segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Comarca de São Francisco do Guaporé realizou o Curso Preparatório para Pretendentes à Adoção (Reprodução)

29 Julho 2016

O núcleo psicossocial da comarca de São Francisco do Guaporé realizou no dia 28 de julho de 2016 o 2° Curso Preparatório para Pretendentes à Adoção de Crianças ou Adolescentes, com o objetivo de instruir, capacitar, discutir e preparar os pretendentes sobre os aspectos jurídicos, sociais e psicológicos da adoção.
O assistente social Alessandro Lauriano e o psicólogo Everaldo Fornelli abordaram junto aos ouvintes os temas relacionados à adoção: reflexões e motivos da entrega; mitos e preconceitos; gestação emocional; filho real x filho idealizado; importância do estágio de convivência para a construção de vínculos; expectativas de pretendentes e crianças; revelação, história de vida, devolução, trâmite processual e esclarecimentos sobre os sistemas Encontrei e Cadastro Nacional de Adoção.

defensor públicoWilson Neves de Medeiros Júniore a assessora Tatiane Braz de Andrade palestraram sobre os aspectos jurídicos da adoção, guarda e tutela, modalidades de colocação em família substituta. O evento foi organizado pelo núcleo psicossocial e a administração da comarca e contou com a participação de pretendentes, conselheiros tutelares, assistentes sociais e psicológicos da rede de atendimento do município de São Francisco do Guaporé.
Assessoria de Comunicação Institucional


Reproduzido por: Lucas H.

Menino 23: infâncias perdidas no Brasil (Reprodução)

29 de julho de 2016

O documentário “Menino 23: infâncias perdidas no Brasil” nasce da pesquisa de doutorado do historiador Sidney Aguilar e ocupa as telas sob a direção de Belisario Franca. Ganhou recentemente o prêmio de melhor documentário no Festival Cine Ceará de 2016. Para o crítico Felippo Pitanga, o diretor “consegue não apenas confirmar a excelência dos documentários brasileiros contemporâneos, como exceder as expectativas narrativas com este mote ousado e urgente para os dias atuais”.
O questionamento, que dará início as pesquisas, surge numa aula de ensino médio sobre o Nazismo/Segunda Guerra Mundial. Aguilar relata que, durante essa aula, uma aluna disse que a fazenda da família estava toda marcada com a inscrição nazista: os tijolos, documentos da fazenda, fotos do gado. Trabalho engenhoso que investiga como e por que a suástica nazista estaria presente dessa maneira em uma fazenda do interior de São Paulo. A partir daí se descobre que 50 meninos negros foram levados de um orfanato do Rio de Janeiro (Romão de Matos Duarte), em 1933, para trabalhar como escravos nessa mesma fazenda, onde permaneceram até 1942, quando foram “liberados”.

O que mais surpreende é que esse grupo de garotos foram “adotados” por um fazendeiro branco para que pudessem estudar e se desenvolver. Teoricamente, esse senhor, da tradicional família brasileira, estava fazendo um grande bem a humanidade. No entanto, a partir dos relatos, principalmente de Aloísio Nunes (o menino 23), percebemos que a aparente legalidade se transfigurava em trabalho forçado. Ou seja, a escravidão era uma realidade, mesmo em plena República, que deveria garantir a liberdade e a igualdade entre todos os brasileiros.

A atribuição de números aos meninos era uma clara alusão ao que acontecia nos campos de concentração. É pela fala que transparece o sofrimento dos sobreviventes desse período: o sr. Aloísio explica que os garotos eram submetidos a uma rotina diária que incluía o trabalho com os animais e na roça, sem intervalos e sem recebimento de salário, castigos físicos e banhos frios. Só conseguiam pensar em fugir daquela prisão, enfatiza.

A partir do documentário e da memória dos agentes, podemos perceber que a realidade desses meninos dizia que o Brasil era um país preconceituoso, permeado pela teoria eugenista, que pregava a supremacia branca e uma suposta limpeza étnico-social.

Teorias e ideias que estão presentes, ainda hoje, na sociedade brasileira de forma silenciosa e dissimulada, desnudadas pelo documentário e pela perspicácia estética, cuidadosa nas transições dos depoimentos para as imagens do período. Evidenciamos, assim, o quanto o racismo está entranhado em nossa sociedade e o quanto sair do silêncio se faz necessário e urgente.

