quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Depois de 5 anos, 2017 chega como fim da luta por uma filha e o começo de outra (Reprodução)

01/01/2017

Uma história de novela, que quase levou a protagonista para a prisão. Nossa personagem de 2017 é uma mulher que lutou durante cinco anos para ser mãe. Depois de escolher o caminho da adoção ilegal, bateu o pé até ver seu nome na certidão de nascimento da filha.

Não podemos identificar nem mãe e nem filha, mas se pudéssemos, usaríamos uma bela fotografia para dar olhinhos ao sorriso da menina de 5 anos. Espuleta e tagarela, ela sabe que a casa é sua e quer mostrar desde os passarinhos no quintal, até o quarto e os cachorros nos fundos.

Na sala de casa, um quadro na parede revela para quem chega que a menininha é bailarina. E é no sofá que ouvimos o desabafo de uma mãe, que vê um ano de oportunidades para viver a plena maternidade sem medo de que alguém lhe tire o que hoje a justiça já reconhece por direito.

"Eu sempre quis adotar, sempre, desde criança. Minha mãe trabalhava no fórum e uma vez deixaram uma criança lá em casa, porque não tinha abrigo", recorda a lembrança da infância. Hoje ela é técnica agropecuária e tem 38 anos.

Ao vir para Campo Grande, se casou e tentou engravidar. Não conseguiu e decidiu junto do marido ingressar na justiça, com o pedido de adoção. Só que o casamento 'desandou' e ela esperou para adotar quando chegasse a hora.

"Me separei, mudei de casa e agora que baixou a poeira, eu falei: vou adotar sozinha. Financiei essa casa, pintei todo o quarto de rosa, escolhi o nome", narra a mãe.

Nas palavras dela, a gente começa a entender um pouco da adoção paralela a qual a justiça luta contra. "Quando você pensa em adotar, começa a aparecer. Apareceu uma mulher que queria dar a criança, só que quando nasceu, ela desistiu. Depois apareceu outra lá em Fátima do Sul, também desistiu...", conta.

Um tempo depois, no frigorífico onde a mãe trabalha, uma nova história chegou. De uma recém-nascida, de 27 dias, que a mãe era dependente química e queria dar a criança. A avó da menina não podia acolher as duas e foi quem intermediou o processo. 

"Eu já tinha tudo montado e quando ela me procurou, não pensei duas vezes. Fui até a casa desta senhora num domingo, ela não estava. Mas a menina era cuidada por outra de 11 anos, estava toda enrolada em cobertores e tomava leite de saquinho". A cena vem à cabeça como se tivesse acontecendo agora, diante dos olhos dela. 

O coração já era o de mãe. Ela se comoveu e acompanhou de perto até a avó voltar para casa, dias depois. Ao tentar pegar a criança de novo, nossa personagem soube que a mãe tinha levado a filha embora quando ninguém quis dar dinheiro para ela bancar o vício.

"Cheguei até onde ela estava morando, era uma vilinha de dependentes químicos. Aí me contaram que ela estava fazendo programa com um cara que tentou matá-la e ao fugir, ela jogou a criança. Entregaram para um morador que levou até a boca de fumo e entregou o bebê a troco da dívida da mãe", recorda desesperada.

A técnica em agropecuária não pensou duas vezes e bateu na boca de fumo. Ninguém queria levá-la até lá. A menininha só amanheceu, acredita a mãe adotiva, porque um cachorro dormiu junto dela e a vizinhança dos arredores da boca, viu a cena. No local, a avó da criança entregou a neta como se fosse um objeto "tó", narra.

"Ela não tinha 40cm, não pesava nem 1,9kg", recorda das medidas. O estado da criança era de chorar. O umbigo que ainda não tinha caído estava infeccionado, as roupinhas sujas e a fralda sem trocar. 
No dia seguinte, ela e a avó da criança levaram o bebê até o Hospital Regional, onde ela tinha nascido, para tomar as vacinas. No local, enquanto a mulher conversa com os médicos, a avó contou todo enredo para a assistente social, que acionou o Conselho Tutelar.

