sexta-feira, 6 de março de 2015

FUTURO DO BEBÊ ABANDONADO EM RUA DO JARDIM CAMBUÍ SEGUE INDEFINIDO

04/03/2015 Autor(a): Lydia Rodrigues Função: Repórter Em setembro do ano passado uma cena chamou a atenção dos moradores do Jardim Cambuí e causou indignação. Segundo testemunhas, uma mãe abandonou seu filho de apenas um ano de idade no meio da rua e fugiu correndo. A Polícia Militar foi acionada e esteve no local com o Conselho Tutelar. A criança foi encaminhada para uma família acolhedora, com quem permanece até hoje de modo provisório. O destino do bebê é incerto. A criança aguarda a conclusão de estudos psicossociais com a família de origem e, em último caso, pode ser encaminhada para adoção. Na ocasião, o menino ficou chorando no chão da rua Alcides Gonçalves até ser recolhido por uma moradora do bairro, que ligou para a Polícia. “Os estudos ainda não detectaram nenhum familiar em condições de abrigar a criança. Já foram feitas intervenções em duas famílias da genitora, porém, sem resultado satisfatório, que garanta o bom desenvolvimento do bebê”, disse o diretor do Cartório da Vara da Infância e Juventude de Franca, Douglas Quintanilha. De acordo com ele, uma assistente social e uma psicóloga avaliam a capacidade mental e financeira dos membros da família. Por enquanto, a possibilidade da mãe, uma adolescente de 17 anos, ficar com a criança está descartada. A mãe do bebê foi até o Conselho Tutelar e ao Fórum depois do ocorrido, mas a criança já estava sob proteção das autoridades. Não foi autorizado que visitasse o menino desde então. A reportagem do Comércio conversou com a mãe e a bisavó do menino, com quem a adolescente mora atualmente. “Ela estava depressiva, morava com uma tia com quem estava brigando muito. Aquele dia deu um branco, um surto nela, por isso, deixou o bebê para trás”, disse a bisavó. Na casa, roupas infantis, brinquedos, talco e outros produtos do bebê estão guardados em uma cômoda. Em outra estante, se encontrava também uma foto da criança, que tem agora 1 ano e 5 meses. Segundo a bisavó, a jovem e ela desejam ficar com a criança. A menor está atualmente trabalhando na distribuição de panfletos. “Eu estava andando com meu filho, depois só vi que uma moça pegou ele, quando ele ficou um pouco para trás. Aí fui chamar minha avó. Está ruim sem ele em casa”, disse a adolescente, que negou ter envolvimento com drogas. A família não tem contato com o pai da criança. FAMÍLIA ACOLHEDORA O serviço Família Acolhedora organiza o acolhimento de crianças e adolescentes afastados da família por medidas de proteção. A criança permanece com a família acolhedora até que seja possível o retorno à família de origem ou, na sua impossibilidade, o encaminhamento para adoção. De acordo com o diretor do Cartório da Vara de Infância e Juventude, Douglas Quintanilha, a adoção é o último recurso e só acontece quando todas as possibilidades de a criança permanecer com a família natural são esgotadas. São analisados parentes próximos e também mais distantes, considerados família extensa. As pessoas que recebem a criança provisoriamente também são acompanhadas. O monitoramento se dá por meio de visitas e telefonemas. O caso está sendo avaliado pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, José Arimatéa. http://gcn.net.br/.../futuro-do-bebe-abandonado-em-rua-do...

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