segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Um ato de amor e cidadania (Reprodução)

3 de dezembro de 2017

Mais de 40 mil crian­ças e adolescentes vi­vem em unidades de acolhimento espalhados pelo Brasil. Por outro lado, muitas pessoas querem adotar um fi­lho. O caminho até a formação de novas famílias ainda é um desafio enfrentado tanto por quem está na fila aguardando a espera de realizar o sonho de ter um filho quanto por quem está aguardando para ganhar uma nova família.

O princípio da adoção é a ma­nifestação da grandeza do gênero humano e vai além do importante ato jurídico, base da sua seguran­ça relacional, ela é acima de tudo um dos maiores gestos de amor, afeto e de cidadania, pois a famí­lia ainda é a melhor entidade onde uma criança pode ser educada, com carinho, segurança e digni­dade no sentido de respeitar o ou­tro, também constituí-la para o exercício da cidadania e para res­ponsabilidades sociais futuras.

A adoção permite também o revigoramento dos laços fami­liares, pois a criança adotada, geralmente, traz vida nova ao seio da família adotante. Uma das grandes fontes da criminali­dade é a falta da convivência fa­miliar do criminoso. A vivência familiar estabelece o caráter e os padrões do certo e do errado na criança. Por isso, a adoção além de um instituto jurídico é um ato de amor e de cidadania.
A coordenadora geral da Uni­dade de Acolhimento Residen­cial Professor Niso Prego, Cami­la Xavier, explica que para adotar tem todo um processo, os tipos de adoção assistida ou a brasi­leira, não são permitidos. Atu­almente, existe um cadastro de adoção, é necessário seguir todos os procedimentos até conseguir a habilitação no Cadastro Nacio­nal de Adoção (CNA). Geralmen­te, para entrar na fila de espera, pode ser de um a oito anos.

Normalmente, as crianças são abandonadas pelas famílias por vulnerabilidade social ou negli­gência, principalmente quan­do os pais são usuários de dro­gas ou alcoólatras. Muitas sofrem agressão, até serem acolhidas nas unidades. No entanto, após o abandono ou o recolhimento, o Juizado da Infância e Juventude de Goiânia, antes de mandar para um abrigo, buscam contato com outros familiares, como uma tia, avó ou primos se há interesse de ficar com a guarda da criança.

A partir desse cadastro, a fa­mília interessada, então, entra em uma fila de espera. Neste cadas­tro, os interessados podem esco­lher o perfil da criança desejada, e dependendo do perfil escolhido, pode facilitar o processo de ado­ção. Caso tenha algum perfil dis­ponível, o setor técnico entra em contato com a família interessa­da, mostra uma foto da criança, e em seguida iniciam as visitas na unidade de acolhimento. “Aquele casal que quer uma criança, dos olhos azuis, branca e com cabelos loiros, é o perfil mais difícil, mas também é o mais procurado.”, diz.

Segundo Camila, quando uma criança chega em uma uni­dade de acolhimento, o Juizado da Infância e Juventude dá-se um tempo para a família bioló­gica se recompor e se reestru­turar para poder ter a chance de receber o filho novamente.

O prazo máximo para aco­lhimento dessa criança é de um ano e meio, e durante esse perí­odo a criança pode receber a vi­sita da família, mas seguem em audiência, realizadas a cada seis meses, para ser destituída para adoção ou retornar a família bio­lógica. Existem também casos de entrega espontânea de filhos biológicos, com a presença do conselho tutelar. São casos onde há um processo mais rápido de adoção, principalmente quan­do se trata de uma criança com o perfil mais desejado. “Quan­do os pais biológicos abrem mão do filho de forma consciente, é mais fácil. É relativo essa ques­tão de abandonar. Para o MP, um dia é abandono. Para a con­troladoria a família tem um ano para reestruturar”.

DEVOLUÇÃO

Mesmo participando de cursos, conversas, orientações, regras e visitas diárias, exis­tem famílias que passaram por todo o processo de adoção, mas que devolveram as crian­ças para o juizado. Na Unidade de Acolhimento Niso Prego, os pais que fazem adoção tardia, tem maior probabilidade de devolver as crianças.