"Eu já cheguei lá chorando. Me perguntavam o que você é dela? Você comprou essa criança? Eu dizia que só queria ajudar. Meu mundo caiu", conta. "Se tirassem ela de mim, quem morria era eu", lembra. 

Na hora, foi uma tia que aceitou dizer ao Conselho Tutelar que ficaria com a criança. De volta à casa, em três dias a mãe biológica bateu à porta, espancada e sangrando. "Eu a acolhi e perguntei se ela queria a filha de volta, que eu dava tudo do enxoval. Mas ela disse não, se eu pegar, eu mato".

Nos três primeiros meses, a menininha ia e vinha do hospital por cólicas, crises de abstinência e sequelas da prematuridade. Teve refluxo, anemia, pneumonia até chegar a uma convulsão. "Aí ela entrou em choque no CTI. Quiseram me tirar de lá e aquele dia eu peguei na mãozinha dela e disse que nunca mais ia soltar. O médico falou: você não é a mãe. E eu retruquei: e quem é a mãe dela então? Quem cuida dela?"

Depois de seis meses do nascimento, a técnica ganhou a guarda provisória. Teve de entrar com advogado e conseguir formalizar o consentimento da família. "Eu podia ser presa. Eles podiam me prender, tenho consciência do que eu fiz, burlei a lei. Mas não acho que fiz errado, qual é o ser humano que chega perto de uma história dessa, tem sangue frio e pensa: vou chamar a polícia? Eu só queria aquela criança para mim", desabafa.

Por dentro, a mãe dizia para si mesma que brigaria em segunda, terceira, quarta, quinta instância se fosse o caso. "Não abro mão dela", dizia a quem se atrevesse a questionar. Passados quatro anos, a mãe biológica bateu à porta novamente. A justiça havia mandado os documentos para que a guarda ficasse em definitivo para a técnica agropecuária. 

"Ela falou: eu não quero a menina, mas do meu nome você não tira e tentou negociar comigo", conta. Diante da negativa da mulher, a mãe biológica disse que não assinaria e pegaria a filha de volta. "Foi um sofrimento para mim. Este é o preço da adoção ilegal e eu sabia que poderia correr esse risco", admite. 

Ano retrasado, as duas se encontraram no corredor da Vara da Infância e Juventude, no Fórum da Capital. A mãe biológica não olhou para a menina e chegou com três outros filhos mais novos. "Foi a meia hora que eu não desejo para ninguém. Até então ela falava que ia pedir ela de volta. Quando eu entrei, disseram: a mãe biológica abriu mão. Pode ir embora mãe e em janeiro saiu a nova certidão dela". 

No papel, a menina é filha desde 2016. No coração, desde 2011, quando as duas se encontraram pela primeira vez. "Quando chegou a certidão de nascimento no meu nome, ela até estabilizou a saúde. O que eu quero para 2017? Adotar outra criança, já fiz o curso e vou dar entrada agora. Ela quer um irmãozinho", encerra a mãe.

No meio de todo este enredo, a menininha explica, em gestos, o que é ser filha adotiva. "Do coração". 



Reproduzido por: Lucas H.





O sentido da adoção à luz da Palavra de Deus (Reprodução)

01/01/2017

Filhos são tesouros, segundo a Bíblia Sagrada, são heranças inestimáveis de Deus (Salmos 127.3). Conhecendo essa realidade, a qual Deus confiou aos pais como responsabilidade, precisamos entender que as necessidades físicas, emocionais, psicológicas e espirituais dos filhos devem ser amplamente atendidas. O fato é que crianças e adolescentes, atualmente, vivem em contextos familiares bastante comprometedores. Em vez de serem amados e receberem proteção e cuidado, acabam sendo vítimas de toda forma de negligência e maus tratos, sendo a solução mais viável para muitas dessas crianças e adolescentes a adoção.

