissionais do juizado. Se já é raro encontrar famílias que aceitem adotar em grupo, o fato se tornava ainda mais inusitado pela realidade de Luciana: ela já tinha um filho de 8 anos e estava grávida de outro.
Guilherme, o primogênito, havia anos manifestava o desejo de ter um irmão. Ganhou cinco: Gabriela, que nasceu meses depois, e Diego, Maria Luiza, Ana Isabele e Josiele, adotados em maio de 2014. “Mantivemos os nomes. Era a única coisa que eles tinham”, diz a mãe.
Luciana e o marido, Alessandro, não queriam adotar bebês: crianças mais velhas se ajustariam melhor ao ritmo da casa. E o temor da dificuldade em criar vínculos nem chegou a se instalar. No primeiro dia, Luciana virou “mãe” e Alessandro, “pai”.
Guilherme foi peça-chave para a adaptação das crianças. “Ele e Diego se identificaram de imediato, o que para nós foi um presente. Crianças surpreendem a gente com a facilidade de criar laços”, diz Luciana.
PASSADO.
Mas nem tudo foi tão fácil. O casal precisou trabalhar a compreensão de que, eventualmente, os filhos adotivos podem falar do passado, especialmente os mais velhos, que chegaram a conviver com a família biológica. “A família adotiva deve ser guardiã dessa história e estar disponível para conversar sobre o assunto com os filhos”, diz Niva Campos, da Vara da Infância e Juventude – conselho que Luciana e Alessandro pretendem seguir.
Outro desafio foi recuperar o “tempo perdido” do aprendizado e dos estudos. Mesmo os filhos adotivos mais velhos chegaram sem saber o que era um telefone, uma televisão, uma padaria ou um carro. “Eles não sabiam diferenciar dia e noite”, lembra ela, atribuindo o atraso ao pouco estímulo intelectual feito pelas instituições de acolhimento. No novo lar, não tem moleza: fazer o dever de casa e estudar é prioridade na rotina.
Luciana diz que já “encerrou a fábrica”. Se depender dos irmãos, os seis poderiam ser sete. “Guilherme e Diego já estão reivindicando mais um menino.”


Original disponível em: http://www.portalsoma.com.br/noticias/brasil/crianca-surpreende-pela-facilidade-de-criar-lacos-diz-mae-adotiva.html

Reproduzido por: Lucas H.