quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CPI DO TRÁFICO DE PESSOAS VAI INVESTIGAR ADOÇÃO ILEGAL DE CRIANÇAS EM MG E PE


19/09/2013
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o tráfico de pessoas no Brasil aprovou, na terça-feira (17), requerimentos para investigar denúncias de adoção ilegal de crianças em Betim (MG) e em Olinda (PE). A comissão também vai investigar um desaparecimento em Porto Nacional (TO). As audiências públicas ainda não têm data marcada.

DOAÇÃO DE CRIANÇA EM BETIM
A comissão vai ouvir, em audiência pública, Eliane Azzi, presa em Minas Gerais quando tentava retirar da maternidade de um hospital um recém-nascido, depois de ter negociado a doação com a mãe do bebê, Janaína Resende Carvalho. Também estará presente na audiência o delegado que cuida do caso, Tito Barrichello.
O deputado Fernando Francischini (PEN-PR), que solicitou a audiência sobre o caso, também quer que a CPI tenha acesso às informações e cópias de todos os documentos sobre a investigação.
A prisão da suspeita aconteceu em Betim (MG), no último dia 10. As investigações apontam que, aos quatro meses de gravidez, a mãe publicou na internet que queria doar o bebê, porque não tinha condições de criá-lo. Ela recebeu a proposta de uma mulher. A suspeita presa teria intermediado o negócio. A mulher que receberia a criança está sendo procurada. O bebê, que supostamente seria comercializado, continua na maternidade e será encaminhado para adoção. A mãe vai responder o processo em liberdade, pois, para o delegado, ela foi uma vítima.

ADOÇÃO ILEGAL EM OLINDA
A juíza Andréa Calado da Cruz, titular da Vara da Infância e Juventude de Olinda (PE), será convidada pela comissão para prestar esclarecimentos sobre suposta facilitação em uma concessão de guarda provisória de uma criança em Olinda. Ela está sendo investigada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) encaminhou documentação acusando a magistrada favorecimento a um casal. Eles não estavam inscritos no Cadastro Nacional de Adoção, como prevê a Lei, e passaram na frente de 37 famílias da cidade.
O caso começou a ser desvendado em maio deste ano, quando o casal procurou a Promotoria da Infância e Juventude para adotar uma menina de nove meses, que vivia em um dos abrigos do município.
A promotora de Infância e Juventude de Olinda, Henriqueta de Belli, que também será convidada pela comissão, questionou como o casal conheceu a criança, já que o acesso ao local é restrito e necessita de autorização judicial.
Também serão ouvidos pela comissão a advogada Giovana Uchoa, que está sendo acusada de liderar uma cadeia de tráfico de influência em adoções; o advogado da família adotante, Joaquim Pessoa Guerra Filho; e o médico-chefe da Assistência de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Aldo Mota.

SUMIÇO EM PORTO NACIONAL (TO)
Marcos Roberto Molitor, Jorge Luís Mateus e Pedro Izar Neto, suspeitos pelo desaparecimento de Sérgio Leonardo Mateus, filho de Zulmira Gonzaga Cardoso, serão convocados pela comissão para prestar informações sobre o caso.
No dia 28 de setembro de 1987, no município de Porto Nacional (TO), Zulmira Gonzaga Cardoso teve seu filho raptado na porta da casa dos avós, quando tinha um ano e nove meses de idade.
Durante esses anos, a mãe do menino conseguiu muitas provas, mas até o momento não reencontrou seu filho e nem teve o caso esclarecido pelas autoridades judiciais. O processo foi arquivado, mesmo os acusados não tendo comparecido em audiência realizadas.
Em julho deste ano, a comissão ouviu Pedro Izar Neto em São Paulo e, em agosto, Zulmira Gonzaga Cardoso em Brasília. A deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que solicitou a audiência, disse que houve divergências nas versões apresentadas sobre o caso.
Da Redação – RCA
Colaboração – Caroline Pompeu
Assista reportagem da TV Câmara sobre audiência pública promovida pela CPI do Tráfico de Pessoas na terça-feira (17).
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SEGURANCA/452523-CPI-DO-TRAFICO-DE-PESSOAS-VAI-INVESTIGAR-ADOCAO-ILEGAL-DE-CRIANCAS-EM-MG-E-PE.html
CPI DO TRÁFICO DE PESSOAS VAI INVESTIGAR ADOÇÃO ILEGAL DE CRIANÇAS EM MG E PE
19/09/2013
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o tráfico de pessoas no Brasil aprovou, na terça-feira (17), requerimentos para investigar denúncias de adoção ilegal de crianças em Betim (MG) e em Olinda (PE). A comissão também vai investigar um desaparecimento em Porto Nacional (TO). As audiências públicas ainda não têm data marcada.