A adoção é um ato de amor que nasceu primeiro no coração de Deus, pois, embora o homem tivesse se afastado do Criador, o desejo de Dele é adotar toda a humanidade por meio de Seu Filho, Jesus Cristo, independentemente de cor, raça, nível social, financeiro, cultural ou de suas falhas ou limitações. É também a oportunidade que crianças e adolescentes encontram de poderem crescer e se desenvolver com dignidade no seio de uma família, com todos os seus direitos próprios da filiação garantidos, entre eles, o da convivência familiar.

A Bíblia Sagrada nos traz relatos de pessoas que foram adotadas, como Moisés, pela filha de Faraó, a rainha Ester, pelo primo Mardoqueu, e o próprio Jesus, por José, apontando assim para a relevância que Deus atribui a tal ato.

Com base nessa necessidade, nasceu o Grupo de Apoio à Adoção Aba Pai, cujo objetivo é prestar atendimento, orientação e acompanhamento a famílias que se interessam pela causa da adoção.
Para saber mais sobre esse ministério, ligue (31) 3429-9401, (31) 98793-7217 ou (31) 99595-8803 (WhatsApp) ou envie um e-mail para abapai@lagoinha.com.

Original disponível em: http://www.lagoinha.com/ibl-noticia/o-sentido-da-adocao-a-luz-da-palavra-de-deus/

Reproduzido por: Lucas H.

Sem limitar idade e deficiência, pais descobriram família perfeita na adoção (Reprodução)

31/12/2016

Amor entre pais e filhos, 2016 foi um ano em que falamos com famílias que se formaram pelo papel e abriram suas casas e histórias ao Lado B. Retratar a adoção emociona quem ouve, escreve e depois lê, porque o que sobra é amor tanto de quem adota, como de quem é adotado.

A maioria destas famílias chegaram até nós por indicação de quem percebeu que eles tinham muito para contar.

Em março, o que a casa tinha de humilde, Rosane tinha de enorme coração. Faxineira da Cotolengo, instituição que atende pacientes com paralisia cerebral grave, ela adotou Manuel, um menino hoje com 23 anos e muitas limitações físicas, mas nenhuma que restrinja o amor que ele retribuir. 

Quando chegou à casa simples, de poucos cômodos e ainda no reboco, no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande, Manuel tinha 18. Ela já tinha três outros filhos criados e têm netos que são a alegria de Manuel. A conexão entre os dois é tão linda e intensa que emociona. Ele a chama de "vó". 

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Do apadrinhamento para a adoção. Em maio, o Lado B contou a história de Lívia e Lucas, um casal de médicos que embarcaram na maior aventura de suas vidas: serem pais de um modo diferente.
Chegamos até eles através das redes sociais, onde Lívia explicava aos amigos o que era adoção e porque eles tinham escolhido este caminho.

Adotar já estava no coração deles, individualmente, antes mesmo do sim no altar. Ao apadrinharem uma menininha de 10 anos, o pensamento que antes tinham - de que eles dariam oportunidades à afilhada - caiu por terra.

Foi Nicole quem trouxe a chance de sentirem o amor incondicional. A menina de 10 anos ganhou uma família, quando eles encontraram uma filha e ela termina o ano como irmã mais velha. O casal está grávido! 

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Depois de 11 anos na Magistratura, três deles na Vara da Infância e Juventude, que Jacqueline escolheu ser mãe de novo, e ter uma gestação através dos papeis. Como uma mulher que queria ser mãe, os títulos ficaram para trás quando ela ingressou com o pedido na Justiça. Mariana tem 4 anos e desde antes de pronunciar 'mamãe', ensinou o que é amor incondicional em casa.

Com alma de artista e vestidinha de Minie, Mariana declama um poema para a mamãe: 

'Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!''

Por ter convivido e entendido o que é adoção, Jacqueline resume que não gerou a filha biologicamente e sim do jeito que ela é, como "nossa filha". 

