quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Justiça dá guarda provisória de jovem que sumiu de casa a família de colega de escola; mãe diz que não foi notificada (Reprodução)

12/12/2017

A guarda provisória da adolescente de 13 anos que desapareceu e acusou o namorado da mãe de abuso foi concedida à família de uma colega de escola da menina. A decisão foi tomada nesta terça-feira (12) durante audiência no Juizado da 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco. A guarda é válida até que a menor complete 18 anos.

A mãe biológica da menina disse que ficou sabendo da decisão da Justiça pelos vizinhos e pelo Facebook. “Não fui informada pela Justiça, ninguém entrou em contato comigo, nem a advogada, nem a Justiça e nem essa mãe provisória dela. Acho que isso é errado, o certo era eu ter sido informada”, reclamou.

A mãe diz que a última vez que falou com a filha foi no dia 3 deste mês e que a menina teria dito que a odiava. “Ela disse que não ia mais voltar para casa. Eu disse para ela que a mentira só ganha enquanto a verdade não chega e que ela não sabe o que está fazendo”, conta.

O G1 procurou o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ-AC) para saber mais detalhes da decisão e questionar se a mãe da menina foi avisada da audiência, mas a assessoria informou que o caso corre em segredo de Justiça.

Com a decisão, a guarda da jovem passou para a mãe da melhor amiga dela, que tem 14 anos. A mulher passa a ser a pessoa responsável legal da adolescente até que ela complete 18 anos.

À reportagem, a mãe provisória disse que conheceu a menina há quatro anos quando ela e a filha começaram a estudar na mesma sala. “Eu a vi várias vezes na escola da minha filha. Agora elas são muito próximas, ela é a melhor amiga da minha filha”, explica.

A mulher contou que soube pela filha que a amiga sofria abusos na casa onde morava. Ela disse ainda que quando a menina buscou ajuda na casa dela em novembro deste ano não pensou duas vezes antes de ajudar a jovem.

“Aquilo me doeu devido eu mesma ter passado por uma situação dessas. Na época, eu tinha 14 anos e eu tive apoio da família, ainda assim, para mim foi horrível. Então, na hora eu não pensei duas vezes e falei: ‘você vai ficar aqui em casa e a gente vai ver o que vai fazer”, disse.

Além de se identificar com a história da adolescente, a mãe provisória explica que decidiu pegar a guarda da jovem a pedido da filha. "Segundo o juiz, eu tenho direito de entrar com uma ação contra a mãe dela para pedir pensão, mas eu não vou mexer com isso. Vou tentar sustentar ela como sustento meus filhos. Ela vai ter uma vida normal", afirma.

A advogada da menor, Joana D’Arc, disse que a guarda da menina não foi para nenhum familiar dela porque já tinha histórico de violência na família.

"Ela é vítima do namorado da mãe, que não mora na casa, no mínimo a mãe é omissa. Mas a jovem falava para as amigas no colégio os abusos que sofria. Ela foi posta pra fora de casa pela mãe, que optou por ficar com o namorado”, afirmou.

Entenda

A menina desapareu no dia 10 de novembro, quando saiu de casa para fazer trabalho na casa de amiga e não voltou mais. Cinco dias após o sumiço, a adolescente fez uma postagem em rede social em que acusa o namorado da mãe de abusá-la sexualmente e disse: ‘finjam que morri’. A mãe e o namorado negam as acusações.

A advogada da menor, Joana D’Arc, pegou o caso da menina e, em conversas com a adolescente, ela confessou que era abusada desde os 7 anos. “Tomei conhecimento dos fatos e entrei em contato com a adolescente. Ela me contou o que estava se passando e eu acionei o Ministério Público”, explicou a advogada.

Joana disse que a menor ficou na casa da família que recebeu a guarda por ao menos um mês, durante o período em que a menina saiu de casa até o dia da audiência, nesta terça-feira (12).

A mãe que recebeu a guarda provisória lembrou que no dia em que a adolescente foi dada como desaparecida, a filha dela falou com a menor. “Minha filha recebeu uma ligação da amiga dizendo que a mãe tinha expulsado ela de casa e que não sabia para onde ir e que ela ia tentar contra a própria vida”, contou.

A mulher relata que falou com a jovem pelo telefone na tentativa de acalmá-la e disse que a filha ia buscá-la no mesmo dia. Já na casa dela, a jovem desabafou sobre as situações que estava passando dentro de casa e que não suportava mais os abusos do namorado da mãe, desde que tinha sete anos.
Nesse momento, a vendedora disse para a adolescente que ia ajudar ela no que fosse preciso. “Falei para ela: ‘eu vou te dar todo o apoio e o que você precisar”, lembra.

Dias depois, a mãe provisória aconselhou a menor a fazer uma postagem no Facebook para que pudessem ter ajuda de alguém. A partir daí, a vendedora disse que recebeu ajuda da advogada Joana D’Arc, que combate abusos contra menores e auxiliou a menina.


Reproduzido por: Lucas H.

Filhos do sistema (Reprodução)

13/12/2017

Elas ficam, muitas vezes, até completar a maior idade. Os 18 anos chegam mais rápido do que uma nova família. Enquanto aguardam para ser adotadas, 1.081 crianças e adolescentes moram em 95 abrigos e casas lares na cidade de Porto Alegre. Só no Rio Grande do Sul, são 5.408 casais habilitados para 609 crianças prontas para ser adotadas. Mas por que, ainda com a discrepância desses números, o problema de adoção no estado não é resolvido?

O primeiro motivo é a exigência dos futuros pais em relação ao perfil dos futuros filhos. A maioria busca crianças de até três anos e saudáveis. Raça, sexo e questões de saúde também são fatores que determinam a seleção.

No RS, 5.408 casais estão habilitados para adotar.

3.129 querem crianças de zero a três anos.

1870 aceitam filhos de quatro a seis anos.

E apenas 409 querem adotar uma criança com mais de sete anos de idade, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA).

Mas nem todas as adoções passam pelo CNA. Isso acontece quando fica-se sabendo por outros meios que não pelo Estado, sobre mães e pais que renunciam ao dever e ao direito de cuidarem de seus filhos. Em 2015, no Rio Grande do Sul, quase 900 crianças foram adotadas fora do cadastro. Esse dado é significante e mostra que existem outras maneiras para tornar esse processo mais rápido, segundo as informações do juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude Marcelo Mairon.

RESTRIÇÃO DE PERFIL: O MAIOR PROBLEMA
O tempo para os trâmites processuais impacta ainda mais nos casos de pais que escolhem crianças de até três anos. A Promotora de Justiça da Infância e da Juventude Cinara Dutra ressalta que “às vezes, os bebês ingressaram pequeninhos, mas a média é de dois anos só para tramitar a ação de Destituição do Poder Familiar (quando a família biológica perde oficialmente o direito sobre a criança e, assim, ela pode ser adotada). A melhor hipótese é no caso da família abrir mão do poder familiar. Se precisar de uma ação de destituição, mesmo que seja iniciada enquanto o bebê está na maternidade, o prazo é de um ano e oito meses”.

MUITA DEMANDA, POUCA GENTE
Além das restrições dos perfis desejados, a falta de efetivo cartorário e de equipe técnica no estado é o segundo principal agravante na demora do processo de adoção. “Todos os processos que tramitam no Segundo Juizado da Infância e Juventude dependem do parecer de um assistente social e de um psicólogo”, explica a promotora Cinara Dutra. “Precisaríamos de mais técnicos atendendo, e os cartórios precisam ter suficientes profissionais competentes para dar conta do trabalho. Porque a equipe de juiz, promotor e defensor público está bem, pelo menos aqui em Porto Alegre. O problema é de estruturação”, fala. Quem concorda com o problema e afirma é o juiz Mairon: “trabalhamos com recurso humano menor do que o desejado”. A assistente social Nadia Sato complementa: “Com a nova formatação da Central de Atendimento Psicossocial Multidisciplinar (CAPM), estamos trabalhando em cinco assistentes sociais e três psicólogos no Segundo Juizado da Infância e Juventude de Porto Alegre. Este número é mínimo, pois há pouco tempo trabalhávamos em 13 assistentes sociais. Nas comarcas, normalmente é um assistente social e, em poucas comarcas, tem uma psicóloga. Mas tem comarcas que não tem nem assistente social, nem psicóloga”.
Das 609 crianças disponíveis para adoção no Estado, 209 estão em Porto Alegre que têm os dados cruzados com os cerca de 40.000 pretendentes habilitados no Brasil inteiro, pois o cadastro é nacional. A preferência é para os pretendentes mais próximos, da mesma cidade ou estado. Se não houver, é feito o cruzamento com os dados de possíveis famílias do restante do país. Os profissionais precisam abastecer os dados do CNA com frequência e agilidade e mantê-lo atualizado, além de ter persistência nessa busca para esgotar todas as possibilidades.
Cada comarca define qual setor é responsável pela atualização do cadastro. Quando uma criança é cadastrada como apta para adoção, o CNA cruza os dados dela com os dos pais habilitados para tal perfil. Acontece de um pai já ter adotado; ter perdido o interesse; ter mudado os números de contato; e, ainda assim, estar disponível no cadastro. A não atualização é um entrave a mais no caminho da adoção.
Mairon contextualiza: “A Corregedoria Nacional está trabalhando no aprimoramento desse cadastro, pois têm muitas ferramentas que podem ser implantadas para agregar. Essa atualização também servirá para ampliar, atualizar e criar novas ferramentas”.