A coordenadora do Niso Pre­go observa que algumas famí­lias idealizam e esperam por uma criança perfeita. Há também um processo de adaptação onde a criança pode expressar de vá­rias maneiras, quando maior de 6 anos, pode ter um comportamen­to rebelde e agressivo, e mesmo um bebê pode rejeitar os pais atra­vés de um choro ou uma gripe. “As famílias precisam entender esse período de adaptação, algumas esperam uma gratidão eterna por parte das crianças, mas não é bem assim”, explica.

Algumas crianças se sentem angustiadas por conta do tem­po, a falta de carinho, elas sa­bem que quanto mais tarde, mais difícil será a adoção, como explica a coordenadora. “Todo domingo é uma angústia, nem todas as crianças recebem vi­sitas. A criança espera por um prazo, cadê meu pai? Será que alguém vai me adotar? Já estou completando 12 anos”.

A maior dificuldade do abrigo é entender o emocional das crian­ças, se precisa de colo, de aten­ção, encaminhamento. É preciso entender o que cada um preci­sa para minimizar o sofrimento. “Essa demanda emocional dos meninos é o que mais me inquie­ta. É muito dolorido, eu oro todos os dias e peço para Deus me fazer capaz de saber o que essas crian­ças precisam”, relata Camila.

A coordenadora relata ainda que o momento da audiência é muito doloroso, garante não esconder a decisão do juiz e antes da audiên­cia, explica para a criança que há a possibilidade da mãe ou alguém da família não querer mais. “ Eu prepa­ro, explico a realidade para que eles não sintam medo, após audiência são dias difíceis e temos que acolher essa dor”, conta.

Nas unidades de acolhimento, só é permitido a permanência de crianças de 0 a 12 anos, mas o Es­tatuto da Criança e Adolescente (ECA) diz que as crianças, que já se encontram no abrigo, podem per­manecer mesmo após os 12 anos, o que não pode ocorrer é acolher crianças nessa faixa etária.
Existem alguns casos no Niso Prego como de uma criança de 12 anos que teoricamente, devia ser transferido para um abrigo de adolescentes, mas a institui­ção luta para a permanência da criança na unidade.

Essa criança já se encontra dis­ponível para adoção, e não rece­be visitas, segundo a coordena­ção, o único vínculo familiar que a criança tem são as pessoas do Niso Prego. “Acredito que nós te­mos muito o que fazer por ele, como vários encaminhamentos com psicólogos e psiquiatras para poder resgatar a autoestima e se­gurança, meu sonho é que ele seja adotado, só assim eu ficaria tran­quila”, relata.

Outro caso é um menino que completou 12 anos, mas ainda tem os irmãos, na unidade, um bebê de 7 meses e outra com 6 anos, e a instituição se preocu­pa, pois separar os irmãos não pode ser uma atitude aconse­lhável, já que estão superando um trauma pelo abandono da família biológica.
A psicóloga Juliana Ander­son, coordenadora técnica do Niso Prego, comemora as alte­rações no Estatuto da Criança e do Adolescente que estão sendo discutidas no plenário.

Segundo ela, a tendência é que a nova lei que está em dis­cussão possa facilitar e abrir mais possibilidades para que a criança seja adotada em menor espaço e tempo. “Existem mui­tos casais aguardando, é um projeto que está sendo muito discutido, tem gente que é favor, outros contra, mas está quase concluindo, provavelmente no ano que vem, vai facilitar”.

Atualmente, no Brasil, são 32 mil casais cadastrados, aguar­dando para realizar o sonho de ter um filho, as alterações po­dem beneficiar essas famílias e dar um lar para as crianças abandonadas em tempo hábil.


As famílias precisam entender esse período de adaptação, algumas esperam uma gratidão eterna por parte das crianças, mas não é bem assim”
Normalmente, as crianças são abandonadas pelas famílias por vulnerabilidade social ou negligência, principalmente quando os pais são usuários de drogas ou alcoólatras. Muitas sofrem agressão, até serem acolhidas nas unidades”

 Unidade acolhe 37 crianças

A Unidade de Acolhimen­to Residencial Professor Niso Prego, atualmente, acolhe 37 crianças, destas, oito estão dis­poníveis para a adoção, quatro já estão recebendo visitas, e as demais aguardando o processo se irão retornar para a família biológicas ou serem destituídas para adoção.