Nádia Cristina Ribeiro

*Doutora em História Social pela Universidade Federal de Uberlândia, Prof. da Rede Estadual de Ensino em Uberlândia, da Faculdade Santa Rita de Cassia (IFASC) – campus Itumbiara e integrante do Núcleo de Estudos em História Social da Arte e da Cultura – NEHAC.

Original disponível em: http://www.correiodeuberlandia.com.br/colunas/nehac-2/menino-23-infancias-perdidas-no-brasil/

Reproduzido por: Lucas H.

Cria inicia projeto para pais e pretendentes à adoção (Reprodução)

29/07/2016

O Centro de Reintegração Familiar e Incentivo à Adoção, Cria, está realizando um novo projeto voltado ao debate de temas relacionados à adoção. O Papo da Adoção é uma reunião com pretendentes e adotantes que visa a preparação para o exercício da maternidade/paternidade e a troca de experiências.

No Papo da Adoção desta sexta-feira (29) o grupo reunido vai abordar a palestra “Como e quando dialogar com o (a) filho (a) sobre adoção”, a ser proferida pelo psicopedagogo e assistente social, Fabrício Barbosa.

O encontro é aberto ao público em geral e tem previsão para acontecer sempre nas últimas sextas-feiras de cada mês, às 18 horas, na sede do Cria, localizada na Rua São Pedro, 1841, no centro de Teresina.

Original disponível em: http://www.meionorte.com/noticias/cria-inicia-projeto-para-pais-e-pretendentes-a-adocao-299281

Reproduzido por: Lucas H.

Projeto Padrinhos é lançado na Comarca do município de Poconé (Reprodução)

29/07/2016

O Projeto Padrinhos foi lançado na comarca de Poconé (a 100 km de Cuiabá), nesta terça-feira (26 de julho). Agora, crianças e adolescentes com mais de sete anos de idade que estão no Centro de Atendimento ao Menor Colégio Nazaré poderão ser oficialmente beneficiados pela iniciativa da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), que prevê apoio financeiro ou afetivo aos jovens acolhidos em instituições públicas.
 
O evento foi realizado no Fórum e contou com a presença do juiz auxiliar da CGJ Luiz Octávio Saboia, da juíza da Infância e Juventude da comarca, Kátia Rodrigues Oliveira, do promotor de justiça Danilo Cardoso Lima e do representante da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional de Mato Grosso (OAB-MT) Jander Tadashi Babata. Também participaram do lançamento a prefeita Nilce Mary Leite, a secretária municipal de Assistência Social, Emprego e Renda Vera Buss Volpato, a secretária municipal de Educação e Cultura Maria Rosa Rondon Monge dos Santos e integrantes da rede de proteção à infância e juventude.

Durante a solenidade, os irmãos Lívia Gabriela Bastos das Neves, de 13 anos, e Guilherme Bastos das Neves, de 9 anos, fizeram uma apresentação musical que emocionou a todos. Eles são músicos mirins do Projeto Ciranda, naturais do município. O adolescente Gabriel Correa da Silva, autor do nome ‘SOS Criança’ dado ao aplicativo que viabiliza de forma instantânea as denúncias de violações cometidas contra os direitos da criança e do adolescente em Mato Grosso, também compareceu.
 
E para promover a reflexão de todos os presentes, no local ficou exposta uma escultura do artista plástico Junne Fontenele Cardoso, acompanhada da frase "Prevenir hoje... Para não se tornar um abandonado amanhã".
 
Saiba mais - O objetivo do projeto é oferecer melhores condições ao desenvolvimento infantojuvenil, como forma de minimizar sofrimentos causados pela falta do convívio familiar e comunitário, por meio do incentivo à participação de pessoas que não têm interesse na adoção ou guarda, mas que desejam ‘apadrinhar’ essas crianças e adolescentes.
 