E QUANDO A FAMÍLIA RENUNCIA?
A renúncia ao poder familiar é quando a família tem o filho e entende que não tem condições de ficar com ele. A assistente social e o psicólogo conversam, pois é necessário fazer uma grande avaliação. Se a mãe e o pai estão convictos da sua decisão, mesmo depois de todas as orientações, eles são levados até o Juizado da Infância e Juventude. Normalmente, quem toma essa decisão é a mãe, pois está sozinha e não tem o apoio do pai, que muitas vezes nem é localizado.
Perante o promotor de justiça e ao juiz, com um defensor ao lado nos casos que não é possível ter um advogado, a mãe afirma que não tem interesse em ficar com a criança. Questiona-se sobre a família, avó, tios, pois se alguém tiver interesse, essa pessoa fica com a criança. Caso contrário, se faz o encaminhamento para a família substituta. A mãe tem o prazo de dez dias para voltar atrás e decidir ficar com o filho. É feito um estudo com a mãe, pois se ela renunciou e não tem condições, o Ministério Público faz a Destituição do Poder Familiar, e é feito de tudo para que a criança seja inserida o quanto antes em uma família substituta.

COMO É FEITO O ACOLHIMENTO DA CRIANÇA/ADOLESCENTE?
acolhimento institucional é feito pelo Ministério Público para os casos em que a criança está em uma situação de vulnerabilidade, seja por sofrer abuso psicológico, sexual, abandono ou etc. O juiz responsável aprecia e define se defere ou não o acolhimento. Inserido no acolhimento institucional, os técnicos da casa têm o prazo de 30 dias para fazer o Plano Individual de Atendimento (PIA). Nesse plano são verificados os encaminhamentos necessários para que a criança retorne o quanto antes para casa. Ou, se for o caso, conclui-se que ela não pode voltar para a família nuclear e, então, é encaminhada para a família extensa (parentes, tios, avôs, primos, padrasto, pessoas com afinidade).
Cinara Dutra afirma: “Se os técnicos entendem que há a possibilidade de a criança voltar para a família no curto ou médio prazo, é feito o acompanhamento buscando esse retorno. Se não há uma viabilidade para ela voltar, pois os pais são falecidos, não há família extensa, ou a família extensa é envolvida com tráfico, por exemplo, então o Ministério Público recebe o processo e abre a ação de Destituição de Poder Familiar. Essa ação deveria tramitar em 120 dias, mas em regra tramita por muito mais tempo, em uma média de dois anos”. Nos casos de acolhidos com algum tipo de deficiência, é avaliada a gravidade e, se for constatado que não tem condições de ter uma vida independente, o abrigo mantém o acolhido mesmo depois dos seus 18 anos completos. Porém, quando o adolescente se aproxima da maior idade, os abrigos buscam matricular o acolhido em cursos técnicos, profissionalizantes para capacitá-lo. O abrigo também busca vagas de emprego para inserir o jovem no mercado de trabalho.
Também existe o acolhimento emergencial. O Conselho Tutelar, em uma situação de extrema gravidade, quando não é possível aguardar o decreto judicial, faz o acolhimento emergencial. Informa-se para o judiciário no prazo de 24 horas, agenda-se uma audiência com a presença do Promotor de Justiça, dos técnicos da casa de acolhimento e do Conselho Tutelar. Aí é decidido se é necessário fazer o acolhimento emergencial ou se uma medida de proteção/prevenção é o suficiente. Em alguns casos, o acolhimento é feito, pois era urgente naquele momento, mas assim que a situação é resolvida, a criança/o adolescente pode voltar para casa.
Apesar dos dados, histórias de amor e esperança:

A PARAÚCHA DORA

O destino da Dora cruzou com o do publicitário Caco Arnt, sua esposa Cristina Arnt e da sua filha biológica Lara no ano de 2009. A família estava em viagem para Porto de Galinhas, onde ficaram amigos de um casal. Entre conversas, chegaram ao assunto sobre filhos e adoção. “Sempre pensamos em adotar uma segunda filha a partir do momento em que a Lara pudesse ter um mínimo entendimento sobre ganhar uma irmã adotiva, acolher uma criança que não ‘veio da barriga’”, relembra. O casal iniciou o processo de adoção em 2008, e em abril de 2009 se tornaram habilitados e entraram na fila.

O novo casal de amigos, ele advogado e ela psicóloga, conhecia muito bem a realidade do interior da Paraíba: frequentes casos de adoção causados pela grande quantidade de filhos de pessoas em situação de miséria. O lugar também não tem creches, abrigos e muito menos casas de acolhimento. Ficou acordado que se ficassem sabendo de alguma criança disponível, informariam Caco e Cris.
Em agosto de 2009, veio a ligação. Era o casal para dizer que havia o caso de uma família em Jacaraú, cidade a 96 km da Capital, sem condições de criar um bebê de nove meses. “Claro que ficamos em dúvida e, para ver a legalidade da situação, pedimos informações sobre como se daria o caso e quanto teríamos que pagar pelo processo, e ela nem chegou a ser cadastrada no Cadastro Nacional de Adoção. Nosso amigo advogado enviou um e-mail dizendo que não cobraria nada, apenas a garantia de educação, amor e uma família para uma criança sem futuro, e manifestou sua alegria em dar uma chance de vida melhor a um bebê da sua região.”

No dia sete de dezembro de 2009, ocorreu a audiência que decidia o destino da pequena Dora. A adoção foi consensual, e Caco destaca que a atitude da mãe biológica foi por puro amor, pois permitiu a adoção em troca de um futuro melhor para a criança. Caco não se esquece das palavras da mulher depois de ouvir o juiz tentar reverter sua decisão: “Mas doutor, eu mal consigo ter o que comer, como vou cuidar dela?”.

Três dias depois da audiência eles voltam para Porto Alegre com a Dora, chamada carinhosamente de Paraúcha. A guarda definitiva demorou cerca de um ano para ser expedida. Com esta demora, Caco identificou as deficiências dos órgãos responsáveis por organizar e encaminhar os casos de adoção e aponta a falta de estrutura e pessoal: “Um assistente social visitaria nossa casa algumas vezes para avaliar a situação da nossa filha e da nossa família. Ocorre que, como nunca nos contatavam para tal, resolvemos ligar e descobrimos que não tinham efetivo para se deslocar até a nossa casa. Isto em Porto Alegre. Imagine em cidades menores, e em especial na região onde a Dora nasceu, quais seriam as condições? Lamentável. Por isto, temos uma quantidade absurda de famílias querendo adotar, crianças crescendo em abrigos e tendo suas infâncias praticamente roubadas”.

Hoje, a Dora está com oito anos. Apesar de não ter contato com a família biológica, Caco explica que “ela sabe de toda a sua história e a trata com naturalidade”. Ele afirma: “Temos um plano futuro. Se tivermos condições, faremos uma adoção tardia de crianças que passam dos 6 ou 7 anos, que tem mais dificuldade de serem adotadas”.

OS GÊMEOS HELOISA E TIAGO

De São Paulo, vem a história de um perfil aberto: sem restrição de cor, a família aceitava grupos de irmãos e crianças mais velhas. A vontade de adotar sempre esteve presente. O desejo foi colocado em prática em fevereiro de 2015, quando Deborah Lougue deu encaminhamento ao seu processo de habilitação e, em abril, ela já tinha um casal de gêmeos de seis anos como filhos. Três anos depois, o processo de adoção ainda está em fase final e mais demorado que o comum, aguardando a liberação das certidões de nascimento, pois as crianças têm o desejo de mudar de nome. Como essa mudança não é permitida, a mãe sugeriu que elas escolhessem um nome composto e, assim, poderão usá-lo. Neste texto, vamos chamá-las de Heloisa e Tiago, os nomes escolhidos pelas crianças.

Hoje com nove anos, o casal de gêmeos ganhou uma nova família aos seis. Eles moravam em Pombal, cidade próxima a Ribeirão Preto, no norte do estado de São Paulo, e hoje vivem em São Paulo, Capital. A mãe conta que os filhos são saudáveis, mas não ficaram imunes às sequelas do período em que estavam vulneráveis. Mesmo assim, houve resistência da família biológica em deixá-los para adoção.

“Quando fomos, pegamos os gêmeos apenas para passar o dia, mas eles acabaram nem voltando para o abrigo. Ou seja, não foram ‘preparados’ para a adoção”.

Atualmente, a convivência é tranquila. “Acho que está resolvido. Eles contam para os amigos que são adotados sem nenhum problema. No primeiro colégio que estudaram, ainda em Campinas, era uma novidade para a escola e era muito comentado. Por isso, pediram para mudar de escola. Depois, eles mesmos começaram a falar”, conta a mãe.

Heloisa e Tiago aceitaram a nova família rapidamente, mas todos fizeram terapia. No começo, as crianças não entendiam porque tinham perdido a outra família, mas hoje Deborah conta a verdade sobre a mãe biológica não estar com eles.
Ela afirma: “Heloisa e Tiago chegaram, e eu e meu ex-marido já sabíamos que queríamos ficar com eles. Eles têm um irmão um ano mais velho, que não quis ficar conosco porque queria cuidar da mãe, que estava doente. Os gêmeos não confiavam em nenhum adulto, foi um pouco trabalhoso conquistar a confiança deles. Eles faziam testes para tentar “nos pegar” em alguma mentira”. O irmão não tem mais contato com o casal de gêmeos, pois mora com um tio e mantém relação com os pais biológicos, que não tentam mais contato.

