domingo, 2 de fevereiro de 2014

UMA HISTÓRIA DE ADOÇÃO: ENTEADOS


30.01.2014
Cintia

Nossa História:
Conheci meu marido em 1999 quando estávamos terminando o segundo grau. Éramos amigos, mas nunca namoramos. Continuamos nossa amizade ao longo dos anos. Ele teve uma filha com sua (ex) esposa, em 2003, e depois ele teve um filho com sua (ex) namorada em 2008.
Em 2008, quando a filha do meu marido tinha 5 anos e seu filho tinha 2 meses, a mãe do bebê abusou fisicamente da menina. Isso fez com que o meu marido perdesse temporariamente a guarda de seus dois filhos.
Cerca de um mês mais tarde, ele pode reaver a guarda da filha. Seu filho foi entregue aos pais da mãe biológica do menino. Por dois anos, meu marido lutou com os avos de seu filho para tê-lo de volta. Finalmente o menino voltou a viver com meu marido, porem os avós receberam autorização para visita-lo. Logo após conseguir seu filho de volta, meu marido e eu começamos a namorar.
Fui morar com meu esposo e as crianças em 2011. Desde antes da minha mudança, a mãe biológica do meu enteado não estava mais presente na vida dele.
Ela não ligava ou enviava mensagens de texto. Ela não visitava. Na verdade, ela nunca tinha apresentado nenhum pedido para visitação desde que terminou seu relacionamento com o meu marido, em 2010. E não tinha tido contato com meu enteado desde então. Ela nunca enviou presentes, lembrancinhas, ou qualquer coisa. Eu não vou falar mais detalhes, mas posso dizer que ela não tinha nenhuma participação ativa na vida de seu filho. Ela nunca quis ter.
O triste era que eu conversava muito com ela, por telefone e pessoalmente, e fiz todas as sugestões possíveis para que ela pudesse ser parte da vida de seu filho. Ainda assim elas não fez nada.
Em 2012, meu marido e eu nos casamos. Logo após o casamento, decidimos que iríamos levar a mãe biológica do meu enteado para a corte e ver se um juiz iria destitui-la de seus direitos de mãe, para que eu pudesse adota-lo.
Eu tinha construído uma relação incrível com meus dois enteados e meu enteado me chamava de mamãe desde 2011. Nós contratamos um bom advogado, mas a princípio até ele estava cético sobre o caso. Não por causa da mãe biológica, mas porque os pais da mãe biológica tinham direito a visitação. Ele nunca tinha tido um caso como este antes. O advogado foi honesto e disse que não poderia garantir nada. Sem ter pesquisado sobre o assunto, o nosso advogado não tinha certeza se os avós do meu enteado poderiam interferir com a adoção. Nós pensamos muito sobre isso e decidimos tentar de qualquer maneira.
Você nunca sabe o que acontecerá até tentar, certo? Além disso, nunca quis ficar com a dúvida de “e se”.
Entramos com a nossa petição em março de 2013. Nós entregamos ao nosso advogado o equivalente a 3 anos de provas e documentação. Quanto mais provas entregávamos a ele, mais confiante ele ficava em relação ao nosso caso.
No dia da audiência, eu estava apavorada. Tínhamos várias testemunhas e ela tinha só uma. Nós só usamos uma de nossas testemunhas e a mãe biológica não usou nenhuma. A mãe biológica mentiu quando lhe convinha, e disse a verdade quando lhe convinha. Ela e seu advogado agiram como se tivéssemos mantido meu enteado longe dela, o que estava longe de ser verdade.
Quando tudo já estava dito e feito, todo mundo entrou na sala do tribunal para esperar o veredicto do juiz. O nosso advogado nos pediu para não reagir, independente do que o juiz decidisse. Depois de um silêncio que pareceu durar uma eternidade, o juiz declarou que a mãe biológica havia deliberadamente deixado de visitar o meu enteado. Em seguida, ele declarou que ela havia deliberadamente deixado de apoiá-lo. Ele destituiu seus direitos ali mesmo e concedeu a adoção. Eu não pude me conter e comecei a chorar. Meu marido me envolveu em um grande abraço e me segurou. Depois de tudo que havíamos passado, finalmente foi concedido esse milagre.
Eu senti como se um peso enorme fora retirado dos meus ombros. Assim sendo, a partir de 13 novembro de 2013, meu enteado passou a ser meu filho. Ele já era meu filho, mas agora é legal e nós não poderíamos estar mais felizes!
(...)
http://asavinglove.com/2014/01/30/uma-historia-de-adocao-enteados/

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