As modalidades de apadrinhamento são:
- Afetivo = é aquele que dedica parte do tempo para a criança ou o adolescente, faz visitas regularmente, compartilha momentos especiais nos fins de semana, feriados ou férias escolares.
- Provedor = é quem dá suporte financeiro às crianças e adolescentes por meio de doação de material escolar, calçados, pertences de uso pessoal ou com patrocínio de cursos profissionalizantes, artísticos, educacionais e esportivos.
- Prestador de serviços = normalmente é um profissional liberal que se cadastra para atender às crianças e aos adolescentes conforme sua especialidade de trabalho (dentista, médico, professor, etc.).
 
Capacitação – Na segunda-feira (25 de julho), as assistentes sociais da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Ivone Leite Moreira Moura e Nadir dos Santos Nadaf, realizaram um treinamento com a equipe multidisciplinar do Fórum, integrantes do Conselho Tutelar, do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas), do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) e demais órgãos da rede de proteção. As servidoras apresentaram o projeto, como ele funciona, os tipos de apadrinhamento e qual o público atendido. Na sequência, visitaram a instituição de acolhimento.


Reproduzido por: Lucas H.


Amazonas é rota do tráfico de pessoas para o Suriname, Venezuela, Suíça e Espanha (Reprodução)

28/07/2016

Silane Souza Manaus (AM) 
                               
“O Amazonas é sim uma rota para fins de tráfico internacional de pessoa. O Estado serve de rota para o Suriname, Venezuela, Suíça e Espanha conforme casos denunciados”. Quem afirma é a secretária executiva de Política para Mulheres da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Keyth Bentes. De acordo com ela, de 2011 a 2014 foram registrados 20 casos de tráfico humano na região, sendo 18 com fins de exploração sexual e dois de trabalho análogo a escravidão.

Ela revelou as informações nesta quinta-feira (28) durante a abertura da “Campanha Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas Coração Azul”, que será realizada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) até amanhã, Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A ação tem por objetivo sensibilizar e informar a população sobre a questão do tráfico de pessoas, além de chamar a atenção para as principais características que indicam o crime e onde buscar ajuda.

Conforme Keyth, no Amazonas há 13 Postos Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante que garantem acesso a cidadania dos migrantes e servem de ponto de denúncia sobre tráfico humano e atendimento inicial às vítimas desse crime. Além disso, as denúncias também podem ser feitas pelo 100 ou 180, sendo que este último número é  interligados com 16 países. “Se vê pelo número de ocorrências que são casos extremamente difíceis de denunciar, por isso é importante fazermos essas ações de prevenção”, apontou.

A coordenadora nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Ministério da Justiça, Renata Braz, disse que um dos grandes desafios é levar o conhecimento desse crime a sociedade porque ele não tem uma materialidade como outros crimes como o tráfico de droga que pode ser visualizado. “São situações e é multifacetário. O crime acontece desde o aliciamento ao transporte dessa pessoa até a exploração, que muitas das vezes é sexual, mas nem sempre é, exclusivamente, exploração sexual”.

De acordo com ela, as pessoas também são traficadas para realizar trabalhos forçados. Há ainda o tráfico de pessoas para extração de órgãos e tecidos humanos, para adoção ilegal, entre outros. “Nós temos uma dificuldade muito grande de fazer as pessoas perceberem que elas estão diante de situações que configuram crime de tráfico de pessoa. Muitas pessoas sequer sabem que são vitimas desse crime. Mas esse é o nosso papel: mobilizar a sociedade e os agentes públicos para chamar atenção da existência desse crime, que é extremamente rentável, mundialmente, é o terceiro crime mais rentável, mas acontece no calabouço”, disse.

Caso

Um dos casos de maior repercussão no Estado, ocorreu no final de outubro de 2012. Na época, a travesti parintinense Bruna Valadares, com 27 anos, se libertou de uma rede de tráfico humano paulista após conseguir fugir da casa onde era mantida em cárcere privado e denunciar o caso ao Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo. Ela passou seis meses no local.

Bruna foi recrutada pela travesti identificada como Eva Tompson, com a promessa de receber implantes de silicone. Mas quando chegou a Jundiaí, no interior paulista, foi feita escrava sexual com outras travestis. Passava o dia aprisionada em uma casa, liberada somente à noite para fazer programas. Era espancada e foi ameaçada de morte até conseguir fugir. “Não quero que as pessoas passem pelo que eu passei”, disse a travesti na época que retornou a Parintins.