OS SOBRINHOS

A supervisora de marketing Andreia F. tentou engravidar algumas vezes e descobriu que não poderia ter filhos. Então se inscreveu no Cadastro Nacional de Adoção. O seu perfil era bastante restrito: preferência por crianças brancas, de até seis meses e saudáveis. No entanto, o destino acabou a surpreendendo.

Sua sobrinha não tinha condições de cuidar da filha de dois anos e meio e ofereceu a guarda para Andreia. “Na adoção você não escolhe, você é escolhido. Não tenho vergonha de falar sobre o meu perfil no Cadastro Nacional. O destino me deu uma menina vinda de um familiar. E foi assim que descobri o amor. Hoje, se fosse adotar, com certeza meu perfil seria mais aberto. O amor não depende de cor, idade e nem problemas de saúde”, conta.

Dois anos após adotar a menina, Andreia adotou também o irmão, filho mais velho da sobrinha, que na época tinha 11 anos. Por enquanto, ela conquistou a adoção definitiva apenas da menina, depois de um processo de dois anos, e está em processo para finalizar a adoção do segundo filho.

O juiz Marcelo Mairon fala sobre adoção entre familiares: “Avô/avó e irmãos/irmãs não podem adotar. Mas um tio/tia pode adotar o sobrinho(a), basta ser maior de idade e ter uma diferença de 16 anos com o adotante”.

Para reduzir os números das crianças que esperam por um novo lar, o primeiro passo é conscientizar a população sobre a importância de definir um perfil mais aberto, com poucas restrições de idade, sexo e cor. O segundo é melhorar a estrutura cartorária do estado e capacitar pessoas para alimentar o Cadastro Nacional de Adoção. Sobre a burocracia, espera-se que o processo seja mais ágil, priorizando o bem-estar e o futuro das crianças e adolescentes.

Se você deseja adotar uma criança, saiba mais sobre o processo nesse link.
________________________________________________________________________________
Esta é uma matéria especial, produzida pelos alunos de Jornalismo da Unisinos Porto Alegre para a cadeira de jornalismo investigativo, com supervisão da professora Luciana Kraemer. A reportagem recebeu o segundo lugar no prêmio Jornalismo do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
________________________________________________________________________________

Original disponível em: http://diariodeviamao.com.br/mobile//noticias/cotidiano/1632_filhos-do-sistema

Reproduzido por: Lucas H.

Livro sobre entrega responsável de crianças para adoção está disponível (Reprodução)

“Acolhendo mulheres: a entrega de crianças para adoção em Pernambuco” (Editora do TJPE, 2017, 164 páginas) é o título do livro organizado pelo desembargador Luiz Carlos Figueiredo, pela pedagoga Cynthia Maurício Nery e pelo psicólogo Paulo Teixeira. A obra – lançada no fim de novembro, no Recife, durante o 2º Fórum de Equipes Interprofissionais da Infância e Juventude – reúne uma série de artigos sobre o Programa Acolher.

O Programa Acolher foi criado pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) de Pernambuco como forma de garantir a efetividade da norma posta no artigo 13, parágrafo 1º, da Lei 8.069/1990. A iniciativa possibilita a gestantes e mães, que manifestem a intenção de entregar os filhos para adoção, que o façam sem qualquer constrangimento perante a Justiça.

Com diversificado referencial teórico sobre o tema, apresentação de procedimentos (extra)judiciais e estudos de caso,

 “Acolhendo mulheres” traz observações feitas por profissionais do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que atuam no programa. O livro, disponível na página da Coordenadoria, foi produzido com o apoio da Presidência e do Centro de Estudos Judiciários. Confira outras obras AQUI e relembre como foi o 2º Fórum de Equipes Interprofissionais da Infância e Juventude AQUI.
..........................................................................................
Texto: Redação | Ascom TJPE
Fotos: Agência Rodrigo Moreira

Original disponível em: http://www.tjpe.jus.br/agencia-de-noticias/-/asset_publisher/ubhL04hQXv5n/content/livro-sobre-entrega-responsavel-de-criancas-para-adocao-esta-disponivel?inheritRedirect=false

Reproduzido por: Lucas H.

Ex-bispo afirma que Edir Macedo forçava pastores a fazerem vasectomia clandestina (Reprodução)

12/12/2017 

O documentário da emissora portuguesa TVI, “O segredo dos Deuses” está dando o que falar. Após o primeiro episódio da série, mais uma polêmica foi criada acerca de Edir Macedo e da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Agora o líder é acusado de obrigar bispos e pastores ligados à instituição a passarem por procedimento de vasectomia antes mesmo de se casarem.

“Fiz vasectomia a mando da Igreja e fiz em clínica clandestina, porque eu não podia fazer vasectomia. Eu não tinha filhos, não tinha idade para fazer”, denuncia o ex-bispo Alfredo Paulo, que era atuante na Universal em Portugal.

No país português, a cirurgia é proibida para homens com menos de 25 anos e sem filhos. De acordo com a reportagem, vários pastores e bispos fizeram o procedimento clandestinamente a mando da IURD.

Entre as falas do ex-bispo na produção, são exibidos pronunciamentos de Edir Macedo em cultos realizados em São Paulo. “Os filhos são gerados como ratos, colocados no mundo como ratos. E não venham com essa história ‘foi Deus quem me deu’. Deus que me deu uma ova! Deus não dá filho para ninguém”, diz em um trecho.

Em outra ocasião ele manda recadoà nova geração: “Você, jovem, se tiver juízo, não tenha filho. Porque jogar um filho no mundo é uma irresponsabilidade nos dias atuais.”

O documentário afirma ainda que a Igreja Universal vê os filhos como distração, empecilho e gasto extra.

Adoção 

Alfredo Paulo comentou que após a vasectomia, o casal teria sido motivado a adotar uma criança. “Eu lembro que os pastores faziam filas em clínicas para fazer a vasectomia. Era como se fosse um ‘matadouro’: pastor entrava na clínica, na sala de operação, saía, entrava mais um… Eu lembro claramente disso. Depois, um ficava esperando o outro com o gelo, entravam todos no carro e voltavam para a igreja. No próximo dia eram mais pastores”, disse.

“Eu falei para não ter filhos, não falei? Nós até pagávamos para fazer vasectomia. Mas tem filhos… O problema é seu! Se vira! A Igreja não é uma instituição social” diz outro trecho de um discurso de Edir Macedo, desta vez em áudio, reproduzido na reportagem.

Pronunciamento 

A Igreja Universal se pronunciou por meio de nota ao jornal Folha de S. Paulo, e disse que a série é “uma campanha difamatória, mentirosa”. Além disso, alegou que o documentário está baseado em depoimentos de um ex-pastor que foi afastado da instituição no Brasil, em 2013, por condutas impróprias.

“Os seus membros, em Portugal e fora do país europeu, apresentarão inúmeras ações contra TVI em Portugal e no exterior”, concluí o texto.

Original disponível em: https://www.dm.com.br/cotidiano/2017/12/ex-bispo-afirma-que-edir-macedo-forcava-pastores-a-fazerem-vasectomia-clandestina.html

Reproduzido por: Lucas H.



Hoje vamos falar sobre adoção.
Adoção é o ato jurídico solene pelo qual, observados os requisitos legais, alguém estabelece, independentemente de qualquer relação de parentesco consanguíneo ou afim, um vínculo fictício de filiação, trazendo para sua família, na condição de filho, pessoa que, geralmente, lhe é estranha.
(...) Como se vê, é uma medida de proteção e uma instituição de caráter humanitário, que tem por um lado, por escopo, dar filhos àqueles a quem a natureza negou e por outro lado uma finalidade assistencial, constituindo um meio de melhorar a condição moral e material do adotado (cf. Maria Helena Diniz, Curso de Direito Civil Brasileiro, v. 5 - Direito de Família, p. 520/521, Saraiva).
Adotar é, antes de mais nada, um ato de amor, e de crença na humanidade.
Dizem que os filhos são a prova dupla de que Deus continua a acreditar em nós, apesar de tudo. Acredita nos pais, ao lhes confiar uma missão tão difícil e gratificante, ao mesmo tempo, e acredita na humanidade, porque, quando deixar de acreditar, não mais permitirá que as crianças venham ao Mundo.
Infelizmente, sabemos que são muitos os percalços daqueles que pretendem adotar uma criança no Brasil; vão desde a burocracia excessiva até a corrupção mesmo, em alguns casos isolados. Fato é que a adoção também não pode ser um processo banalizado, devendo passar por etapas necessárias ao amadurecimento do ato.
De qualquer maneira, um dos maiores empecilhos à adoção vem a ser fato de que a maioria dos pretendentes exige que o (a) adotado (a) seja um bebê da mais tenra idade, e muitas vezes com características biológicas diferentes da maioria do nosso povo, altamente, miscigenado em raças e cores das mais diversas.
Portanto, as crianças um pouco mais velhas sofrem duramente. Acabam não sendo desejadas pela maioria dos pais, e ficam em abrigos judiciais por muito tempo, em situação que compromete, evidentemente, seu desenvolvimento biopsicossocial, apesar da boa vontade daqueles que lá trabalham.
Não por outro motivo, o Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio de sua Corregedoria Geral, em iniciativa digna de muitos elogios, lançou a campanha “Adote um Boa Noite”, que visa a favorecer a adoção dessas crianças, para que elas tenham um lar de verdade, no qual possam desejar aos seus familiares adotivos um simples: “boa noite”, como a maioria de nós faz, sem nem pensar na sua importância.
Não percamos de vista que, adotar adolescentes e crianças com mais de 7 (sete) anos é a maneira mais rápida de se realizar o sonho da paternidade e/ou da maternidade, abreviando-se muitos dos percalços antes mencionados, e dando uma oportunidade para se melhorar a condição moral e material do adotado.
Vale conferir: http://www.adoteumboanoite.com.br/
Vamos ajudar?!