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Foi fazendo outra reportagem no núcleo de adoção, que o Lado B chegou até um casal incrível, que esperou dois anos por uma gestação de seis dias. O filho que eles tanto esperavam nasceu com microcefalia, mas nem as limitações que ele poderá ter mais à frente interferiram no amor que floresceu no coração da família, assim que o telefone de casa tocou para avisar. 

No cadastro nacional de adoção, os pais ocupavam a 202ª posição de famílias que aceitariam uma criança com problemas de saúde e deficiência. E a realização deles estava no diálogo, a conversa tinha uma trilha sonora: o choro do bebê que tinha acabado de acordar.

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Os caminhos de João, Giselle e Argemiro se cruzavam diariamente pelos corredores da escola, mas só se encontraram mesmo no curso preparatório para adoção. O menino que tinha 12 anos à época já aceitava o fato de que talvez nunca seria adotado por ser "velho demais".

O pai era professor onde ele estudava e a mãe, secretária. Quando o casal decidiu abrir mão de uma criança novinha por uma maior, recebeu todo amor do mundo e descobriu que João era a "peça que faltava". 

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Foi o próprio relato dos pais que emocionou o Lado B, quando decidiram por para fora os sentimentos que descobriram ao levar os filhos para a escola pela primeira vez.

Felipe e Fábio chegaram até os pais Elias e Lucas como afilhados para passar o Dia das Crianças e uma semana de convivência bastou para eles se tornarem uma família.

À época da entrevista, a felicidade deles era tamanho que ninguém dizia que ali estavam pais e filhos em processo de conhecer um ao outro. 

Foi uma honra entrar na casa de cada família e contar um pouquinho de um novo capítulo da vida das crianças. Que em 2017, outros meninos e meninas ganhem um lar e o direito de terem a quem chamar de pais. 



Reproduzido por: Lucas H.


Associação do Porto concluiu três de 14 processos de adoção de crianças búlgaras (Reprodução)

31/12/2016

Uma associação do Porto vocacionada para apoio à adoção internacional de crianças concluiu três processos e aguarda pela conclusão de mais 11, todos eles de crianças institucionalizadas na Bulgária, disse à Lusa a vice-presidente, Cristina Silva.

A instituição Bem Me Queres – Associação de Apoio à Adoção, refere no seu sítio de Internet que foi “a primeira entidade em Portugal a solicitar autorização para exercer a atividade de mediação da adoção internacional (…) de crianças oriundas da Bulgária”. Mas, segundo Cristina Silva, a Bem Me Queres (BMQ) “está também autorizada pela autoridade competente portuguesa a exercer a atividade mediadora no Brasil, China, Colômbia, Filipinas e Ucrânia”.

Com 14 candidaturas a processos de adoção aprovadas e com três processos já concluídos, a instituição nascida há dez anos veio, segundo a responsável, “preencher uma lacuna existente em Portugal no que se refere à adoção de crianças fora do território nacional”.

“Há dez anos, quem queria adotar, não tinha qualquer informação, nem sabia onde dirigir-se”, frisou Cristina Silva à Lusa, que descreveu a ação da BMQ como um contributo “para simplificar” e ajudar a acelerar o processo numa “intervenção de maior proximidade”.

Estabelecer uma parceria com uma associação búlgara foi o “primeiro passo” para um processo que já teve “três casos de sucesso” para famílias portuguesas que, “querendo adotar crianças provenientes de outras culturas, contactaram a associação para receberem ajuda”.

Apesar da vocação para mediação de adoções internacionais, segundo Elsa Braga, psicóloga da instituição, a BMQ “contabiliza centenas de intervenções nas mais variadas áreas” no seu âmbito de intervenção.

Exemplo disso é o projeto “adotar família na escola”, em parceria com a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, que desde 2014 trabalha com “alunos e docentes” sobre “a temática a família num âmbito mais alargado”, revelou Elsa Braga.

“Impedidos por lei de prestar auxílio em casos de adoção nacional”, salientou Cristina Silva, a “entrada em vigor da lei 143/2015, de 08 de setembro, que estabelece o Regime Jurídico do Processo de Adoção não foi acompanhada pelos respetivos procedimentos, o que continua a limitar a ação da associação”, lamentou.