Como evitar o tráfico

Antes de aceitar ofertas de trabalho, procure conhecer seus direitos como trabalhador e as condições de trabalho oferecidas; prefira ofertas de emprego de instituições formalmente reconhecidas; não entregue documentos pessoais  a ninguém. Além do documento original, tenha sempre uma cópia em mãos; e deixe contatos telefônicos e endereço com familiares e amigos.

Blog: Bruna Candice 

Presidente da Comissão Regional dos Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal no Amazonas
"A Polícia Rodoviária Federal tem trabalhado principalmente em ações preventivas e educativas nas quais a gente incentiva as pessoas que verifiquem e fiquem atentas aos sinais de tráfico de pessoas incentivando-as a denunciarem. Ao longo das BRs nós fazemos trabalho de fiscalização e nessa abordagem realizamos um projeto chamado Cinema Rodoviário, que dentre os temas debatidos está o tráfico de pessoa. Durante as averiguações dos veículos (particular, de transporte de passageiro interestadual e até mesmo urbano), convidamos os usuários a sair e assistir junto conosco uma pequena palestra e vídeos de sensibilização. A gente orienta como identificar sinais de tráfego de pessoas: convites valorosos, promessas de riqueza fácil, convite para o exterior de pessoas que desconhecidas, esses são os principais sinais. Há princípios nós não fizemos nenhuma interceptação, não encontramos nenhum indício de tráfico de pessoas ao longo nos últimos dois anos nas rodovias do Amazonas".

Campanha

No primeiro dia da “Campanha Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas Coração Azul”, ontem,  houve palestras sobre “Tráfico de Pessoas no Contexto Nacional” e “Tráfico de Pessoas no Contexto Amazônico”. Também teve a apresentação do Plano Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas além da exposição da caixa temática sobre tráfico humano na esteira do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

A caixa mede 66 x 77 e possui a plotagem de uma mulher encarcerada. “O aeroporto é um dos principais meios utilizados pelo crime organizado do tráfico internacional de pessoas. Com essa ação queremos chocar e informar os passageiros sobre essa questão, pois ela é real e pode estar acontecendo com uma pessoa que está do nosso lado”, enfatizou a titular da Sejusc, Graça Prola.
Houve ainda a reativação do Posto Avançado de Atendimento Humanizado do Migrante no Distrito do Cacau Pirera em Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus). A programação terminou com a iluminação azul em prédios como do Teatro Amazonas, Assembleia Legislativa (Aleam), Câmara Municipal de Manaus (CMM), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e Sejusc.

Ação na Zona leste

Nesta sexta-feira (29), haverá uma programação especial voltada ao público estudantil da rede pública de ensino em que seis escolas da Zona Leste, onde exibirão simultaneamente o filme “Anjos do Sol” que trata da temática sobre o tráfico de pessoas. Em seguida, acontece uma roda de conversa com os estudantes.

No sábado (30), das 8h às 11h, serão realizadas abordagens educativas com panfletagem na Estação Rodoviária de Manaus, Feira Coberta da Ceasa, Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, Posto de Fiscalização da Ponte Rio Negro e Barreira Policial da BR-174.

Original disponível em: http://www.acritica.com/channels/cotidiano/news/sexta-feira-trafico-de-pessoas

Reproduzido por: Lucas H.

Acolhimento provisório e colo (Reprodução)

28 de julho de 2016

Levando em conta o aconchego que é o Lar Luz e Amor, as famílias interessadas em adotar uma criança ou que queiram levar de volta para casa os pequenos que foram separados por ordem da Justiça, têm de estar muito bem preparadas para acolher esses bebês. Mais do que roupinha limpa, caminha arrumada e refeição feita na hora, as criancinhas abrigadas no Lar ganham colinho. Colinho de vovó. Nescy Fernandes da Silva, a Vó Nescy, mais do que fundadora e presidente, é a matriarca do abrigo Lar Luz e Amor, uma casa de acolhimento para crianças de zero a quatro anos, em situação de risco, que funciona em Higienópolis, em área anexa ao Abrigo Cristo Redentor.

