Silvana do Monte Moreira, advogada, sócia da MLG ADVOGADOS ASSOCIADOS, presidente da Comissão Nacional de Adoção do IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família, Diretora de Assuntos Jurídicos da ANGAAD - Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, Presidente da Comissão de Direitos das Crianças e dos Adolescentes da OAB-RJ, coordenadora de Grupos de Apoio à Adoção. Aqui você encontrará páginas com informações necessárias aos procedimentos de habilitação e de adoção.
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sexta-feira, 28 de junho de 2013
ADOÇÃO: CONTAR OU NÃO?
27/06/2013 Elenco de O Profeta que está no ar no Vale a Pena Ver de Novo opina sobre o que pais adotivos devem fazer. Confira abaixo:
Zélia nunca quis contar a Rosa que ela é adotada. Mas será que esconder um fato tão importante é mesmo o melhor a se fazer?
Quando o assunto é contar ou não a verdade aos filhos adotivos desde o
início, os atores são unânimes: contar, o quanto antes, é fundamental.
Dalton Vigh, por exemplo, opina com a propriedade de quem viveu isso
dentro de casa. O ator, que tem uma irmã adotiva, diz que ela ficou
sabendo de tudo quando tinha uns seis ou sete anos. O depoimento
completo de Dalton e de outros atores, você lê abaixo:
THIAGO FRAGOSO:
“Acho que a criança tem que saber. Quanto mais ela souber, melhor,
porque não corre o risco de descobrir, o que seria um choque muito
grande. Se ela crescer sabendo disso, vai ver tudo com naturalidade e
sentir o amor dos pais da mesma maneira em relação aos outros irmãos.
Vai ver que o amor é o mesmo. Deve-se jogar limpo desde cedo. A verdade é
sempre a melhor saída.”
DALTON VIGH: “Olha, isso até
aconteceu na minha família. Tenho uma irmã que é adotada e ela ficou
sabendo quando tinha uns seis ou sete anos. Acho que é bem melhor assim,
porque dependendo do quanto você demora a contar, esta notícia pode
cair como uma bomba e, de repente, a pessoa pode ficar desarvorada.
Sinceridade é sempre bem legal, principalmente com criança. Essa relação
de confiança, de respeito, tem que estar presente sempre: quando é
filho de verdade e mais ainda quando é um filho adotivo. Porque você tem
que saber se adaptar à criança e vice-versa. Acho que, quanto mais
cedo, melhor.”
GISELE ITIÉ: “Se tiver que adotar uma
criança, quero dizer para ela desde o começo que sou a mãe, mas vou
contar que a mãe que deu a vida é outra pessoa. Não precisa falar quem é
a mãe biológica, até porque prefiro nem saber quem é. Acho que a mãe
verdadeira é a mãe que cria, que está 24h ao lado dela, colocando para
dormir, cantando pra ela.”
MAURÍCIO MATTAR: “Acho que a
criança tem que saber desde pequenininha. Quanto mais transparência
melhor. Porque se ficar sabendo depois que cresce, pode ficar difícil
entender. Quando cresce já sabendo, é muito mais fácil nortear.”
RODRIGO PHAVANELLO:
“A criança deve saber desde pequenininha. Desde quando ela tiver
consciência do que é uma adoção, do que são pais adotivos. Os pais têm
que trabalhar junto a uma psicóloga e saber a melhor forma possível de
explicar pra essa criança. Tenho um primo adotivo, que considero como um
irmão. Ele foi criado comigo desde pequenininho e sempre soube que era
adotado. Mas nunca se sentiu diferente, pelo contrário, sempre teve tudo
na vida. Ele reconhece isso até hoje, porque a mãe dele morreu e meus
tios o criaram da melhor forma. Ele é muito querido.”
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