terça-feira, 10 de julho de 2012

Votorantim reduz tempo de abrigo de menores em entidades


10/07/2012 | ADOÇÃO Votorantim reduz tempo de abrigo de menores em entidades Notícia publicada na edição de 10/07/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 007 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h. Em Votorantim, segundo levantamento da Vara da Infância e Juventude, 23 crianças e adolescentes sob a guarda da Justiça estão abrigadas atualmente em duas entidades da cidade. Embora o número seja um pouco maior do verificado em 2009, quando 18 menores estavam nas instituições, a assistente social Patrícia Mauro Silva de Lima, disse que o tempo de permanência foi reduzido de uma média de dois anos para cerca de seis meses. Ela explica que o número de crianças sob a tutela é muito variável, pois depende dos casos que chegam à Justiça, mas que o principal benefício conquistado a partir da nova lei de adoção é que eles ficam menos tempo abrigadas. "Existe um trabalho muito forte para que a família se prepare para poder receber essas crianças de volta ao lar, além de uma atuação junto à comunidade para estimular as adoções, principalmente as tardias". Atualmente, 15 crianças e adolescentes estão aptos para a adoção no município, sendo que 4 delas já estão em processo de conhecimento de novas famílias que demonstraram interesse em adotá-las. A lista de pessoas habilitadas para adotar é de nove pessoas. Em 2009, a lista chegava a 20 pessoas. "Essa redução é positiva, pois mostra que muitos casais já conseguiram efetivar a adoção", comenta Patrícia. A assistente social afirma que as crianças com idade acima de 7 anos são que têm maior dificuldade para achar uma nova família. Mas que esse problema tem sido amenizado no município por meio de um programa de incentivo à adoção tardia, em que todo o final de ano os casais da cidade são convidados a conhecerem as crianças e adolescentes que aguardam adoção nas entidades e os que demonstraram algum interesse em adotar são autorizados a levar o menor para passar as festas de final de ano com as famílias para estreitar a convivência. "Quase metade dessas crianças e jovens acabam efetivamente sendo adotados".

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