A pedagoga Flávia Rodri­gues, técnica responsável pela convivência comunitária e do­ações do Niso Prego, garan­te que a unidade abre as por­tas para a comunidade ajudar o abrigo, seja com doações mate­riais ou um ato de amor.

A unidade tem ainda o pro­jeto “Colo e Carinho”, uma pes­soa que tiver interesse pode es­colher uma criança ou mais, tem duas horas para brincar, dar amor, carinho, dar banho, dentre outros ato de carinho. Para participar basta procurar a administração.

Todas as pessoas que tive­rem interesse em conhecer a unidade, as crianças e o tra­balho do abrigo, devem entrar em contato com a Flávia, atra­vés do telefone 35241882, para agendar uma visita. É um pro­cesso simples de agendamen­to, mas importante para a se­gurança das crianças. “É um trabalho criterioso, eu tenho que ver quem está vindo aqui, qual o interesse da pessoa, o motivo, é perigoso, temos que ter muito cuidado, são crian­ças vítimas de violência, como nosso trabalho é de proteção da criança, eu preciso saber quem está entrando aqui”, ex­plica.

A Secretaria Municipal de Assistência Social de Goiâ­nia (Semas) ajuda a manter o abrigo, mas mesmo assim Flá­via garante que toda doação é bem-vinda. “Nós precisamos de tudo, desde um ato de amor, alimentos, material de limpe­za, pedagógico e de higiene”.

Quando pais e filhos se completam

Testemunhas das filas de adoção, crianças adotadas e pais revelam que não falta amor no processo, mas sobra burocracia. Relatos emocionam e servem de motivação

“Meus pais são meu mundo”

Fui deixada em uma borra­charia. Enquanto isso meus pais adotivos estavam na fila para adotar um bebê recém-nascido. Ficaram sabendo sobre minha vida e resolveram me conhecer. Foi um período muito difícil pra mim, pra me adaptar, pois tinha acabado de perder uma mãe e parecia que todos para mim fos­sem ameaça. Mas depois que perdi o medo adaptei-me rápido.

Até hoje enfrento dificulda­des na escola, na maioria das ve­zes. Algumas coisas que acon­tecem tem que ser culpa da adotada. É bem chato, mas hoje nem me importo.

Não tem como imaginar mi­nha vida sem meus pais: eles são meu mundo.

Emily Mariana é filha adotiva de Gilson

Histórias de amor
Quando era professora de uma criança de um abrigo, o Sol Nascente, ficamos sabendo que a van que levava as crianças para a escola havia estragado, então as crianças fo­ram acompanhados pelo motorista, a pé, a caminho da es­cola. Durante o percurso, havia um homem, sentado na cal­çada, descansando.

Esse homem veio da Bahia atrás dos filhos, a mãe trouxe para Goiânia, sem dar informações. Neste dia, ele escutou a voz de vá­rias crianças, no meio de tantas, ali estava o seu filho. Ambos se reconheceram, foi muita emoção, e então o pai reencontrou com os outros irmãos, e conseguiu a guarda das crianças.

Outro fato emocionante que marcou minha carreira foi uma criança que veio para a unidade, foi uma entrega es­pontânea, uma criança albina com baixa visão. A mãe pe­gou os objetos da criança e entregou para o conselho tutelar, não queria mais a guarda. Foi difícil, mas a criança saiu da­qui adotada por um casal maravilhoso. São histórias de su­peração, são guerreiros, eles lutam por uma família, e lutam para sobreviver.

Camila Xavier é coordenadora geral da Unidade de Acolhimento Residencial Professor Niso Prego


“A decisão no início foi difícil”
Após o óbito de nossa filha biológica, decorridos poucos meses, a minha esposa me pediu para procurar uma criança para adotarmos
Sempre tive vontade de adotar uma criança. Acho esta atitude im­portante. Se todos que tivessem con­dições financeiras e estabilidade emocional para adotar uma criança assim o fizessem, não teríamos tan­tas crianças em abrigos e nas ruas.