“Em Espanha são associações como a nossa que prestam o auxílio em casos de adoção nacional, mas aqui continuam, na prática, entregue aos serviços da Segurança Social”, disse.

No âmbito do 10.º aniversário da BMQ, a instituição vai organizar em 28 de janeiro de 2017, em Santa Maria da Feira, o III Encontro Nacional de Famílias Adotivas e Candidatos à Adoção, uma iniciativa que pretende a vice-presidente “represente um salto qualitativo na comunicação entre o casal e a criança adotada”.

Temas como “A adoção em mudança”, “Vamos ser pais, como é que o nosso filho nos receberá?”, ” A importância da história de vida e comunicação aberta sobre o passado” e “A adoção de crianças mais crescidas” dominam uma iniciativa também aberta aos mais jovens.

“Vai ser importante para as crianças adotadas poderem interagir”, salientou a responsável da associação que esperar reunir 200 centenas de participantes.

A BMQ funciona em regime de voluntariado e, desde o início da crise, em 2009, “viu diminuir a capacidade dos seus cerca de 400 associados de pagar as quotas”, lamentou Cristina Silva.

Original disponível em: http://observador.pt/2016/12/31/associacao-do-porto-concluiu-tres-de-14-processos-de-adocao-de-criancas-bulgaras/

Reproduzido por: Lucas H.

Criança abandonada pelos pais é adotada com ajuda de organização cristã (Reprodução)

31/12/2016

A Fundação Tim Tebow ajudou uma mulher americana a adotar um menino de quatro anos, que era surdo e tinha sido abandonado por seus pais na China. O menino agora pode ouvir depois de testes médicos e de um tratamento que também foi pago pela organização do atleta cristão.

“Eu sempre quis adotar, eu sabia que era assim que eu queria construir minha família”, diz Christine Mullican em um vídeo postado no YouTube pela fundação.

Christine disse que recebeu um e-mail com a foto da criança dizendo que o menino, Alex, era surdo e tinha sido abandonado em uma estação de trem na China. “Sua história me cativou”, disse. “Então eu soube exatamente quem seria nosso filho e foi quando começamos toda a nossa documentação”, explicou.

Viúva

Seu marido havia acabado de ser contratado para um novo emprego, mas ele morreu de repente, e seu “mundo inteiro desmoronou”. Ela agora precisava de ajuda para seguir em frente e resolveu adotar um filho.

Quando ela descobriu sobre a Fundação Tim Tebow buscou pela concessão de adoção, que lhe deu “uma sensação de paz e alívio”. Logo ela pôde encontrar Alex.

“Eu tinha imaginado o dia de nosso encontro”, disse. “Ele estava lá, o menino mais infeliz que você já viu. Assustado. Mas logo começou a sorrir e parecia feliz”, contou.

Christine diz que há pouca esperança para pessoas surdas na China, e isso é ainda mais verdadeiro para órfãos surdos.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY

Original disponível em: http://www.portalcidadegospel.com.br/site/crianca-abandonada-pelos-pais-e-adotada-com-ajuda-de-organizacao-crista/

Reproduzido por: Lucas H.

Cerca de 6 mil crianças estão aptas para serem adotadas (Reprodução)

30/12/2016

Querer cuidar, ajudar de alguma forma, dar amor às crianças e adolescentes que estão em unidades de acolhimento são premissas do Projeto ‘Apadrinhando uma História’, lançado neste mês de dezembro, na Comarca de Ji-Paraná. O lançamento ocorreu concomitante à inauguração do abrigo Adélia Francisca Santana, que estava repleto de servidores, psicólogos, magistrados, autoridades e a sociedade em geral, todos receberam muito bem o projeto.