Adotar é, antes de mais nada, um ato de amor, e de crença na humanidade.
Dizem que os filhos são a prova dupla de que Deus continua a acreditar em nós, apesar de tudo. Acredita nos pais, ao lhes confiar uma missão tão difícil e gratificante, ao mesmo tempo, e acredita na humanidade, porque, quando deixar de acreditar, não mais permitirá que as crianças venham ao Mundo.
Infelizmente, sabemos que são muitos os percalços daqueles que pretendem adotar uma criança no Brasil; vão desde a burocracia excessiva até a corrupção mesmo, em alguns casos isolados. Fato é que a adoção também não pode ser um processo banalizado, devendo passar por etapas necessárias ao amadurecimento do ato.
De qualquer maneira, um dos maiores empecilhos à adoção vem a ser fato de que a maioria dos pretendentes exige que o (a) adotado (a) seja um bebê da mais tenra idade, e muitas vezes com características biológicas diferentes da maioria do nosso povo, altamente, miscigenado em raças e cores das mais diversas.
Portanto, as crianças um pouco mais velhas sofrem duramente. Acabam não sendo desejadas pela maioria dos pais, e ficam em abrigos judiciais por muito tempo, em situação que compromete, evidentemente, seu desenvolvimento biopsicossocial, apesar da boa vontade daqueles que lá trabalham.
Não por outro motivo, o Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio de sua Corregedoria Geral, em iniciativa digna de muitos elogios, lançou a campanha “Adote um Boa Noite”, que visa a favorecer a adoção dessas crianças, para que elas tenham um lar de verdade, no qual possam desejar aos seus familiares adotivos um simples: “boa noite”, como a maioria de nós faz, sem nem pensar na sua importância.
Não percamos de vista que, adotar adolescentes e crianças com mais de 7 (sete) anos é a maneira mais rápida de se realizar o sonho da paternidade e/ou da maternidade, abreviando-se muitos dos percalços antes mencionados, e dando uma oportunidade para se melhorar a condição moral e material do adotado.
Vale conferir: http://www.adoteumboanoite.com.br/
Vamos ajudar?!

Investigação de TV portuguesa diz que netos de Edir Macedo foram na verdade roubados de família em Portugal (Reprodução)

11/12/2017

Segundo a série de reportagens “O Segredo dos Deuses”, que começa hoje a ser transmitida na TVI de Portugal, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) tinha, na década de 90, um lar ilegal de crianças, em Lisboa, de onde desapareceram vários menores roubados de suas mães.

As crianças eram entregues diretamente no lar, sem conhecimento da justiça por famílias em dificuldades e acabavam no estrangeiro, adotadas, de forma irregular, por bispos e pastores da igreja, adianta a investigação das jornalistas Alexandra Borges e Judite França.

A TVI descobriu que Edir Macedo “está envolvido nesta rede internacional de adoções ilegais de crianças, e que os seus próprios ‘netos’ são crianças roubadas do Lar Universal, uma instituição que à época fazia parte da obra social da igreja”.

Após sete meses de investigação, a equipeda TVI descobriu mães que tiveram os filhos roubados e que falam pela primeira vez.
Estas mães literalmente foram roubadas no que diz respeito aos seus filhos, de quem não sabiam há mais de 20 anos. Esta investigação só foi possível ser conhecida 20 anos depois. Agora, algumas pessoas saíram da Igreja, começaram a ver com distanciamento e guardaram, inclusivamente, documentação original. É uma história muito grave. (...) Temos histórias complicadíssimas", explicou Alexandra Borges, no Jornal das 8 da TVI.
Em casos de adoção que são casos sigilosos, chegar às mães é muito difícil. Estávamos a fazer um caminho de investigação totalmente diferente e, de repente, tropeçamos numa deixa. Fomos desfiar esse fio e o fio nunca mais acabava, até que conseguimos chegar a essas mães e a algumas dessas crianças. (...) Há 20 anos, a máquina estava muito bem acertada", acrescentou a jornalista Judite França.

Segundo a investigação, “um importante membro desta rede chegou até mesmo a roubar um recém-nascido de sua mãe na maternidade e registrá-lo diretamente como seu filho biológico”.

Esta é a primeira série informativa da televisão portuguesa e será revelada em dez episódios, sendo o primeiro transmitido hoje a seguir ao “Jornal das 8” em Lisboa.

Original disponível em: http://www.sulconnection.com.br/noticias/5278/investigao-de-tv-portuguesa-diz-que-netos-de-edir-macedo-foram-na-verdade-roubados-de-famlia-em-portugal

Reproduzido por: Lucas H.

MP de Portugal investiga rede de adoção ilegal de crianças montada pela Igreja Universal (Reprodução)

11 de dezembro de 2017

Reportagem da TVI (Portugal) revela que pelo menos uma dezena de crianças portuguesas foram ilegalmente retiradas aos pais e levadas para fora do país por pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, através de uma rede internacional montada nos anos 1990. Segurança Social pediu ao Ministério Público para investigar o caso. 

O Ministério Público de Portugal abriu um inquérito para investigar uma suposta rede internacional de adoção ilegal de crianças montada pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que na década de 1990 fez desaparecer do país pelo menos uma dezena de menores.

Reportagem de Joana Pereira Bastos, do jornal Expresso (Lisboa), informa que o inquérito, a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP), foi aberto na semana passada na sequência de uma participação feita pela Segurança Social, que pediu ao Ministério Público para investigar os fatos denunciados numa reportagem da TVI que começará a ser exibida nesta segunda-feira.

Na década de 1990, o fundador da IURD, Edir Macedo, obrigou os bispos e pastores da Igreja a sujeitarem-se a uma vasectomia para impedi-los de ter filhos biológicos, ordenando-lhes depois que adotassem crianças. De acordo com a reportagem, foi assim que nasceu uma rede internacional de adoção ilegal.

A IURD geriu entre 1994 e 2001 um lar ilegal de crianças em Lisboa, de onde desapareceram vários menores, retirados às famílias e adotados de forma irregular por responsáveis daquele culto religioso.
Os responsáveis do lar não permitiam que as mães visitassem as crianças ou impediam-nas de assinar o livro de visitas para poderem depois argumentar junto do tribunal que a família biológica manifestava total desinteresse pelos menores, que assim ficavam disponíveis para adoção.

Nos relatórios que enviava às instituições que tutelam os processos de adoção, nomeadamente a Segurança Social e os tribunais, o lar forjava documentação e falsificava informação sobre as mães biológicas para manipular os processos e levar aquelas entidades a retirar em definitivo as crianças às suas famílias.

Num dos casos contado na reportagem, os responsáveis do lar inventaram que uma mãe era dependente química e soropositiva. A informação nunca foi verificada pela Segurança Social nem pelos tribunais e a mãe nunca chegou a ser ouvida, o que é obrigatório em todos os processos de adoção.

A mulher acabou por ficar sem os três filhos, que acabaram por ser adotados pela filha de Edir Macedo, o líder máximo da IURD.

Segundo a investigação da TVI, um importante membro desta rede chegou mesmo a roubar um recém-nascido à mãe na maternidade e registrá-lo diretamente como seu filho biológico”.

Em comunicado, a Segurança Social informa agora que pediu a intervenção do Ministério Público para apurar estes fatos e sublinha que nos últimos anos “foram feitas várias melhorias” ao nível do “controle e rigor” dos processos de adoção, nomeadamente através das alterações legislativas aprovadas em 2001 e 2003.

“Desde essa data e até à atualidade deixou de ser possível que qualquer criança seja acolhida sem medida de promoção e proteção aplicada por tribunal ou por Comissão de Proteção de Crianças em Risco”, frisa a Segurança Social.

Original disponível em: http://www.estacaodanoticia.com/main/2017/12/mp-de-portugal-investiga-rede-de-adocao-ilegal-de-criancas-montada-pela-igreja-universal/

Reproduzido por: Lucas H.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Entre deixar de forma legal o bebê para adoção ela preferiu a Colômbia para abortar (Reprodução)

9/12/2017

Rebeca Mendes Silva depois de não conseguir autorização do STF para fazer o procedimento de interrupção da gravidez divulga que foi a Colômbia para remover o filho.

Rebeca, que é estudante de Direito e mãe de dois meninos, um de 9 anos e o outro de 6, Rebeca descobriu a gravidez no dia 14 de novembro conseguiu rapidamente chegar ao maior órgão do judiciário brasileiro para tentar um pedido de aborto, que é contrário a legislação atual.