A nossa história começou da se­guinte forma: eu e minha esposa Dina tivemos dois filhos biológicos, o Ma­theus e a Maria Vitória. Após três me­ses do nascimento da nossa filha bio­lógica descobrimos que ela tinha uma má formação cerebral de causa des­conhecida, Síndrome de West. Com 5 anos e 5 meses de idade ela veio a óbi­to. Foi uma criança cercada de amor e carinho e cuidados por toda família.

A princípio queria ter uns três filhos e depois adotar uma criança. Após o óbito de nossa filha biológica, decorridos pouco mais meses, a minha esposa me pediu para procurar uma criança para adotarmos. Segurei um pouco por conta do óbito recente. Mas seis meses depois a minha esposa “me apertou” para que eu procurasse uma criança.

Tomamos conhecimento de que uma criança então com seis anos de idade, a Emily Mariana, estava em um lar provisório, onde foi deixada pela mãe.

No início da convivência foi muito difícil em função da dificuldade na adaptação, pois os costumes, educação, alimentação, higiene e ou­tros eram completamente diferentes dos nossos. Mas tudo foi superado com muito amor e carinho.

O processo de adoção foi tranquilo e deixamos o mesmo tramitar normalmente, até mesmo porque já tínhamos a guarda provisória.

A minha família aceitou nossa decisão. É como se ela sempre tivesse feito parte de nossa família.
A Emily é muito especial e não temos dúvidas de que ela não veio para a nossa família, ela apenas retornou de onde nunca deveria ter sa­ído. Ela está perfeitamente integrada e como dizem alguns amigos: ela até parece fisicamente conosco. Uma coincidência muito grande foi de que ela foi deixada pela mãe quase no mesmo dia do óbito de nossa filha biológica e por incrível que pareça nasceu no mesmo mês e no mesmo ano da nossa filha biológica.

Gilson Soares é advogado

 “Cresci sabendo minha história e que era adotada”

Eu tinha um mês de vida quando fui adotada. Meus pais adotivos sonhavam em ter uma filha, só tiveram filhos, tan­to do primeiro casamento quanto do se­gundo. Então o sonho deles era ter uma menininha na família.

Meu pai era viajante, sempre esta­va viajando e conhecendo novas cida­des, estavam passando pelo Maranhão quando a minha mãe estava no salão onde a irmã da minha mãe biológica trabalhava, e então conversando, mi­nha mãe adotiva expressou seu sonho de ter uma filha, e que que­ria adotar e então a minha tia biológica disse que sabia quem que­ria doar uma filha. Eu já tinha sido adotada uma vez, mas o casal me devolveu porque eu fiquei doente, minha avó biológica ain­da tentou me criar, mas eu também fui rejeitada por ela. Sabendo dessa história, minha mãe adotiva se interessou e conversou com meu pai adotivo e vieram a minha procura.

Então minha nova família me conheceu, logo conseguiram me adotar, na época não teve processo de documentação, minha mãe biológica me entregou a minha nova mãe e pronto.

Minha mãe biológica me deixava em casa sozinha, era alcóo­latra, e vivia me queimando com cigarro.
Quando minha mãe adotiva me pegou, eu estava cheia de feridas por todo o corpo. Eu estava totalmente descuidada. Eu costumo dizer que foi Deus que mandou meus pais adotivos para cuidar de mim.

Eu cresci sabendo minha história e que era adotada.

Quanto a minha mãe biológica, não tenho contato, não sei qual seria a minha reação quando encontrá-la, mas eu não tenho raiva.

Sou grata pela família maravilhosa que tenho, eles me de­ram a vida, me salvaram, não sei como seria hoje se meus pais não tivessem me adotado, eles são meu chão, meu porto segu­ro. Graças a Deus eu sou muito feliz.

Meu pai tem oito filhos homens e minha mãe quatro filhos e eu sou a única menininha
São 23 anos e estou muito feliz com essa família.

Thays Cristina Machado de Mesquita foi adotada com um mês de vida

 “Inicialmente pensamos em dois irmãos”
Achamos demorada a conclusão do processo de adoção com emissão de certidão com nossos nomes como pais
Já era um desejo em comum ter muitos filhos, esperamos estabilizar um pouco nossa vida para então dar início ao processo de habilitação.

