Silvana do Monte Moreira, advogada, sócia da MLG ADVOGADOS ASSOCIADOS, presidente da Comissão Nacional de Adoção do IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família, Diretora de Assuntos Jurídicos da ANGAAD - Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, Presidente da Comissão de Direitos das Crianças e dos Adolescentes da OAB-RJ, coordenadora de Grupos de Apoio à Adoção. Aqui você encontrará páginas com informações necessárias aos procedimentos de habilitação e de adoção.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
ADOÇÃO RIMA COM CORAÇÃO
07/11/2012 Paiva Netto
Em maio, o Dia das Mães (sempre no segundo domingo do
mês) e o Dia Nacional da Adoção (25/5) guardam especial afinidade. O sagrado
dom da maternidade, também expresso no belo gesto da adoção, deve compartilhar
amor e afeto igualmente de forma inclusiva.
Esse importante tema
foi discutido recentemente na Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), no programa
“Sociedade Solidária”. O apresentador e graduando em Ciências Sociais Daniel
Guimarães entrevistou Mônica Natale de Camargo, gerente executiva do Grupo de
Apoio à Adoção de São Paulo (Gaasp).
MUDANÇA DE CULTURA
Estimativas apontam que para cada criança na fila de adoção, há seis casais ou
indivíduos pretendentes. Mônica Natale esclarece: “Ainda temos aquela cultura
do perfil. O que a maioria dos pretendentes deseja? Eles querem aquelas
crianças menores, bebês, brancos ou da mesma etnia. E as crianças que estão
disponíveis geralmente são de grupos de irmãos e com idade avançada, e algumas
com necessidades especiais. Então, o que tem de se fazer? Mudar essa cultura de
adoção no Brasil. O pretendente tem que entender qual é a realidade do país, e
começar a olhar com carinho para as crianças, mudar aquela concepção do filho
idealizado para o filho possível”.
LONGE DE NÓS O PRECONCEITO
O alto sentido de humanidade precisa habitar o coração das criaturas, não
deixando espaço para preconceitos. A gerente do Gaasp aponta para o que pode
ser feito: “Primeiro, uma divulgação maior do que é a adoção, entender o que
significa adotar, o que significa um filho na sua vida. Isso é importante! A
cultura da adoção tem que ser mudada, sim, com programas como este onde se
discute, onde se fala dessas necessidades”.
O assunto realmente merece um olhar mais atento da parte de todos, seja das
políticas públicas ou da sociedade. É direito básico de toda criança ter uma
família que a proteja, ame e respeite.
Quem quiser se informar melhor, acesse o site do Grupo de Apoio à Adoção de São
Paulo: www.gaasp.org.br. Procure também conhecer a legislação
brasileira sobre o tema.
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