Rebeca, alegadamente pobre, mãe de dois filhos pequenos, estudante de direito, não sabia dos riscos de relações sexuais sem contraceptivos? Que os contraceptivos são distibruídos gratuitamente na rede de saúde pública, e que no caso das camisinhas, por exemplo, chegam a vencer por não serem retiradas?

Rebeca, estudante de nível superior, sabe que não pode alegar que poderia ter dido não ao parceiro caso ele não quando ele não colocou o preservetivo, e quando não o fez correu o risco de engravidar, o risco de ele não assumir e o risco de contrair doenças venéreas?

Rebeca, que mesmo sendo ainda uma estudante de direito entrou com uma ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo uma liminar (decisão provisória), não sabe que ela poderia deixar o filho logo ao nascer para adoção ainda no hospital de forma legal? que a fila de adoção de recém nascidos é maior que o número de crianças? o que não acontece infelizmente com crianças maiores.

Rebeca, a estudante de direito e já mãe de dois filhos, é tão inocente que fez isso por necessidade ignorando o resto, ou foi usada por partido político que não consegue apoio popular para suas posições - a razão de existir o partido - e assim abarrotam a justiça de processos tentando que ela legisle em seu favor?

Rebeca não sabe que a ONG que a levou para praticar o aborto fora do país, como todas as outras, promove a liberação do aborto mas nunca orientam que as mães não são obrigadas a ficarem a criança ao nascer?

Rebeca não sabe que a ONG que a levou para tirar a vida do terceiro filho para que ela não tivesse um "estresse" promove a liberação do aborto mas não promove que seja antes liberado no sistema de saúde público a esterilização, de homens e mulheres - evitando a gravidez - e nem mesmo criam associações para fornecer o procedimento de esterilizaçãoo de forma gratuita, como fazem para abortar, e com menos riscos que um aborto?

Rebeca, a estudante de direito que chegou ao Supremo Tribunal Federal, em poucas semanas para discutir um item já presente na constituição, mesmo tendo vários outros direitos a opções à seu favor, não é vítima. A vítima ficou na Colômbia.

Original disponível em: http://www.folhapa.com.br/artigo/247026/Entre-deixar-de-forma-legal-o-bebe-para-adocao-ela-preferiu-a-Colombia-para-abortar

Reproduzido por: Lucas H.

Recém-nascidos e adolescentes aguardam por adoção em abrigos no Tocantins (Reprodução)


Reproduzido por: Lucas H.

Relator do projeto que destrava adoções no Brasil diz que vai trabalhar pela derrubada de vetos à lei (Reprodução)

08/12/2017

Relator de proposta que deu origem a mudanças no processo de adoção de crianças e adolescentes no Brasil diz que vai trabalhar pela derrubada de vetos à lei (13.059/17). Segundo o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), o texto foi construído por quatro meses, com a participação de diferentes partidos.

O presidente Michel Temer vetou quatro trechos da lei. Entre eles, o que determinava que "recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por suas famílias no prazo de 30 dias" seriam cadastrados para adoção. A justificativa para o veto foi de que o prazo seria curto e poderia impedir, por exemplo, que mães que tivessem depressão pós-parto e ficassem longe do filho pudessem reivindicar a guarda da criança após um mês.

Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ) defendeu que o Congresso derrube os vetos de Temer, em especial o que trata sobre a destituição do pátrio poder.

"Em especial é em relação ao prazo de destituição do pátrio poder, é importantíssimo porque é um dos itens para agilidade no processo. Se não chegar a convencer o governo para derrubar esses vetos, a intenção do nosso relatório não vai chegar a ser 100% da necessidade das crianças e adolescentes que estão nos abrigos."

O texto vetado previa que, na hipótese de o genitor ou representante da família extensa não comparecer em audiência para confirmar a intenção de exercer o poder familiar, a autoridade judicial suspenderia o poder familiar da mãe e a criança seria colocada sob guarda provisória de quem estivesse habilitado para adotá-la. O governo justificou o veto por contradições entre o texto e outros dispositivos da lei.

Outro trecho vetado é o que estabelecia que toda criança ou adolescente incluído em programa de acolhimento familiar ou institucional teria sua situação reavaliada no máximo a cada três meses. O Executivo alegou que a redução do prazo (de seis para três meses) poderia sobrecarregar as equipes dos Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O advogado da ONG Aconchego, Hugo Teles, também criticou os vetos de Temer, especificamente o deste caso:

"Esse veto com essa justificativa é um absurdo, porque significa admitir a falência do próprio Estado, significa dizer que há uma situação de deficiência e que ela vai ser mantida. Não vão ser feitos esforços para que essa realidade mude, e a situação das crianças e adolescentes que vivem em abrigos melhore."

A nova lei altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto prevê preferência na fila de adoção para interessados em adotar grupos de irmãos ou crianças. Também passará a ter prioridade quem quiser adotar adolescentes com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde.

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier


Reproduzido por: Lucas H.

Thrity Umrigar aborda questões morais em livro sobre menino negro educado por família branca (Reprodução)



RIO — Abandonado na infância, Anton ganha uma nova chance na vida ao ser adotado. Negro, ele se adapta no seio de uma família branca poderosa e influente. Depois de crescer cercado de amor e privilégios, vê um futuro de ouro e até uma carreira política se anunciar diante dele. Quando a verdadeira história sobre sua adoção vem à tona, porém, Anton começa a reavaliar suas escolhas e origens.


Com a trama de “O filho de todos”, que acaba de ser traduzido no Brasil, a escritora americana de origem indiana Thrity Umrigar toca num tema pouco falado nos Estados Unidos, a adoção e suas consequências. Mais do que mostrar como uma adoção pode ser instrumentalizada por famílias privilegiadas, ela a usa como um símbolo dos conflitos de identidade e tensões raciais no país.


— Não foi uma decisão consciente, já que a trama inteira se apresentou a mim como um flash de inspiração — diz a autora, que se mudou de Bombaim para os Estados Unidos com 21 anos, em entrevista por e-mail. — Mas entendo agora como pude contar uma história mais ampla sobre os Estados Unidos e as tensões raciais nesse país, através da história íntima de um garoto adotado por uma poderosa família branca.


Dependente de drogas, a mãe de Anton, Juanita, havia sido encontrada desacordada enquanto o filho, trancado sozinho em casa, tentava fugir pela janela. Foi o suficiente para que a guarda lhe fosse tirada. Mas, por trás da versão oficial, há um segredo envolvendo o importante pai adotivo de Anton, que usou sua influência e manipulou Juanita para colocar o filho em sua família.


Muitos poderiam ver Anton como um “trophy son” — um filho-troféu usado para melhorar a imagem social de seus pais. Mas a questão é mais complexa, explica Thrity.


— Discordo dessa caracterização — diz a autora. — Anton é um filho muito amado por seus pais. Acredito que o seu corpo é um campo de batalha no qual os adultos estão tentando trabalhar suas diferentes disfunções e seus problemas. Mas nunca duvidei que todos eles o amam o máximo que lhes é possível, levando em consideração as limitações e os pontos fracos de cada um.


“O filho de todos” é o primeiro livro de Thrity com um protagonista negro — e nenhum indiano. Autora de livros de sucesso como “A distância entre nós” (sobre duas mulheres de classes sociais opostas na Bombaim contemporânea), ela usou suas próprias experiências de vida num país estrangeiro para entrar melhor na cabeça de Anton, que precisa viver como um negro numa família branca que não é sua. “Eu ainda não sei se você é o homem branco mais negro que já encontrei ou se é o negro mais branco”, diz a namorada do personagem, ao terminar o relacionamento com ele.


— Essa frase é baseada em algo que um jovem garoto me disse quando eu estava viajando com amigos para a América do Sul — lembra a escritora. — Foi décadas atrás. Eu estava em uma pequena cidade onde não havia asiáticos, e esse garoto negro ficou me encarando, voltou-se para a mãe e disse: “Mãe, não sei se essa garota é negra ou branca”. Nunca esqueci disso.


Thrity acredita que, para o bem ou para o mal, os Estados Unidos estão fortemente interessados em questões de identidade neste momento. A autora, que também é jornalista e colaboradora de veículos como o “The Washington Post”, não escapou de críticas sobre “lugar de fala” por abordar não apenas um personagem negro, como adotado.
— Não foram muitas críticas, mas o assunto sempre surgiu em todas as entrevistas que dei. Tentei respondê-las com honestidade e franqueza e pedindo para que se julgasse o livro por seus próprios méritos, e não pela raça da escritora. Apenas me dei permissão para contar a história que eu queria contar. E tentei explorar a humanidade de meus personagens, o que os torna humanos, apesar de sua embalagem externa parecer diferente da minha.

“O FILHO DE TODOS”

AUTORA: Thrity Umrigar. TRADUÇÃO: Claudio Carina. EDITORA: Globo Livros. PÁGINAS: 344. Quanto: R$ 39,90.


Original disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/thrity-umrigar-aborda-questoes-morais-em-livro-sobre-menino-negro-educado-por-familia-branca-22164755


Reproduzido por: Lucas H.

PM tenta encontrar mãe de criança que diz ter sido abandonada (Reprodução)

08/12/2017

Uma criança de 9 anos de idade foi encontrada por policiais militares na manhã desta sexta-feira (8/12) depois de pedir ajuda em um posto de gasolina do Setor de Indústria Gráfica (SIG). O menino contou que estava perdido após ter sido deixado por sua mãe, na noite de quinta (7/12), em um supermercado.