Inicialmente pensamos em dois irmãos porque acreditamos que fa­cilitaria a adaptação, pois já tínha­mos três filhas, a criança poderia se sentir um pouco deslocada. Tam­bém desde o início não tínhamos a exigência de ser bebê, pois já tínha­mos vivido esta experiência. Então após decidir por irmãos conversa­mos e decidimos também não se­parar irmãos e por isso se fôssemos chamados para grupo de irmãos aceitaríamos até quatro crianças que seria o limite que conseguiríamos. Fomos então habilitados para até quatro crianças independente de sexo e etnia, de 0 a 9 anos.

Não chegamos a aguardar na fila de espera. Achamos demo­rado a conclusão do processo de adoção com emissão de certidão com nossos nomes como pais. Isso causa alguns constrangimen­tos, pois no documento ainda consta o nome dos genitores, além de não termos conseguido incluir sem carência no plano de saú­de, dificultando atendimentos que seriam necessários.

As crianças já estão superadaptadas, não houve grandes dificul­dades. Desenvolveram muito nesses seis meses, em termos de voca­bulário, cognitivo, relacionamento com outras pessoas, enfim, são crianças completamente diferentes hoje. A gente percebe que são mais seguras, tranquilas, mais felizes mesmo. E para nós é como se sempre estivessem aqui, nenhuma diferença em relação às biológi­cas que já tínhamos, o amor é exatamente o mesmo. A relação com as irmãs também é a melhor possível. Dão trabalho como qualquer criança, até porque são seis, mas dão muito mais amor que qualquer coisa. Na verdade eles fazem muito mais bem para nós que nós a eles.

Tatiana Cristina e Erci Pereira adotaram três irmãos


 “Era nosso filho tão desejado e esperado”
Minha rotina mudou completamente
“Quando eu e meu esposo começamos a namorar, em 2003, já falávamos em adotar nosso filho. Desde criança eu já sabia que, para engravidar, teria que fazer fertilização in vitro. Como tínhamos a mesma vontade de adotar, decidimos então não fazer o tra­tamento para engravidar, e sim ter nosso fi­lho através da adoção.

Durante a entrevista no juizado, esco­lhemos o perfil do nosso futuro filho. A ida­de escolhida foi até 3 anos, independente do sexo, raça e cor. Quando a equipe técni­ca do juizado nos chamou para conhecer o L.M.F. foi uma emoção. Realmente era o nosso filho tão desejado e esperado, e sen­timos isso já na primeira visita que fizemos para conhecê-lo no abrigo.

O processo de adoção é longo. Desde nossa primeira visita ao juizado até a ha­bilitação no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) foi quase 1 ano. A dificuldade encon­trada realmente é o tempo. A equipe do jui­zado nos deu todo apoio necessário. O cur­so de preparação que fizemos para entrar no CNA foi ótimo, nos mostrando a realida­de da adoção.

Minha rotina mudou completamente. Reduzi o ritmo de trabalho para ficar mais tempo com meu filho. Nossa interação é tão grande que sinto como se estivéssemos juntos durante toda a vida. Agora conheço o que é o amor de mãe.

Mariana P. de Morais adotou

Projeto Anjo da Guarda

O Programa Anjo da Guar­da tem como missão identifi­car e preparar famílias de Goi­ânia, que voluntariamente se disponham a promover ações que beneficiem crianças e ado­lescente independente de faixa etária; oferecer suporte mate­rial ou financeiro e estabelecer vínculo afetivo com criança com mais de 5 anos de idade e adolescente que vivem em Ins­tituições de Acolhimento.

Tem o intuito de proporcio­nar oportunidades de convi­vência familiar e comunitária necessária a um desenvolvi­mento emocional e social sau­dável. Contribuindo, assim, com as garantias do direito da criança e adolescente institu­cionalizado de retornar para a sua família de origem e, não sendo possível, ser acolhido em família substituta através do Apadrinhamento.

Aos interessados em parti­cipar do projeto, basta ir até o Juizado da Infância e Juventu­de de Goiânia.


Reproduzido por: Lucas H.

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