O ‘Apadrinhando uma História’ tem o objetivo de sensibilizar e captar pessoas com interesse e disponibilidade de tornarem-se “padrinhos e madrinhas” de crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional, cujos vínculos com as famílias de origem encontram-se total ou parcialmente rompidos e que estejam numa faixa etária avançada, doenças crônicas, deficiências físicas e mentais, soropositivas, etc., características que reduzem as possibilidades de inserção em família substituta.

Para Dalmo Antônio de Castro Bezerra, juiz da Infância e da Juventude da Comarca de Porto Velho e grande incentivador do ‘Apadrinhando’, é muito importante ver um projeto que nasceu pequeno e hoje está tomando uma abertura maior, com contribuição para o pleno desenvolvimento na vida de crianças e adolescentes de todos os abrigos.

“Elas não cometeram crimes, mas estão ali por serem vítimas de uma vulnerabilidade tão grande que é preferível à intervenção do Estado em retirá-las do lar para colocá-las em uma unidade de acolhimento, onde não estejam sujeitas à prostituição, à violência sexual ou, ainda, outros vários tipos de violações que essas crianças podem sofrer”, comentou Bezerra.

Na sua experiência no Juizado, se depara com casos inacreditáveis, que demonstram a que ponto o ser humano pode chegar.

“Temos 36 mil pessoas cadastradas para adotar e temos cerca de 6 mil crianças que estão aptas a serem adotadas, mas os pretendentes dão preferência para crianças com perfil de idade, cor e que não tenham nenhuma vulnerabilidade. Isso prejudica a adoção, pois estas crianças e adolescentes que estão nos abrigos 90% possuem alguma vulnerabilidade”, finalizou Dalmo.

Áureo Virgílio, juiz auxiliar da corregedoria, representou o corregedor-geral do TJRO, desembargador Hiram Marques. Ele agradeceu ao município por ter aceitado ser mais um parceiro do ‘Apadrinhando uma História’. “O projeto abre duas portas: a de quem quer ajudar e de outro lado de quem precisa de ajuda”, disse. (AI)

Abrigo para acolher era luta
Em Ji-Paraná desde 2003, a juíza Ana Valéria, falou da luta para fiscalizar uma instituição, o abrigo ou a casa acolhedora. “A inauguração do novo abrigo Adélia é uma vitória para o município e não poderia ter o melhor momento para lançar o projeto ‘Apadrinhando uma História’, que foi criado para ajudar as crianças e os adolescentes das instituições, para que elas possam ter um suporte, seja psicológico, afetivo ou financeiro”.

A magistrada destacou que a modalidade afetiva é muito importante, pois na instituição não há o atendimento individual. “O contato com o padrinho vai ensinar e mostrar para a criança que ela é uma pessoa diferente e que cada uma tem suas peculiaridades”, afirmou.

Original disponível em: http://www.diariodaamazonia.com.br/cerca-de-6-mil-criancas-estao-aptas-para-serem-adotadas/

Reproduzido por: Lucas H.

3 fases essenciais para integrar a cultura de uma criança adotada à família (Reprodução)

Uma criança que é adotada, com certeza chega à nova família com sua bagagem cultural. Nesta bagagem podem estar costumes de sua origem nativa, dependendo do estado ou país de onde vem sua família biológica e também do abrigo onde ficou até a adoção.

Esses costumes culturais nativos e sociais envolvem cultura religiosa, alimentar, comportamental e crenças que foram adicionadas a sua vida desde o nascimento.

A integração dessa cultura à cultura da nova família dever ser desenvolvida aos poucos e com respeito. É necessária muita observação no início; somente observar, não criticar, não definir conceitos, só observar mesmo. Assim que a família tiver condição de dizer que consegue perceber o tipo de cultura e costumes que a criança traz, poderá então determinar como a integração será feita.
Normalmente, a família e a criança passam por um período chamado de “Período de Adaptação” que normalmente ocorre em três fases:

1- Primeiro estágio de adoção

A adaptação no espaço onde a criança vive, geralmente nos abrigos ou em local determinado previamente pelo poder judiciário. Pode ser uma praça, parque e até mesmo no próprio fórum sempre com a supervisão de pessoas designadas pelo abrigo ou fórum. A definição do local irá depender das condições tanto da criança como da família.
Esse período não tem duração determinada, mas em média os encontros ou visitas, como também são chamados, levam cerca de 5 a 10 semanas.