Os policiais acolheram o menor e começaram a circular pela região para encontrar os responsáveis pela criança. O garoto forneceu um endereço no Recanto das Emas, dizendo que era sua moradia. Os militares foram até o local e não encontraram ninguém. Os vizinhos informaram que o casal abandonou o imóvel há dois meses.

Atrás de informações concretas, eles foram até a escola da criança e, em conversa com a direção, ficaram sabendo que o aluno está matriculado no 3º ano do ensino fundamental e frequentou o colégio normalmente no mês de novembro.

Informados do endereço residencial cadastrado na ficha do aluno, que era diferente do primeiro fornecido pela criança, os policiais se dirigiram até o local e foram comunicados pelos moradores que ninguém conhece a criança.

Os militares verificaram nas delegacias se os pais haviam registrado alguma ocorrência de desaparecimento do menino, mas descobriram que não. Depois de todo o esforço na tentativa de encontrar os pais, os PMs entregaram o garoto ao Conselho Tutelar.

Original disponível em: https://www.metropoles.com/distrito-federal/pm-tenta-encontrar-mae-de-crianca-que-diz-ter-sido-abandonada

Reproduzido por: Lucas H.

Licença maternidade e a legislação trabalhista - principais obrigações (Reprodução)

08/12/2017

Toda gestante tem direito a um emprego, realizar exames de acompanhamento pré-natal, ter um parto seguro, à licença-maternidade e a amamentar o seu filho.

A gestante há garantia de emprego, desde o início da gestação até 120 (cento e vinte) dias após o parto. A pessoa deve informar documentalmente o RH da empresa que está grávida. Somente poderá haver rescisão, em caso de justa causa.

A empregada deve, mediante atestado médico, notificar o seu empregador da data do início do afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 28º (vigésimo oitavo) dia antes do parto e ocorrência deste. A licença maternidade será de 120 (cento e vinte) dias.

A empregada gestante será afastada de quaisquer atividades, operações ou locais insalubres enquanto durar a sua gestação, excluindo, dessa forma, o pagamento do adicional de insalubridade.

O exercício em atividades e operações insalubres em grau médio ou mínimo, será permitido quando a gestante, voluntariamente, apresentar atestado de saúde, emitido por médico de sua confiança, que autorize a sua permanência no exercício de suas atividades. A empregada lactante será afastada de atividades e operações insalubres, de qualquer grau, quando apresentar atestado de saúde emitido por médico de sua confiança, que recomende o afastamento durante a lactação.

É garantido a empregada a dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas médicas e demaisexames complementares, desde que devidamente comprovados por atestado médico legal.

Em caso de morte da genitora, é assegurado ao cônjuge ou companheiro empregado o gozo de licença por todo o período da licença-maternidade ou pelo tempo restante a que teria direito a mãe, exceto no caso de falecimento do filho ou de seu abandono.

Em caso de aborto não criminoso, comprovado por atestado médico oficial, a mulher terá um repouso remunerado de duas semanas, ficando-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava antes de seu afastamento.

É de direito da mulher, horários de descanso para amamentar o filho, até que o mesmo complete 06 meses, devendo ser de dois períodos de 00:30min. cada e definidos em acordo individual entre a mulher e o empregador.

O empregador não pode exigir atestado ou exame, de qualquer natureza, para comprovação de esterilidade ou gravidez, na admissão ou demissão.

Licença maternidade – Adoção

Em caso de adoção, o empregado adotante tem direito a estabilidade provisória, inclusive durante o aviso-prévio trabalhado ou indenizado, bem como licença-maternidade de 120 dias a mães adotivas, inclusive no caso de adolescentes.

Direito a 2 descansos especiais de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho, para amamentar seu filho adotivo até que este complete 6 meses de idade.

Original disponível em: http://www.contabeis.com.br/artigos/4392/licenca-maternidade-e-a-legislacao-trabalhista-principais-obrigacoes/

Reproduzido por: Lucas H.

Trancadas, crianças são resgatadas após jogarem bilhetes: 'Fome e sede' (Reprodução)

08/12/17

Depois de jogarem bilhetes enrolados em pedras pedindo socorro, duas crianças, de 6 e 9 anos, além de três adolescentes, foram resgatados, nessa quinta-feira (7), na periferia de Cuiabá. As vítimas ficaram abandonadas e trancadas em um cômodo, vivendo em condições desumanas. Os pais delas foram presos.

Policiais da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) afirmaram que as crianças passavam fome e sede, conforme escreveram na mensagem. O cenário era sujo e dormiam em um colchão molhado, sem acesso à casa principal. Em um dos bilhetes, chegaram a dizer que se alimentavam com comida azeda. Após o resgate, elas estão sob cuidados do Conselho Tutelar.

Segundo informações do G1, o casal, identificado como Hélio Roberto dos Santos e Natália Pereira de Paula, foi preso por crime de lesão corporal dolosa por violência doméstica (tortura e maus tratos) e encaminhado para audiência de custódia, nesta sexta.

Original disponível em: https://www.noticiasaominuto.com.br/justica/487097/trancadas-criancas-sao-resgatadas-apos-jogarem-bilhetes-fome-e-sede

Reproduzido por: Lucas H.

Fenômeno, Jessica Long amplia saga gloriosa com 8 ouros em Mundial Paralímpico (Reprodução)

08.12.17

A vida da nadadora Jessica Long é realmente digna de um filme. E, se o mais recente capítulo da sua história fosse gravado nesta semana, na Cidade do México, serviria para documentar uma das muitas semanas de glórias alcançadas pela norte-americana de 25 anos.

Com nada menos do que oito medalhas de ouro em oito finais disputadas no Mundial Paralímpico de Natação, encerrado na última quinta-feira, ela foi a atleta mais vencedora de toda a competição, realizada no mesmo palco da modalidade na Olimpíada de 1968.

Nadando de forma dominante neste lugar onde o lendário norte-americano Mark Spitz conquistou os seus dois primeiros ouros olímpicos antes de se consagrar com mais sete nos Jogos de Munique-1972, Jessica ampliou a sua dinastia de triunfos ao ganhar as provas dos 100m costas classe S8, dos 100m peito SB7, dos 100m borboleta S8, dos 100m livre S8, dos 200m medley SM8, dos 400m livre S8 e dos revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley 34 pontos (soma das categorias funcionais de cada atleta da equipe).

Estes triunfos e as consequentes medalhas se tornaram rotina há mais de uma década na carreira da nadadora, considerada um fenômeno do esporte, e cujo sucesso desafiou prognósticos desfavoráveis de quem sofreu muito antes de se consagrar mundialmente e também se tornar uma estrela popularmente conhecida nos EUA, onde hoje poderia ser chamada de “Michael Phelps de maiôs” da natação paralímpica.


É preciso voltar aos primeiros dias de vida da para-atleta para entender o quão fantástica – e improvável – foi a sua jornada. A começar pela rejeição dos seus pais. Nascida na Rússia e registrada com o nome Tatiana Olegovna Kirillova, ela tinha hemimelia fibular, uma doença que impediu o crescimento normal dos seus membros inferiores, e foi abandonada pelos pais em um orfanato pouco tempo após completar um ano de vida.


Seis meses depois disso, a então menininha russa foi adotada por Beth e Steven Long, um casal de família norte-americana que a levou para os Estados Unidos. No país, eles rebatizaram a menina Jessica Long e começaram a enfrentar uma interminável luta para dar melhor qualidade de vida à garotinha. Ela foi submetida a nada menos do que 24 cirurgias em decorrência das complicações de sua deficiência física. E mesmo assim precisou amputar as duas pernas na região que fica abaixo da altura dos seus joelhos.


Desta forma, Jessica se viu obrigada a ter de usar próteses para poder caminhar e, aos 10 anos, foi levada pela sua mãe adotiva a um clube para que pudesse inicialmente apenas brincar em uma piscina, tendo em vista o fato de que a menina sempre gostou de ficar na água.


Entretanto, o que no início poderia ser encarado apenas como uma diversão virou coisa muito séria dentro de pouco tempo. Com apenas 12 anos, Jessica viajou como a mais jovem atleta da delegação da seleção de natação dos Estados Unidos aos Jogos Paralímpicos de Atenas, em 2004. E, para espanto de quem a viu competir na Grécia, conquistou três medalhas de ouro.


Aquela estreia precoce marcou o surpreendente início da saga de glórias de Jessica, que depois colecionaria vários recordes mundiais e números impressionantes. Ela é dona de 23 medalhas dos Jogos Paralímpicos, sendo 13 de ouro, seis de prata e quatro de bronze ao logo de quatro edições do evento. Para completar, passou a contabilizar, no México, 46 medalhas em Mundiais, 35 delas de ouro, além de dez de prata e uma de bronze. Esta foi a sua sexta participação na competição, na qual estreou em 2006, com 14 anos.


O sucesso e a inevitável fama mundial como nadadora paralímpica fizeram com que Jessica também fosse reconhecida pela TV por Natalya e Oleg Valtyshev, pais que a rejeitaram duas décadas atrás, e que não tiveram dúvida de que a já estrela da natação era a sua legítima filha. Isso ocorreu no período de disputas da Paralimpíada de Londres, em 2012, e motivou um reencontro entre eles que virou até tema de um documentário.


