segunda-feira, 15 de maio de 2017

Supermãe: após 2 filhas, casal resolve adotar 5 crianças através do Fórum de Tupã (Reprodução)

A maternidade não depende só de 9 meses de gestação. Para tornar-se mãe, é necessário acima de tudo, amar incondicionalmente. O desejo de ser mãe não começa no ventre e sim no coração. Neste mês das Mães, a Rádio Jovem Pan Tupã 89.5 FM destaca a importância da maternidade e homenageia todas as mamães com uma reportagem especial sobre adoção. É a história de uma supermãe, atualmente com 7 filhos, sendo 2 biológicos e 5 adotivos.

Vera Lúcia Saraiva dos Santos (47) e Paulo Aparecido Caldeiro (46) casados há mais de 22 anos, moradores no município de Herculândia tiveram duas filhas biológicas: Nathalia (20) e Letícia (15). Através de uma amiga, Vera Lúcia tomou conhecimento de uma criança que frequentava a APAE e a Casa Abrigo e o desejo foi despertado. Então, Vera conversou com o esposo que sempre apoiou a ideia e juntos conversaram com suas filhas que se interessaram pela ideia e realizaram o cadastro em 2008. “Entramos com toda papelada no processo, mas não poderíamos especificar a menina que estava na Casa Abrigo, então esperamos. A menina voltou para família e depois surgiu a Josiane (12) e a Sara (11). Já estávamos no cadastro há 2 anos, ficamos sabendo da história, ficamos ‘mexidos’ novamente, e a conselheira de Herculândia nos procurou para acolhe-las, porém foi falado que elas poderiam voltar com a mãe. Depois de 5 anos na Justiça, graças a Deus conseguimos a guarda”, fala Vera.

Depois da adoção das duas meninas, Vera e seu marido continuaram no cadastro. Apesar do perfil do casal destacar a preferência por meninas, apresentaram a ela a história de João Vitor (15) e mais uma vez abraçaram a causa e adotaram o menino. Um ano depois, a assistente social do Fórum de Tupã, Eleni Banhos, convidou Vera e seu esposo para testemunharem por conta de terem duas meninas que são irmãs e um menino mais velho. “Neste dia perguntaram para meu marido se a gente tinha a intenção de adotar mais. Ele falou que se fosse da vontade de Deus, a gente adotaria. Isso mexeu com a Eleni, que me chamou e falou do histórico do Guilherme (13), que tinha o caso mais complicado, mas era para nós analisarmos… Bom, analisamos, seria um desafio, mas buscamos o Guilherme,” explica Vera.

Vera Lúcia conta que após as 4 adoções bem sucedidas, ainda recebia ligações para adotar crianças. “Em uma das ligações, nos falaram do Rafael (14) que morava em Paulínia, e a gente entrou em um acordo, conversou com toda a família, todos aceitaram e buscamos o Rafael. Faz 2 anos que ele está com a gente”.

Vera Lúcia sempre foi uma mãe presente e ama todos os filhos de sangue ou não, com o mesmo amor. Ela desabafa dizendo que a adaptação não foi um desafio fácil, cada um deles vinham de famílias diferentes, traziam consigo traumas, situações que passavam em suas casas, mas isso também nunca foi um problema ou motivo de desistir. “Tivemos grandes desafios, mas nunca houve um dia que a Nathalia e a Leticia perguntasse: ‘por que adotou eles?’. Ou falar para os outros que os irmãos davam trabalho e estavam fazendo a gente passar nervoso. E por parte deles também não houve aquilo de ‘por que me buscou?’. A partir do momento que buscamos a cada um deles, eles nasceram para a gente, qualquer situação que acontece nós resolvemos, porque não vamos devolvê-los. Da mesma forma que não tem como eu devolver a Natalia e a Letícia porque sou mãe delas, sou mãe deles também. Não depende da barriga que nasceu, eles nasceram no meu coração. O importante não é de que maneira eles nasceram, pois eles nasceram de mim e para mim”, afirma a mãe.

Como adotar uma criança em Tupã?

De acordo com a assistente social do Fórum da Comarca de Tupã, Eleni Banhos, para dar entrada a um processo de adoção, o pretendente deve encaminhar-se ao Fórum da cidade em que reside, procurar por um assistente social ou psicólogo, para receber orientações, responder a formulários e ser instruído da lista de documentos que deverão ser entregues na Vara da Infância e da Juventude. “O juiz vai avaliar o pedido e o Ministério Público irá também se manifestar, e então o pedido é enviado ao setor técnico e avaliado pelo assistente social e pelo psicólogo”, disse Eleni. Após a avaliação, os pretendentes são obrigados a participar de um curso preparatório para adoção.

As crianças disponíveis ficam recolhidas em instituições de acolhimento como medida protetiva.
No caso da cidade de Tupã, as instituições que abrigam menores para adoção, são a Casa Abrace e a Casa da Criança.O processo de adoção independe do estado civil do pretendente, que necessita ter mais de 18 anos e possuir diferença de 16 anos com o adotado. O endereço do Fórum da Comarca de Tupã para quem deseja entrar na fila de espera e ser informado quando uma criança estiver disponível é Rua Colômbia nº 200 no Jardim América. O telefone do Fórum é o (14) 3496-8033.

Original disponível em: http://bomdiatupa.com/2017/05/supermae-apos-2-filhas-casal-resolve-adotar-5-criancas-atraves-do-forum-de-tupa/

Reproduzido por: Lucas H.

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