2- Segundo estágio

No período de adaptação, a família pode sair com a criança sem supervisão. Normalmente é expedida uma autorização para que a criança passe o dia fora voltando no horário estabelecido no documento.
Essa fase também não tem duração estipulada e pode variar de um caso para outro, em média são 4 a 6 semanas para passar para a próxima fase da adaptação.
Ainda nesta segunda fase a família pode, durante a semana, continuar com as visitas ao abrigo ou encontros supervisionados no local determinado.

3- A terceira fase

No período de adaptação acontece quando a família tem a autorização para que a criança possa pernoitar sob seus cuidados. Normalmente a criança fica com a família do início da noite de sexta-feira e deve retornar ao abrigo no final do domingo. E assim como na segunda fase, os encontros supervisionados durante a semana podem continuar a acontecer. Na maioria dos casos desta fase, os encontros tornam-se quase que diários, pois se tudo estiver indo bem, o vínculo afetivo começa a se intensificar de tal maneira que fica cada vez mais difícil a separação.

Tratamos dessas três fases do período de adaptação para deixar claro que a intenção é justamente dar a oportunidade de obter o conhecimento através da observação, momento em que a família irá analisar e perceber os costumes que a criança traz consigo e que terão que ser trabalhados após a adoção.

O ser humano tem grande capacidade de adaptação, em especial as crianças. Para que a adaptação da criança à nova cultura que se apresenta em sua vida seja natural e menos agressiva possível, dependerá muito da preparação que a família tiver.

Observe atentamente

A experiência que tivemos em nossa família com a chegada da nossa sexta filha, então com sete anos, foi inesperada, pois mesmo tendo passado as três fases do período de adaptação não soubemos observar corretamente, na verdade não fomos orientados a tal. Por isso, quando a trouxemos com a guarda provisória foi muito diferente de quando a víamos durante algumas horas.

Um exemplo foi o seguinte: nós seguimos uma determinada religião e, claro, ela começou a nos acompanhar. Por se tratar de uma criança pareceu-me não ter tido grande conflito nesta parte, mas com o passar do tempo ela acabou comentando que achava que antes pertencia a outra denominação e coforme vinham as lembranças, ela questionava as diferenças entre as crenças. Felizmente conseguimos que tudo ficasse bem, hoje aos nove anos ela nos acompanha por vontade própria e se adaptou bem a essa nossa cultura e a tantas outras, diferenciando somente em sua personalidade como qualquer filho que mesmo nascido dos mesmos pais são diferentes.

Ocorrem muitos casos de devolução de crianças no período da guarda provisória, mesmo tendo passado pelas três fases de adaptação, pois a família não soube observar e se preparar para as reações de ambos os lados.
Quando se trata da adoção de criança menor de dez anos, o que acaba acontecendo é que a criança é que se integra à cultura da família. Já no caso de adolescentes, a bagagem cultural que trazem está muito definida em seu comportamento e a integração deverá ser muito mais negociada e trabalhada do que no caso de uma criança menor.
Não existe uma receita para que a integração cultural aconteça, mas alguns ingredientes essenciais são fáceis de definir:
  • Observação durante o período de adaptação.
  • Desprendimento a qualquer tipo de preconceito.
  • Disposição para aceitar o novo e o diferente.
  • Paciência com o processo de adaptação e convívio.
  • Certeza dos reais motivos que levaram a família a optar pela adoção.
  • Amor, muito amor com doação e aceitação.
Cultura nada mais é do que hábitos, costumes e crenças que adquirimos no meio em que vivemos. Por isso a união de culturas diferentes é possível e positiva quando há determinação e respeito.

Original disponível em: https://familia.com.br/5413/como-integrar-a-cultura-de-uma-crianca-adotada-a-sua-familia

Reproduzido por: Lucas H.