Para surpresa de muitos, Jessica reencontrou com alegria a sua mãe biológica, 20 anos após o seu nascimento, em Baltimore, onde foi criada nos Estados Unidos e para onde Natalya Valtyshev viajou para rever a filha após mandar uma carta com um pedido de perdão pela decisão tomada duas décadas atrás. A nadadora aceitou o pedido e a abraçou, assim como compartilhou o gesto afetivo em suas redes sociais. Foi então um ato nobre da estrela paralímpica.


MIDIÁTICA – Dominante dentro das piscinas, Jessica Long também se tornou uma estrela fora da água. Com um belo rosto, passou a trabalhar como modelo em campanhas publicitárias de grandes empresas, entre elas a Coca-Cola, e atraiu patrocinadores com a sua condição de celebridade.

Loira de olhos azuis, a nadadora começou a posar para vários ensaios fotográficos de diversas publicações, entre as quais a famosa e prestigiada revista norte-americana Sports Illustrated.


‘DIVERSÃO’ NO MUNDIAL – No México, ela justificou a condição de favorita pelos ouros que conquistou e, ao desfilar a sua beleza dentro e fora da piscina da Piscina Olímpica Francisco Marquez, para onde disse ter ido disputar o Mundial apenas com o objetivo principal de “de divertir”, pois disse ter chegado à competição após optar para descansar mais neste ano pós JOgos Olímpicos do Rio. Porém, a sua “diversão” resultou em mais oito medalhas de ouro para o seu extraordinário currículo paralímpico.


Nem por isso, entretanto, Jessica deixou de reconhecer a importância deste seu mais novo feito nas piscinas. “Isso me faz sentir ótima. Essa foi definitivamente uma experiência realmente maravilhosa de Campeonato Mundial. Ir embora com oito medalhas de ouro, eu não poderia pedir por nada melhor. Isso é realmente empolgante”, comemorou Jessica.


Na natação paralímpica desde os 12 anos de idade, a nadadora fala como uma autêntica veterana cujos inúmeros poderiam até motivá-la a tomar outro rumo na vida, mas ela já deixou claro que está bem longe de pensar em deixar as competições. Até porque adora receber medalhas de ouro em cerimônias de premiação.


“Verdadeiramente nunca estamos velhos para ficar no topo do pódio e ouvir o hino nacional, e tudo isso enquanto os meus companheiros de seleção estão torcendo por mim. Não importa quantas vezes eu competir, eu ainda fico com nervos arrepiados e sou agradecida por esta vida que eu consegui viver”, ressaltou a nadadora, após fechar a sua participação no seu dourado Mundial na Cidade do México.

Original disponível em: https://istoe.com.br/fenomeno-jessica-long-amplia-saga-gloriosa-com-8-ouros-em-mundial-paralimpico/

Reproduzido por: Lucas H.

Vara da Infância e Juventude de Friburgo lançará apadrinhamento por um dia (Reprodução)

09 de dezembro de 2017

Assim como em qualquer lugar do mundo, em Nova Friburgo há crianças esperando para serem adotadas e pessoas cadastradas para adotar. Nem sempre, no entanto, a demanda combina com a procura de interessados. Outro fator que dificulta esse encontro é que a maioria dos adotandos quer crianças brancas, ainda bebês e saudáveis. Crianças entre 5 e 7 anos também são adotadas. Mas dessa faixa em diante, dos 8 aos 17, a adoção fica bem mais difícil.

No entanto, tudo é possível. Este ano, por exemplo, um bebê com micro-encefalia foi adotado por um casal que mora em outra cidade, segundo relato da juíza Adriana Valentim. “E adolescentes têm mais chances de serem adotados por famílias estrangeiras”, acrescentou. 

Titular da 1ª Vara da Infância e Juventude e do Idoso da Comarca de Nova Friburgo desde fevereiro deste ano, a juíza Adriana Valentim citou a Casa de Acolhimento Vila Sorriso (Cavis), em Mury, uma instituição vinculada à secretaria de  Assistência Social, com capacidade máxima para 20 crianças, com idades de 0 a 17 anos. Entre outras questões, abordou a importância da assistência médica e psicológica que crianças e adolescentes devem receber para sanar eventuais traumas.

“Geralmente, elas precisam de tratamentos para se recuperarem física e emocionalmente”, revelou.
Sobre esta situação, Adriana acentuou o delicado estado em que essas crianças se encontram quando chegam à Cavis. “Lidar com crianças e adolescentes marcadas por sérios problemas familiares é uma situação delicada, que exige uma atenção redobrada e projetos que efetivamente melhorem as condições de vida deles. Recuperar a sua auto-estima é fundamental. Afinal, são crianças marcadas por lares desfeitos, e, não raro, violentos”, reiterou.

Segundo a juíza, antes de mais nada, a principal preocupação das autoridades, ao avaliar as condições onde estão inseridas, é verificar se existe uma real situação de risco. Neste caso, o Conselho Tutelar vai ao domicílio indicado para atestar riscos, depois informa o Juizado, que então autoriza o recolhimento dessas crianças. “Quer dizer, esse encaminhamento só ocorre depois que o Conselho faz uma prévia e cuidadosa análise sobre a existência de algum membro da família extensa, ou seja, se há uma avó(ô), tia(o) em condições de acolher essa criança. Só quando se esgotam todas as possibilidades de haver algum parente é que a criança é encaminhada para o abrigo”, explicou a doutora Adriana, referindo-se à Cavis.

Ao assumir a 1ª Vara, Adriana Valentim mapeou a situação do município, observou os procedimentos para adoção, os estudos técnicos realizados para determinar quais crianças estariam em condições legais de serem adotadas.

“Ao chegarem à Cavis, as crianças são assistidas por uma equipe composta por psicóloga e assistente social. A impossibilidade de a criança ser reintegrada à família biológica leva em conta diversos fatores: falta de moradia e alimentação; abandono; pai e/ou mãe vivendo nas ruas, envolvidos com drogas; reiterados atos de negligência, abuso sexual, entre outros. Qualquer desses fatores leva o Ministério Público a entrar com uma ação de destituição do poder familiar. É o primeiro passo para considerar a possibilidade de uma posterior adoção. Esse poder passa para uma família substituta, que depois pode ser também substituída por uma família ou pessoa que queira adotar definitivamente uma criança”, esclareceu a juíza.

Apadrinhamento

No momento, a juíza está empenhada em colocar em prática, no início de 2018, um projeto de apadrinhamento dos jovens com idades entre 8 e 17 anos. A ideia é que essas crianças tenham a oportunidade de conviver com uma ou mais pessoas, em determinado dia ou período. Para passear, ir ao cinema, tomar um sorvete, enfim, participar de uma atividade comum às famílias, num dia qualquer da semana, uma vez por mês, num fim de semana. Poder “estar” em um lar estruturado, se sentir acolhido e desejado, para viver o cotidiano daquele lar. Passar o Natal, a Páscoa. Ou viajar nas férias. Pode também ser um padrinho que ofereça um determinado tratamento, dentário, psicológico, esportivo.  

“Neste caso, esses serviços seriam oferecidos por dentistas, médicos, professores, que dispusessem de um tempo para ir ao Cavis se dedicar a uma ou mais crianças, uma vez por mês, ou como fosse possível. Empresários de diversos setores, da construção, do setor de alimentos, por exemplo, comerciantes, em geral, poderiam ajudar na manutenção da sede da Casa Acolhedora, ou das necessidades do dia a dia, do funcionamento da entidade. Enfim, há várias formas de colaborar para melhorar as condições de vida dessas crianças”, sugeriu Adriana, acrescentando que ambas as partes são preparadas para viver esse tipo de relação, que pode ser passageira, mas não impede que se torne uma relação de amizade duradoura. “São relações próprias de padrinhos e madrinhas com seus afilhados”, reiterou Adriana.  

Para divulgar esses projetos, a juíza está criando um blog a ser lançado ano que vem para divulgar toda essa demanda e atrair parcerias para o bom andamento do trabalho realizado na Casa Acolhedora Vila Sorriso. “Também pretendo convidar artistas, poetas e escritores para conhecer o espaço, interagir com as crianças. Quem sabe quantos talentos não podem ser descobertos ali? Essas crianças precisam de tudo isso, de uma casa que não seja apenas um abrigo, mas uma casa com jeito de lar, onde vive uma família. Elas precisam sentir o que é viver assim e serem olhadas com mais atenção e carinho, até que sejam adotadas”, encerrou Adriana Valentim.   

Original disponível em: https://avozdaserra.com.br/noticias/vara-da-infancia-e-juventude-de-friburgo-lancara-apadrinhamento-por-um-dia

Reproduzido por: Lucas H. 

No universo de 40, apenas duas crianças são acolhidas por famílias (Reprodução)

08/12/17

Crianças em situação de vulnerabilidade social, retiradas de suas famílias por decisão judicial e que estão em abrigos públicos, podem ser acolhidas por outras até a Justiça definir sobre a adoção definitiva ou o retorno à família original.

Denominado de “Família Acolhedora”, o projeto de lei que regulamentou o acolhimento em residências de famílias para crianças e adolescentes afastados dos pais e de parentes, entrou em vigor em julho deste ano na cidade.

Uma equipe da Secretaria de Assistência Social está realizando um trabalho de divulgação do projeto para aumentar o número de crianças acolhidas em um lar.

