terça-feira, 28 de novembro de 2017

Fila de adoção é maior para meninos na Paraíba (Reprodução)

24 de novembro de 2017

Meninas de pele clara e com até dois anos de idade são as características gerais que formam o perfil das crianças procuradas pelos pretendentes à adoção na Paraíba. No entanto, essas exigências estão na contramão da realidade da maioria daqueles que esperam por uma nova família: adolescentes, meninos e pardos. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que há 48 pessoas aptas à adoção.

O coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba, Adhailton Lacet Porto, explicou que deste total de pessoas, entre crianças e adolescentes, que consta no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), há algumas que já estão em convivência com os pretendentes a novos pais. Porém, a maioria tem menos de 10 anos de vida e os adolescentes são os menos procurados. O magistrado lembra que essa ‘seleção’ é o principal entrave para o êxito no processo de adoção. “Nos cursos que fazemos com os pretendentes à adoção, que é um dos pré-requisitos no processo, buscamos desmistificar essa ideia de que o adolescente não irá se adaptar ao novo lar. Infelizmente, isso ainda é um preconceito de muita gente”, lamentou o juiz.

Esperança

Para dar chance também aos adolescentes de encontrar uma nova família, o TJPB implantou na Paraíba, desde maio deste ano, o programa “Apadrinhamento Afetivo – Sorriso Infantojuvenil”. Por meio da iniciativa, as pessoas podem apadrinhar crianças e adolescentes que estão no cadastro de adoção ou aquelas que estão em abrigos provisórios.

De acordo com o juiz Adhailton Lacet, esse apoio pode ser financeiro, quando a pessoa arca com algum custo para as crianças; social, quando a pessoa se dispõe a levar as crianças para atividades de lazer; e ainda afetivo, que é quando a pessoa leva a criança ou o adolescente para convivência familiar, porém ainda sem vínculo adotivo.


Reproduzido por: Lucas H.

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