DOAÇÃO DE CRIANÇA EM BETIM
A comissão vai ouvir, em audiência pública, Eliane Azzi, presa em Minas Gerais quando tentava retirar da maternidade de um hospital um recém-nascido, depois de ter negociado a doação com a mãe do bebê, Janaína Resende Carvalho. Também estará presente na audiência o delegado que cuida do caso, Tito Barrichello.
O deputado Fernando Francischini (PEN-PR), que solicitou a audiência sobre o caso, também quer que a CPI tenha acesso às informações e cópias de todos os documentos sobre a investigação.
A prisão da suspeita aconteceu em Betim (MG), no último dia 10. As investigações apontam que, aos quatro meses de gravidez, a mãe publicou na internet que queria doar o bebê, porque não tinha condições de criá-lo. Ela recebeu a proposta de uma mulher. A suspeita presa teria intermediado o negócio. A mulher que receberia a criança está sendo procurada. O bebê, que supostamente seria comercializado, continua na maternidade e será encaminhado para adoção. A mãe vai responder o processo em liberdade, pois, para o delegado, ela foi uma vítima.

ADOÇÃO ILEGAL EM OLINDA
A juíza Andréa Calado da Cruz, titular da Vara da Infância e Juventude de Olinda (PE), será convidada pela comissão para prestar esclarecimentos sobre suposta facilitação em uma concessão de guarda provisória de uma criança em Olinda. Ela está sendo investigada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) encaminhou documentação acusando a magistrada favorecimento a um casal. Eles não estavam inscritos no Cadastro Nacional de Adoção, como prevê a Lei, e passaram na frente de 37 famílias da cidade.
O caso começou a ser desvendado em maio deste ano, quando o casal procurou a Promotoria da Infância e Juventude para adotar uma menina de nove meses, que vivia em um dos abrigos do município.
A promotora de Infância e Juventude de Olinda, Henriqueta de Belli, que também será convidada pela comissão, questionou como o casal conheceu a criança, já que o acesso ao local é restrito e necessita de autorização judicial.
Também serão ouvidos pela comissão a advogada Giovana Uchoa, que está sendo acusada de liderar uma cadeia de tráfico de influência em adoções; o advogado da família adotante, Joaquim Pessoa Guerra Filho; e o médico-chefe da Assistência de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Aldo Mota.

SUMIÇO EM PORTO NACIONAL (TO)
Marcos Roberto Molitor, Jorge Luís Mateus e Pedro Izar Neto, suspeitos pelo desaparecimento de Sérgio Leonardo Mateus, filho de Zulmira Gonzaga Cardoso, serão convocados pela comissão para prestar informações sobre o caso.
No dia 28 de setembro de 1987, no município de Porto Nacional (TO), Zulmira Gonzaga Cardoso teve seu filho raptado na porta da casa dos avós, quando tinha um ano e nove meses de idade.
Durante esses anos, a mãe do menino conseguiu muitas provas, mas até o momento não reencontrou seu filho e nem teve o caso esclarecido pelas autoridades judiciais. O processo foi arquivado, mesmo os acusados não tendo comparecido em audiência realizadas.
Em julho deste ano, a comissão ouviu Pedro Izar Neto em São Paulo e, em agosto, Zulmira Gonzaga Cardoso em Brasília. A deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que solicitou a audiência, disse que houve divergências nas versões apresentadas sobre o caso.
Da Redação – RCA
Colaboração – Caroline Pompeu 
Assista reportagem da TV Câmara sobre audiência pública promovida pela CPI do Tráfico de Pessoas na terça-feira (17).
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SEGURANCA/452523-CPI-DO-TRAFICO-DE-PESSOAS-VAI-INVESTIGAR-ADOCAO-ILEGAL-DE-CRIANCAS-EM-MG-E-PE.html

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