A maioria dos acolhidos é de bebês, alguns com dias de nascido, filhos de moradores de rua, viciados em crack, que vivem em estado de abandono e necessitam de proteção – e colo. Ficam no abrigo até que o Juizado de Menores decida o destino deles. As alternativas são duas: adoção ou a reinserção familiar. “Temos algumas crianças um pouco maiores de quatro anos, pois quando há irmãos é preciso acolher a todos, mantendo-os juntos”, explica Cláudia Lóssio, uma das cinco pessoas que compõem a diretoria voluntária do abrigo. Os anjos da guarda de Vó Nescy.

A solidariedade dos “amigos” e a dedicação de Vó Nescy é que mantêm o abrigo de portas abertas. Isso porque essas pessoas se recusam a enxergar a criança abandonada como problema social.

Enxergam como criança que precisa de cuidados. “Basta amor, não precisa ter fazenda em Mato Grosso”, brinca Vó Nescy, que completa 79 anos em outubro. Atualmente, o Lar cuida de 17 crianças e, pelos cálculos do Ministério Público, fiscalizador das instituições, a média anual de atendimento chega a 180. A instituição não recebe um centavo de verba pública.

Da dor ao amor

Vó Nescy sempre teve vocação para cuidar de crianças. Teve sete filhos do casamento com Francisco Farias, seu cúmplice, que a ajudou a erguer o Lar. E adotou outros sete. “As mães solteiras pediam para eu cuidar, porque sabiam que eu tinha muitos filhos e, às vezes, sumiam. Aí, eu peguei a primeira, a segunda e, em 1992, já tinha meus sete filhos e duas adotadas”. Foi no dia 31 de outubro de 1992, aniversário de Vó Nescy, que ela sofreu o mais duro golpe da sua vida. O filho caçula, Cláudio, então com 22 anos, faleceu em um acidente de carro. “Ele estava vindo almoçar comigo”, lembra com profunda tristeza. “Fiquei perdida, não tinha mais fé em Deus.

Passei a costurar feito uma louca até de noite, para aliviar a dor”. Foi quando a vida lhe deu a oportunidade de transformar a dor, em amor. Nessa ocasião, oito crianças abandonadas foram parar dentro do Abrigo Cristo Redentor, uma instituição do Estado voltada para velhinhos desamparados e doentes. Como as crianças não poderiam ficar ali, corriam o risco de serem jogadas na rua. “Uma amiga pediu para eu abraçar essa causa. Eram oito crianças, com até quatro anos”, recorda Vó Nescy. “Abandonei a minha casa. Deixei marido, deixei tudo. Foi meio trágico, meus filhos ficaram sentidos, mas vim. Dormia no chão com essas oito crianças, mas um mês depois, já eram 38 crianças para eu cuidar”. Ficou com a criançada em uma casinha rudimentar, de quarto e sala, localizada num terreno dentro do Abrigo Redentor.”Talvez tenha sido um ato de loucura, mas que, pra mim, foi confortável. Aceitei a morte do meu filho. Continuei aqui sem nem ir em casa. Falei: não volto. Lá em casa tem um vazio que não me completa mais e eu quero ser mãe de quem não tem ninguém pra cuidar”.

Depois de seis meses sem voltar para seu espaçoso apartamento na Penha, Vó Nescy recebeu o marido no abrigo improvisado. Seu Francisco, que ganhava a vida como serralheiro, também largou tudo e foi ficar com ela e as crianças.

“A gente trazia as coisas de casa, os vizinhos davam, eu costurava, fazia roupa, vendia, mas ninguém passou fome e meu trabalho seguia”, conta. A história da velhinha que cuidava de dezenas de crianças abandonadas, numa casinha, cercada de mato, na área do Abrigo Cristo Redentor, ganhou as ruas e as casas das pessoas que queriam ajudar. Muitas delas passaram a fazer doações regularmente para manter o lugar funcionando, mesmo que precariamente. Mas, a história também chegou aos ouvidos das autoridades competentes. “Aí, veio o pessoal do Juizado de Menores, porque chegaram muitas denuncias sobre uma senhora de idade com uma porção de crianças sem nada legalizado”, lembra Vó Nescy, para em seguida exibir um delicioso sorriso. “Cada vez que o juiz vinha aqui, a casa aumentava um pouco, abria outra porta. A casa cresceu, construímos o outro lado”, diz a Vó, referindo-se ao móvel maior, onde além de quartos e banheiros, brotou uma bela cozinha. Tudo com dinheiro de doação e a força de trabalho do seu Francisco e dos voluntários.