A Assistente Social do projeto, Gisele Dayane Milani, disse que na cidade existem três unidades de acolhimento, com um total de 40 crianças e adolescentes. Apesar da quantidade, apenas duas foram acolhidas em um lar até o momento.

Gisele disse que as famílias recebem um salário mínimo por criança – até duas- para ajudar no custeio das despesas até o período do acolhimento. Acima de três crianças, não são três salários, é proporcional.

Segundo a psicóloga do projeto, Emily Parmezan de Freitas, a equipe que analisa a família que vai abrigar por um período a criança ou adolescente, é composta por assistente social, psicóloga, educadores e coordenadores. “Existe todo um protocolo que seguimos para conseguir trabalhar com a criança e com a família. Esse não é um projeto de adoção, e sim de acolhimento, até definição da Justiça se a criança, ou o adolescente vai para a família de origem ou família substituta”, destacou.
Crianças que estão abrigos podem ser acolhidas por famílias de Três Lagoas. Na cidade, existem 40 crianças que foram retiradas do convívio familiar por decisão da justiça, e que podem passar um período em um lar.




Reproduzido por: Lucas H.

Mais de 100 crianças aguardam por adoção em abrigos no Tocantins (Reprodução)

07/12/2017

Mais de 100 crianças ainda aguardam por adoção em abrigos no Tocantins. Em Araguaína são 26 meninos e meninas esperando pela chance de ter uma família na Casa de Acolhimento Ana Caroline Tenório, mas apenas nove estão aptas para adoção. Casais que querem se candidatar são obrigados a passar por um curso preparatório para receber os novos filhos.

Um desses casais é formado por Ivonaldo e Francilene Silva. Eles tiveram dois filhos biológicos juntos, mas as crianças morreram com poucos meses. Francilene já era mãe de um adolescente, mas eles querem criar outro filho juntos e por isso decidiram recorrer à adoção. "Tantas crianças querendo, em um abrigo, uma mãe, um pai. Então a gente optou em fazer esse gesto de amor, né. Que é muito importante, muito bonito", disse ela.

No abrigo em Araguaína, a idade das crianças varia entre recém-nascidos até adolescentes com 17 anos. Alguns são portadores de necessidades especiais. A Justiça quer diminuir a demora dos processos de adoções no estado. Uma nova lei determina que tudo precisa se resolver em até quatro meses.

"Pode até sem prorrogável, excepcionalmente, mas a lei agora dia 22 de novembro estipulou um prazo de 120 dias", explicou o juiz Herisberto Caldas.


Reproduzido por: Lucas H.

Justiça austríaca aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo (Reprodução)

7 de dezembro de 2017

O Tribunal Constitucional da Áustria discutiu o assunto depois de duas mulheres que tiveram seu pedido para se casarem recusado casarem prestarem queixa.

Os juízes do Constitucional baseiam a sua decisão, tornada pública na terça-feira (5), no fato de considerarem as atuais leis discriminatórias. Na Áustria, os casais do mesmo sexo podem registar legalmente a sua relação desde 2010, mas ainda não era possível prescrever matrimônio.

As restrições ao casamento serão suspensas no final de 2018. Tanto os casais LGBT como os heterossexuais poderão registrar legalmente a sua relação, o passo anterior ao casamento.

A decisão agora tomada vai acabar com as desvantagens em que se encontravam os casais do mesmo sexo face aos heterossexuais.

Segundo uma sondagem do diário austríaco Der Standard, a decisão do supremo vai de acordo com a vontade da maioria da população -62% dos austríacos é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Apesar da opinião pública favorável, as tentativas de legalizar as uniões foram sempre impedidas e bloqueadas pelos conservadores com maioria no Parlamento (o ÖVP, Partido Popular, e o FPÖ, da extrema-direita), que ganharam força com a vitória dos populares de Sebastian Kurz nas eleições de outubro. Agora, a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo representa uma vitória progressista em meio a crescente onda conservadora na política.

No seu caminho em direção a direitos iguais, os casais austríacos do mesmo sexo têm feito algumas conquistas desde que, em 2010, lhes foi permitido registar a sua união. Em 2013 passou a ser possível a adoção do filho do companheiro/a e, três anos depois, foi autorizada a adoção sem restrições.

A presente decisão da justiça de Viena coloca fim a um debate que se intensificou depois de, em julho, a Alemanha ter aprovado a lei do matrimónio entre pessoas do mesmo sexo (o primeiro casamento foi celebrado em Berlim, a 1 de outubro).

Na Austrália, a aprovação seguida de um pedido de casamento 

O Parlamento australiano aprovou nessa quinta-feira (7) a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A decisão segue o resultado de um referendo voluntário e não vinculativo, em que 61,6% dos australianos votaram a favor e em que participaram 79,5% dos eleitores (quase 13 milhões de pessoas).

A decisão coloca um ponto final a uma década de debate sobre o tema. A mudança foi aprovada por uma maioria dos deputados da Câmara dos Representantes do Parlamento australiano, uma semana depois do senado também conferir parecer favorável à proposta de legalização.

No início dessa semana, o deputado Tim Wilson interrompeu seu discurso em defesa da lei do casamento homossexual para pedir em casamento Ryan Bolger; ambos estavam juntos a nove anos.

Do Portal Vermelho, com informações do Público 


Reproduzido por: Lucas H.

Artista do AM produz grafite em homenagem a Titi, filha de Bruno Gagliasso: 'Não ao preconceito', diz (Reprodução)

07/12/2017

O artista Sérgio Pinho da Silva, o “Ude”, criou um grafite inspirado na pequena Titi, filha adotiva dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. A arte foi produzida após uma socialite postar um vídeo na internet em que ofende a criança com comentários racistas.

A arte, que tem 4 metros de altura, foi pintada no muro de uma residência localizada no bairro da Redenção, Zona Centro-Oeste de Manaus e demorou dois dias para ser concluída.

Resolvi fazer esse grafite depois que acompanhei nas redes sociais o drama da garotinha Titi, que é só uma criança e não merecia isso. Esse grafite é uma homenagem a ela e traz a mensagem: 'Não ao preconceito. Não ao racismo. Não ao bullying'”, explicou o artista.

Segundo o artista, ao fazer o grafite, ele não imaginou que haveria tanta repercussão. "Eu fiz mais para a sociedade olhar e refletir que o mundo precisa de mais amor, de arte, e fazer o bem. Quando eu fiz esse grafite, não sabia que iria repercutir tanto, nem que ia chegar até eles [os atores e pais da criança]. De maneira alguma eu fiz esperando ganhar fama, mas queria dizer a eles que fiz de coração", contou.

O grafite, segundo Ude, foi inspirado em uma foto da pequena Titi que foi postada na conta do Instagram do pai da criança. "A foto está no Instagram do Bruno. As nuvens e as cores são para brincar com o cenário'. Escolhi esses detalhes pensando nela, por ela ser criança", explicou.
"A arte foi feita toda com spray. Pedi do proprietário da casa para fazer e ele autorizou. Foram dois dias. A chuva atrasou um pouco, teve que parar, mas está aí", disse o artista.

As obras de Sérgio, que é grafiteiro há 17 anos, são inspiradas no cotidiano, em pessoas que já faleceram, nos rostos crianças. "Normalmente eu peço uma foto da pessoa, do rosto, e a partir daí, é a minha criatividade, brinco com as cores. O grafite representa muita coisa pra mim. Representa igualdade, é uma forma de protesto. Uma arte fala por mil pessoas. A arte fala o que muitas pessoas têm medo de falar", afirmou o artista.


Reproduzido por: Lucas H.

Campanha de adoção do TJ-SP aumenta procura por crianças maiores (Reprodução)

07/12/2017

Em Casa
De outubro até agora, seis já começaram a conviver com os possíveis futuros pais e 13 estão com pretendentes sendo avaliados no Fórum de Santo Amaro, onde a iniciativa começou a ser testada. De janeiro a outubro, apenas duas adoções de crianças maiores tinham sido finalizadas.

Luz
Antes do lançamento da campanha, que inclui também crianças com deficiência, houve um debate interno sobre a razoabilidade da ideia, já que ela exige a exposição dos menores, que têm as fotos colocadas em um site e já apareceram em programas de TV. O balanço indicaria que ela foi até agora bem-sucedida.

Xodó
Só uma das crianças, Maria Inês, de 11 anos, despertou o interesse de 70 pretendentes.

Longa Espera
De acordo com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), há no Brasil hoje 8.308 crianças e adolescentes esperando por adoção. Destes, 70% têm mais de 8 anos e 60% têm irmãos, o que dificulta que encontrem uma família. Outras 27% têm problemas de saúde.

Chave
A Justiça do Uruguai já liberou o doleiro Vinicius Claret, conhecido como Juca Bala, para ser deportado de volta ao Brasil. Ele é acusado de lavar dinheiro para o ex-governador do Rio Sérgio Cabral e para a Odebrecht. A juíza que tomou a decisão concedeu ao Brasil 30 dias para buscá-lo em Montevidéu. Caso contrário, ele será colocado em liberdade.

Original disponível em: http://www.ceert.org.br/noticias/crianca-adolescente/20401/campanha-de-adocao-do-tj-sp-aumenta-procura-por-criancas-maiores

Reproduzido por: Lucas H.