Espaço vitalício

Até que em 1998, mais denúncias e veio um pessoal de Brasília. O terreno, apesar de estar dentro dos muros do Abrigo Cristo Redentor, pertencia à Legião Brasileira de Assistência (LBA). Vó Nescy sorri novamente. “Eles me cederam o espaço, para que fizesse a obra social, sem interferência de ninguém. É vitalício. Fiquei feliz da vida. Comecei a fazer almoços, eventos e a sonhar. Queria uma casa de dois andares. Aí legalizou tudo e o Colégio Santa Mônica e a Eletromar ajudaram a fazer o prédio”.

O prédio, do jeito que Vó Nescy sonhava, tem três quartos: o dos meninos, das meninas e dos bebês. Tem ainda salas para atividades e um cômodo onde Vó Nescy guarda as coisas do bazar e a velha máquina de costura, que até hoje ela usa para fazer fronhas e umas roupinhas para vender no bazar. Seu Francisco morreu há oito anos. Ele e Nescy foram casados durante 52 anos. “Sou do Rio Grande do Norte. Ele era do Ceará. Vim pro Rio de Janeiro, com 16 anos. Tinha família estruturada. Mas conheci ele, casei com 19 anos e mudei minha vida”, conta a Vó, que chegou a estudar até o quinto período na faculdade de Serviço Social. “A minha vida é isso e eu vou continuar”, diz Vó Nescy, aquela que saiu de casa para erguer um Lar.

Original disponível em: http://projetocolabora.com.br/mapa-das-ongs/acolhimento-provisorio/

Reproduzido por: Lucas H.

GNT EXIBE CHAMADA EPROGRAMAÇÃO ESPECIAL EM HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS (Reprodução)

27/Jul/2016
Para celebrar o Dia dos Pais, o GNT preparou homenagem aos pais de todo Brasil. O canal está exibindo uma chamada que mostra o posicionamento e os desejos masculinos, diante das diferentes situações no dia a dia das crianças. O objetivo do canal com a peça não é somente comemorativo. A intenção é provocar um debate sobre as mudanças na participação dos pais, que é cada vez mais ativa, na vida e ...na educação dos seus filhos. Clique neste link para assistir.
https://www.youtube.com/watch?v=4dLkOXge-1g&feature=youtu.be

Dentro desse contexto, o GNT prepara ainda uma programação especial para homenagear a data. No dia 8 de agosto, às 21h, o Papo de Segunda abre as comemorações com um bloco sobre os pais. Os apresentadores Marcelo Tas, João Vicente de Castro, Léo Jaime e Xico Sá conversam ao vivo diretamente do Parque Olímpico sobre o incentivo dos pais com os filhos no esporte.

Em seguida, no dia 9 de agosto, às 20h30, o Bela Cozinha relembra um episódio com a participação do marido da apresentadora, João Paulo Demasi, e sua filha Flor. Às 21h30, Micaela Góes salva a desorganização de um pai solteiro com seu filho em um episódio especial de Santa Ajuda. Às 23h, o programa Histórias de Adoção conta a vida do menino que foi adotado por um pai, virou padrasto de dois meninos e acabou tendo seu primeiro filho biológico.

O Boas Vindas também celebra a data, no dia 12 de agosto, às 22h30, com a reprise de um episódio da temporada 'Nasce Um Pai' que traz as emoções masculinas com a chegada de um filho. Para fechar a semana, no dia 14 de agosto, à 0h30, o GNT.doc traz o documentário The Challenge. O filme mostra a vida do pai de Harrison após a descoberta da morte do filho por consequência de uma doença muscular. Ele decide treinar para poder carregar o seu filho durante uma competição de triatlo: nadam 3,8km, andam 180km de bicicleta e correm 42km, tudo para dar uma experiência única a uma criança que não terá muito tempo de vida.

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Original disponível em: http://blog.lineup.net.br/2016/07/gnt-exibe-chamada-eprogramacao-especial.html

Reproduzido por: Lucas H.